sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

MORRER DE SAUDADES. Anos 70 Sucessos de Ouro.

POSTAGEM SUGERIDA POR UM GRANDE AMIGO, 
MAURÍLIO ZANATTA.


É fácil idealizar um tempo que já passou. E quanto mais longe, maior a viagem.
Com os anos 70 não poderia ser diferente.
Eu bem me lembro: já existiam bandidos (roubaram a minha Monark quando eu tinha 10 anos).
Nesta mesma época, levaram algumas joias da minha vó e um grupo armado invadiu a rua e atirou na casa do alemão Hantz.
Também havia acidentes de trânsito e atropelamentos. Meu amigo David, filho da dna. Vera da casa da esquina, foi jogado na calçada por um carro enquanto jogava futebol.
Claro, também existiam coisa boas e a principal delas era a liberdade para jogar bola no meio da rua ou dar a volta na quadra de bicicleta.
Censura e violência militar
Não dá para falar nos anos 70 no Brasil sem mencionar o controle que o governo militar impôs ao país.
A censura representou a marca da ditadura brasileira e alcançou o seu auge nos anos 70.
Enquanto nos final dos anos 60 algum tipo de crítica ainda era “tolerada”, nos 70 a censura alcançou o seu nível máximo de irracionalidade.
Para tentar enganar os censores, autores de peças de teatro, jornalistas, cantores, humoristas, cineastas foram obrigados a criar algumas estratégias.
Como o jornal O Estado de São Paulo (que apoiara o golpe de 1964), ao substituir as matérias cortadas por versos de Camões e receitas de bolo.
A censura chegou a um tal nível de paranoia que muitas informações eram descobertas através dos próprios censores, que emitiam notas às redações proibindo a publicação de notícias que nem os próprios jornalistas tinham conhecimento.
A morte do jornalista Wladimir Herzog  nas dependências do 2ª Exército, em São Paulo, em 1975, determinou o começo do fim do regime militar.
anos_70_censura
Censura brasileira: controle sem nenhum critério terminou virando piada
Governo militar vigiava tudo e todos
Governo militar definia o que era bom para o “povo” / Revista Veja / Janeiro de 1970
O Pasquim e o Louvre
Com uns 12 anos eu ia até a livraria du Louvre – que ficava ao lado da igreja São Sebastião –comprar o Pasquim. Confesso que a minha maior motivação era ver as mulheres peladas.
Mas depois passei a me interessar pelos textos e pelo material “subversivo” e debochado do Pasquim.
Criado pelo cartunista Jaguar e pelos jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral, O Pasquim foi concebido para ser um “jornalzinho” de Ipanema, mas acabou se tornando uma das mídias mais influentes dos anos 70.
Logo nas suas primeiras edições já vendia entre 20 a 30 mil exemplares, chegando a impressionantes 200 mil exemplares, distribuídos por todo o Brasil. Isso no meio dos anos 70.
Ficaram para a história do jornalismo brasileiro as entrevistas com Leila Diniz (a primeira) e Ibrahim Sued — quase todas em bares da zona sul do Rio de Janeiro, turbinadas com muito uísque e palavrões.
Ainda no ano de 1970 toda a redação do jornal foi presa. E nos anos seguintes, os extremistas, ainda mais à direita do regime, explodiram as bancas de jornais que vendiam impressos “alternativos de esquerda”.
O Pasquim não resistiu.
anos_70_o_pasquim
Uma das capas mais famosas: Todo paulista – que não gosta de mulher – é bicha
Monareta x Berlineta
Acredite, na década de 70 os pais “largavam” os seus filhos para brincar na rua.
Era um tempo de muito futebol (Brasil tri-campeão do mundo) e das bicicletas.
As mais cobiçadas eram a Monareta, da Monark, e a Berlineta, da Caloi.
A Monareta era a minha favorita, não só por ter um design mais moderno mas também por e não ter o problema da Berlineta, dobrável, que enferrujava e se partia em dois.
Da minha memória nunca vai sair o dia em que eu perdi a unha do dedão do meu pé direito ao tentar frear “na marra” a minha Monark numa descida de uma das ruas do bairro Petrópolis.
anos_70_monareta_e_berlineta2
Brasília x Chevette x Fiat 147
Eu era fanático por futebol— e por carros. Mais do que eu, só o Tony, irmão do David, que passava o dia mexendo no FNM/Alfa do pai dele.
O Tony tinha quase toda a coleção de 4 Rodas, umas duas pilhas enormes de revistas, que me deixavam fascinado.
Nos anos 70 a indústria de automóveis do Brasil deu um salto, principalmente através dos novos “carros compactos”  (leia-se Chevette, da GM; Brasília, da Volks e Fiat 147).
A Brasília tinha um apelo mais popular, ainda ligado à imagem de robustez do Fusca, enquanto a GM optou por um carro com um conceito um pouco mais “sofisticado”.
Lançado em junho de 1973, a Brasília vendeu 947 mil unidades (fonte: Volkswagem). Foi o primeiro carro, em larga escala, desenhado no país. Acabou em 1982, atropelado pelo Gol.
O Chevette chegou dois meses antes, em abril de 73. Era uma adaptação brasileira do Opel Kedett C, da GM alemã e vendeu cerca de 1,6 milhão de unidades (fonte: GM do Brasil).
O carrinho da Chevrolet foi produzido até 1993, quando saiu de linha para dar lugar ao primeiro Corsa.
O Fiat 147 apareceu um pouco depois, em 76. Era uma novidade no Brasil, até então dominado pela Ford, GM e Volkswagen.
Com uma forte campanha publicitária, o primeiro Fiat brasileiro vendia bem, até o consumidor descobrir que o carrinho tinha um câmbio simplesmente medonho.
Por muito pouco ele não acabou com a imagem do fabricante italiano no Brasil.
anos_70_brasilia_x_chevette
Corcel x Passat
Esses dois modelos também  fizeram história nos anos 70.
Quando meu pai comprou um Corcel quatro portas foi uma festa.
O Corcel (1968/1985), foi o primeiro carro médio da Ford e surgiu para ocupar um espaço na “nova classe média”, do “milagre econômico” do governo militar.
Já o Passat, da Volks (1973/1988), outro veículo médio, era um veículo muito mais moderno, voltado ao público jovem.
O Passat TS, “esportivo” era o sonho de quase todo o público masculino entre os 18 e os 30 anos.
anos_70_corcel_x_passat
Afiador de facas, casquinha e o sorveteiro
Muito antes das facas Ginzo 2000 e dos afiadores da Tramontina, existia um profissional que anunciava o seus serviços tocando uma gaitinha de boca.
Mesmo na década de 70, o afiador de facas já era uma figura meio deslocada no tempo. Afinal, a classe média já podia comprar uma dúzia das modernas facas de serrinha – que dispensavam a “afiação”.
Eu não tenho bem certeza da origem do vendedor de casquinhas, aquela massa enrolada, bem fininha, feita de água, farinha de trigo e açúcar.
Mas em quase todo o Brasil ele trazia um imenso cilindro preso ao ombro por uma tira de couro, batendo um ferro numa placa de madeira que trazia nas mãos para anunciar o produto.
Finalmente, o sorveteiro. Da Kibon, é óbvio. O som inconfundível da corneta era o terror de todos os pais, principalmente quando tocava antes da hora do almoço.
Os principais produtos eram o picolé de chocolate, o Chicabom, o Eskibon e o meu preferido: o copinho Carioca (meio chocolate/meio creme), que vinha com uma pazinha de madeira.
anos_70_afiador_de_facas_casquinha_sorveteiro
Moda esquisita
Espero que nunca mais volte o mal gosto estético dos anos 70.
Quem pode achar bonito a combinação entre uma calça boca de sino, uma camiseta curtinha, mostrando a barriga e sapatos imitando couro de jacaré? Num homem!
Nem vou falar dos coletes, dos sapatos de salto alto, paletós xadrez e das costeletas.


anos_70_moda
Pornochanchadas e sexo
Foi duro ser um pré adolescente nos primeiros anos da década de 1970 no Brasil militar.
O nu frontal era totalmente proibido. Seios? Só um. Não… eu escrevi certo… seios só eram permitidos se aparecesse apenas um “exemplar”.
O único meio de expressão na qual era admitido “algo mais” era o cinema.
Surgiu assim a pornochanchada, filmes soft, produzidos na “Boca do Lixo”, no centro de São Paulo.
anos_70_pornochanchadas
Música brega x MPB
O mercado da música era dividido basicamente entre a música brega (Odair José & cia), a MPB (Chico Buarque, Caetano, Gil & cia)  e as “românticas” (Roberto Carlos & cia).
Uma Vida Só, ou mais conhecida como “Pare de tomar a pílula”, cantada por Odair José, foi o símbolo dos anos 70.
Defendia o direito da mulher em não tomar a pípula, “por que ela não deixa nosso filho nascer”. Puxava o saco, ao mesmo tempo, dos militares e da ala conservadora da Igreja Católica.
Do outro lado, a MPB fazia o papel de crítica ao regime.
Assim, Angélica, de Chico Buarque, pode ser considerada o contra-ponto de Pare de tomar a pílula.
A música fala de Zuzu Angel, estilista carioca que teve o filho, Stuart Edgart Angel Jones, torturado e morto na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro.
Stuart foi amarrado e arrastado por um jipe militar, com a boca no cano de descarga do veículo, no pátio interno do quartel.
Link para a apresentação de Odair José no programa Na Moral, apresentado por – Pedro Bial – na rede Globo – é claro!
Cigarros, um raro prazer!
Quem não fumava era bundão. Quem não experimentasse um bagulhinho (cigarro de maconha) era cagão.
Os 70 representam o auge da indústria tabagista e do consumo de cigarros no Brasil.
Era para gente que sabe o que quer (Minister), era o sucesso (Hollywood), um  lugar de aventura e liberdade (Marlboro).
A propaganda era liberada e, acredite, muitas vezes associada ao esporte! Tanto quanto hoje a cerveja é ligada ao futebol (outro absurdo).
Havia cigarros fininhos (More e Chanceler); cigarros com menta (Consul): longos (Charm); populares (Continental, Hollywood, Vila Rica); de baixos teores de nicotina e alcatrão (Galaxy).
Nada ficou tão marcado nesta época quanto o comercial dos cigarros Vila Rica, na qual o tri campeão de futebol Gérson aparecia dizendo: “gosto de levar vantagem em tudo, certo?” –  que ficou marcado como a “Lei de Gérson”, o brasileiro sem ética, que faz qualquer coisa para ter o que deseja. Uma crítica bem injusta, já que a frase pode ter outras interpretações também.
anos_70_cigarros





Resultado de imagem para fotos dos anos 70 no brasil



terça-feira, 9 de janeiro de 2018

ESPETACULAR :Onda de frio cobre o deserto do Saara com neve


Pela terceira vez em 40 anos, o deserto do Saara, um dos mais quentes do mundo, no continente africano, foi tingido de branco após uma forte nevasca no último domingo (7).

De acordo com especialistas, o ar frio na região associado à umidade provocou a nevasca. As dunas do famoso deserto ficaram cobertas por uma camada de neve de aproximadamente 40,6 cm de altura.

Confira algumas das imagens incríveis que o fenômeno proporcionou.


Vista das dunas nevadas próximas a Aïn Séfra. Foto: Geoff Robinson Photography / REX / Shutterstock


Bela vista das dunas cobertas por camadas de neve. Foto: Geoff Robinson Photography / REX Shutterstock


Moradores de locais próximos ao deserto aproveitaram 
para caminhar pelas dunas cheias de neve. Foto: Geoff Robinson Photography / REX / Shutterstock


De acordo com especialistas, o ar frio na região associado à umidade provocou a nevasca. Foto: Geoff Robinson Photography / REX / Shutterstock
As dunas do famoso deserto ficaram cobertas por uma camada de neve de aproximadamente 40,6 cm de altura. Foto: Geoff Robinson Photography / REX / Shutterstock

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Os 10 municípios com maior população indígena do Brasil.



Lista10



Os 10 municípios com maior população indígena do Brasil

Segundo o último Censo do IBGE, a população indígena no Brasil é de 896.917 índios, divididos em 240 povos diferentes. Isso corresponde a cerca de 0,47% da população brasileira. A entidade afirma ainda que 324.834 desses índios vivem em cidades e 572.083 em áreas rurais. Confira então as dez cidades com maior população indígena do Brasil:

10. Marcação
A décima maior população indígena do país fica na cidade paraibana, com cerca de 5.895 índios.



9. Brasília
A estimativa do IBGE é de que 6.128 índios vivem na capital federal, o que faz dela a nona maior do país.


8. Rio de Janeiro
Com 6.764 índios a capital fluminense é a oitava maior cidade do país em população indígena.



7. Amambai
Localizada no Mato Grosso do Sul, a cidade tem uma população indígena estimada em 7.225 pessoas.



6. Salvador
A capital baiana abriga 7.563 índios, o que faz dela a sexta maior cidade do país no quesito.



5. Campinápolis
7.621 índios tornaram a cidade mato-grossense a quinta colocada no ranking de população indígena.



4. São João das Missões
A cidade mineira é a quarta maior do país em número de habitantes, com 7.936 índios.



3. Pesqueira
A terceira maior população indígena fica na cidade de Pesqueira, em Pernambuco. 9.335 índios moram no local.



2. São Paulo
12.977 habitantes fazem da capital paulista o segundo maior município com população indígena do Brasil.



1. São Gabriel da Cachoeira
O município, localizado no estado do Amazonas, é o que concentra o maior número de índios no país, com 29.017 habitantes.

domingo, 7 de janeiro de 2018

COMO TER UMA BOA DIGESTÃO DURANTE O SONO REFLUXO OU MÁ DIGESTÃO?


COMO TER UMA BOA DIGESTÃO DURANTE O SONO

REFLUXO OU MÁ DIGESTÃO?

Dormir para o lado esquerdo pode ajudar, e muito, a melhorar sua digestão. 

Imagem relacionada

A eficácia desta afirmação encontra-se na postura, explicadaanátomo-fisiologicamente na figura.


O sistema linfático bloqueia-se quando deitamos sob o lado esquerdo, permitindo que os órgãos do sistema digestivo possam produzir e eliminar as enzimas para neutralizar os ácidos e gorduras sem que ocorra nenhuma pressão sobre o sistema digestório.

Imagem relacionada


Para agilizar o processo digestivo, precisamos ficar deitados por um tempinho que pode chegar até 15 minutos após comer!
Além disso, a posição pode favorecer quem tem refluxo.

AUTOR DO SOCIALISMO "COMUNISMO" Será que Karl Marx realmente não gostava do capitalismo?


Será que Karl Marx realmente não gostava do capitalismo?  D
Merelyn Cerqueira 

Resultado de imagem

Uma das características mais marcantes do Marxismo é sua suposta crítica radical ao capitalismo. No entanto, conforme informações da KnowledgeNuts

Imagem relacionada

A explicação de Karl Marx sobre o comunismo não é tão básica como simplesmente rejeitar o capitalismo.
Basicamente, após uma análise de sua própria realidade, o que Marx viu foi uma progressão das sociedades que tentavam produzir o máximo de capital possível através da exploração de classes. Por esse motivo, ele via no comunismo uma sociedade ideal. Neste sistema ideológico, que seria a compreensão definitiva do progresso humano, as pessoas produziriam grandes quantidades de capital, mas sem a existência de distinção de classes. Logo, para chegar neste cenário, o capitalismo era necessário porque agiria como um aperfeiçoamento dos modelos já existentes de produção, e essencialmente levaria ao comunismo.
Karl Marx, considerado pai do comunismo moderno, em 1848, junto com Friedrich Engels, publicou o famoso Manifesto Comunista. Ali eles desenvolveram e popularizaram suas ideias com o objetivo de provocar inúmeras revoluções e mudanças sociais. Portanto, para muitos, Marx é visto como um grande inimigo do capitalismo, que é um dos princípios fundamentais das nações industrializadas. No entanto, o que Marx realmente rejeitava ero feudalismo e o tribalismo. O capitalismo e o comunismo, por outro lado, tinham algo em comum: a ideia da produção de bens materiais em abundância.
Ele pregava que toda a história humana era o resultado da luta e exploração violenta das classes, e essa luta e exploração era feita para a produção de bens materiais em prol de uma classe dominante. O mesmo foi observado por ele em sociedades pré-históricas, que embora vivessem sem um sistema de classes, também estavam sujeitas à escassez de bens materiais.
Eventualmente a humanidade tornou-se capaz de produzir em abundância, especialmente após a Revolução Industrial. No entanto, isso levou a divisão de classes. Sendo assim, segundo Marx, o tribalismo levou a modelos arcaicos de produção, que consequentemente resultaram no feudalismo e, por fim, ao capitalismo.
Entretanto, um ponto positivo do capitalismo é que este eliminou os limites de classe mais baixas e supérfluas presentes no feudalismo, criando um modo de produção econômico mais bem sucedido e baseado apenas na existência de duas classes sociais: a burguesia e o proletariado. Assim, enquanto a burguesia controlava os meios de produção, e, portanto, o lucro, o proletariado era a força de trabalho.
Marx era a favor do materialismo e consumismo, bem como da industrialização, mas odiava a vida rural. O que ele queria era que toda a humanidade pudesse viver na mesma abundância material que a burguesia fazia. O capitalismo por si só eliminou classes mais baixas, criou um governo apenas para a gestão dos assuntos da burguesia e produziu grandes quantidades de capital para mais pessoas. Logo, somente com ele o comunismo era possível, já que apenas o capitalismo produziria bens materiais em abundância suficiente para satisfazer as necessidades e desejos de todos.
O comunismo então, nada mais é do que a ideia de um capitalismo controlado pelas massas, mas que precisamente colocaria fim à exploração das classes sociais. Assim, uma vez que o proletariado controlasse todos os aspectos desse sistema econômico, toda a humanidade seria livre. 

Imagem relacionada

Logo, o capitalismo e o marxismo não são exatamente opostos, mas sim um caminho e o fim

Resultado de imagem para COMUNISMO FOTOS

O objetivo de ambos era produzir grandes quantidades de capital, em nome do materialismo e do consumismo por meio da industrialização.

Knowledgenuts ] [ Foto: Reprodução / Knowledgenuts ]