sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Vídeo mostra erupção assustadora do Monte Etna ocorrida recentemente na Itália

Por Bruno Rizzato
O maior vulcão ativo da Europa, o Monte Etna, entrou em erupção de forma espetacular, enchendo o céu de Sicília, na Itália, com chamas, relâmpagos, e uma enorme nuvem de cinzas.
O vulcão ficou adormecido por dois anos, mas depois de intensificar a atividade vulcânica nas últimas semanas, alcançou seu ápice com explosões incríveis, que você pode ver no vídeo logo abaixo.

O vídeo, filmado pelo fotógrafo siciliano Marco Restivo, parece registrar o momento em que a cratera Voragine, do Monte Etna, se solta. De acordo com o Instituto Nacional Público de Geofísica e Vulcanologia da Itália (INGV), esta foi uma erupção curta, mas muito violenta, entrando no ranking das mais agressivas que o Etna proporcionou nas últimas duas décadas.

A lava expelida alcançou alturas de mais de um quilômetro, embora alguns jatos de material quente tenham superado até 3 km acima do cume do vulcão.

O grande vulcão possui cinco crateras no total, e estima-se ser ativo por cerca de 2,5 milhões de anos. As cinzas caíram sobre as aldeias vizinhas de Linguaglossa, Francavilla di Sicilia, Milazzo, Messina e Reggio Calabria, resultando no fechamento de pelo menos um aeroporto.

O fato mais notável sobre a filmagem da erupção é o quão bem o fotógrafo consegue captar a chamada ‘tempestade suja’, um fenômeno climático que resulta na produção de iluminação de uma pluma vulcânica. O fenômeno também foi testemunhado quando o Vulcão Cabulco, no Chile, entrou em erupção pela primeira vez em 43 anos, no início de 2015, produzindo uma exibição deslumbrante de luz e lava.

Segundo a especialista em artigos científicos, Bec Crews, colaboradora do Science Alert e da Scientific American, o fenômeno também gera um subproduto natural pouco usual, chamado de ‘esferas de vidro’, perfeitamente esféricas.


“Pensa-se que os fragmentos de vidro são causados ​​quando enormes nuvens de cinzas são lançadas à frente da boca de um vulcão, e como as partículas de cinzas individuais fazem contato e esfregam umas com as outras, elas produzem eletricidade estática suficiente para que se convertam em explosões de raios”,
 explicou ela.
Segundo Bec, este relâmpago poderia ser a chave para criar as esferas, pois aquecem o ar interior a temperaturas de cerca de 30.000 graus Celsius em poucos milionésimos de segundo. “Isso derrete as partículas de vidro, transformando-as em um líquido derretido. Como essas gotículas líquidas estão caindo através do ar, elas esfriam em pequenos formatos esféricos”, concluiu Bec.

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