terça-feira, 12 de novembro de 2013

Países da Primavera Árabe têm os piores direitos das mulheres!


Países da Primavera Árabe têm os piores direitos das mulheres...



Três dos cinco países que tiveram marcantes crises políticas durante a Primavera Árabe nos últimos três anos constam entre aqueles com menos direitos femininos, de acordo com uma sondagem hoje divulgada.

Três dos cinco países que tiveram marcantes crises 

Três dos cinco países que tiveram marcantes crises 

Enquanto o Egipto ocupa a pior posição (22º), a Síria e o Iémen aparecem respectivamente em 19º e 18º lugares, com melhores resultados apenas em comparação à Arábia Saudita e ao Iraque, além do Egipto.
 A Líbia (9º) e Tunísia (6º), por sua vez, tiveram uma melhor avaliação, na pesquisa que levou em consideração questões como casamento infantil, leis relativas à violação e à educação entre as mulheres.
 Especialistas ouvidos pela fundação apontam, entre as razões para as violações dos direitos femininos nesses países, as estruturar políticas patriarcais e a ascensão de movimentos islamitas ao poder, contrariando a vocação universal da insurreição, em que as mulheres tiveram papel fundamental nas ruas.
Entre os pontos positivos nos últimos anos foi apontada a maior consciência entre as mulheres sobre os seus direitos, deixando de ver a questão como reservada à elite intelectual do país.
A pesquisa da Fundação Thomson Reuters foi realizada em Agosto e Setembro deste ano, ouvindo 336 especialistas em questões de género, a partir das recomendações da ONU para a eliminação da discriminação contra as mulheres.
A má colocação do Egipto surpreendeu observadores, uma vez que o país norte-africano teve pior desempenho que a Arábia Saudita, onde as mulheres precisam de autorização de um «guardião» masculino para as suas actividades e são proibidas de conduzir.
A avaliação egípcia foi prejudicada especialmente pelo assédio, já que um relatório recente da ONU aponta que até 99,3% das mulheres no Egipto são alvo dessa prática
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