sexta-feira, 9 de maio de 2014

INACEITÁVEL. O massacre legalizado de bebês: quando nossa espécie é o pesadelo de outra!


Acabou?

O massacre legalizado de bebês: quando nossa espécie é o pesadelo de outra!

POR PAPO DE PRIMATA · 25 DE SETEMBRO DE 2015.



Anualmente, o governo canadense permite a maior matança de mamíferos marinhos do planeta: cerca de 275 mil focas (a maioria da espécie Pagophilus groenlandicus) são massacradas durante a primavera no hemisfério norte, época do nascimento dos filhotes. 97% dos animais mortos são bebês com menos de três meses de idade. O número de filhotes mortos alcança um terço do total nascido no período.

As focas-da-groenlândia saem do mar e buscam solo firme para ter seus filhotes, geralmente em placas de gelo ou recantos congelados na costa. Estes berçários acabam tornando-se cenários de matança de bebês completamente indefesos, motivada pela indústria de casacos de pele. O pelo branco dos bebês é muito valorizado e deve ser “extraído” o mais breve possível, pois começa a escurecer após um mês de vida.

Alguns filhotes são mortos à distância, com tiros de rifle (na cabeça, para não danificar a pele – cada buraco de bala diminui o valor do produto em até US$ 2). Muitos são apenas feridos e morrem lentamente, às vezes afogados, quando tentam escapar pela água. A grande maioria, no entanto, é abatida com uma arma chamada “hakapik“, um porrete que possui um martelo numa ponta e uma foice na outra, usado para esmagar o crânio do bebê. A única exigência do governo é que o caçador tenha certeza de que o animal esteja morto antes de começar a retirar a sua pele. Mas entidades ambientalistas denunciam que 40% das focas são esfoladas vivas. Não há penalidades para os caçadores que ultrapassam sua cota de caça!

A matança comercial de focas começou há 300 anos, e até o século 18 era praticada apenas por esquimós. Atualmente, a caça é subsidiada pelo governo canadense (de acordo com os relatórios do Canadian Institute for Business and the Environment, mais de US$ 20 milhões em subsídios foram fornecidos para a indústria de peles entre 1995 e 2001).

Os defensores da caça alegam que a mesma é sustentável e não ameaça a perpetuação da espécie. Porém, mais de um milhão de focas foram abatidas nos últimos cinco anos (os maiores índices em meio século). A última vez que a matança foi tão intensa (entre as décadas de 50 e 60), a população de focas da espécie foi reduzida em até dois terços. É bom observar que não há superpopulação de focas.
A inevitável pergunta que se faz é: em pleno século XXI, é admissível que seres humanos – com capacidade de produzir alimento e vestimentas de diversas formas menos brutais – sejam autorizados a praticar tamanha crueldade para um fim tão desprezível?

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