quinta-feira, 25 de julho de 2013

Arqueólogos israelenses afirmam ter encontrado o palácio do Rei Davi.

Arqueólogos israelenses afirmam ter encontrado o palácio do Rei Davi...






















Estudiosos contestam e dizem que não é possível dizer quem viveu no local por falta de um monumento detalhando as realizações do rei.
por Leiliane Roberta Lopes

Um achado arqueológico tem gerado polêmica entre especialistas israelenses. Arqueólogos da Universidade Hebraica de Jerusalém e da Autoridade de Antiguidades de Israel afirmam ter encontrado vestígios do primeiro palácio de rei Davi.
O grande complexo descoberto em Khirbet Qeiyafa, a oeste de Jerusalém, é fruto de sete anos de escavações e em tudo que foi encontrado não havia vestígio de restos de porcos o que deu aos estudiosos uma prova inequívoca de que Davi e seus descendentes viveram no lugar, já que a lei judaica proíbe o consumo de carne de porco.
Mas este não é o único fator que indicaria que o rei bíblico viveu naquele lugar. “Khirbet Qeiyafa é o melhor exemplo até hoje de uma cidade fortificada da época do Rei Davi”, disse Yossi Garfinkel que é arqueólogo da Universidade Hebraica e trabalhou ao longo desses anos com Saar Ganor, da Autoridade de Antiguidades de Israel.
Mas há estudiosos que não acreditam que o rei Davi viveu naquele espaço, e dizem que outros reinos poderiam ter sido erguidos no lugar. Esses críticos lembram que não há prova física sobre a existência de Davi até o momento e que os israelenses tentam usar os achados arqueológicos para reivindicar terras palestinas.


21/07/2013 06h30 - Atualizado em 21/07/2013 06h30

Pesquisadores dizem ter descoberto palácio do Rei Davi em Israel

Ruínas associadas a personagem bíblico têm cerca de 3 mil anos.
Depósito real para guardar impostos também foi identificado.


Um desses edifícios foi identificado pelos cientistas como um palácio do lendário Rei Davi, importante figura para o cristianismo, judaísmo e islamismo, famoso pelo episódio bíblico da luta com o gigante Golias, entre outros. A segunda construção, afirmam os cientistas, é uma espécie de depósito real.
Os trabalhos arqueológicos da equipe de Yossi Garfinkel e Saar Ganor revelaram parte de um palácio que teria mil metros quadrados, com vários cômodos ao seu redor onde foram encontrados recipientes de alabastro, potes e vestígios da prática de metalurgia.
O palácio é a construção mais alta da antiga localidade, permitindo o controle sobre todas as outras casas, bem como uma vista a grandes distâncias, chegando até o Mar Mediterrâneo.
De acordo com nota da Autoridade de Antiguidades, o local é ideal para mandar mensagens por meio de sinais de fumaça.
O palácio, no entanto, foi muito destruído cerca de 1.400 anos após seu surgimento, quando foi transformado em sede de uma fazenda, no período do Império Bizantino. O depósito identificado mais ao norte era um local para guardar impostos, na época coletados na forma de produtos agrícolas. Essa estrutura corrobora a ideia da existência de um reino estruturado, que cobrava tributos e tinha centros administrativos.
Imagem aérea do que seria o palácio de Davi e, posteriormente, a casa bizantina (Foto: Divulgação/Autoridade de Antiguidades de Israel/Clara Amit)Imagem aérea do que seria o palácio de Davi e, posteriormente, a casa bizantina (Foto: Divulgação/ Sky View / Autoridade de Antiguidades de Israel/ Universidade Hebraica)
Imagem aérea do que seria o palácio de Davi e, posteriormente, a casa bizantina (Foto: Divulgação/Sky View/Autoridade de Antiguidades de Israel/Universidade Hebraica)
Garfinkel afirma que pela datação por carbono a construção do local foi realizada no século 10 A.C. e que Davi não vivia naquele lugar, apenas usava o palácio por períodos curtos. A localização o faz acreditar que o rei buscava um ambiente seguro ao fazer um palácio em uma colina
21/07/2013 06h30 - Atualizado em 21/07/2013 06h30

Pesquisadores dizem ter descoberto palácio do Rei Davi em Israel

Ruínas associadas a personagem bíblico têm cerca de 3 mil anos.
Depósito real para guardar impostos também foi identificado.

A Universidade Hebraica de Jerusalém descobriram o que seriam dois edifícios reais com cerca de 3 mil anos na antiga cidade fortificada de Khirbet Qeiyafa.
Um desses edifícios foi identificado pelos cientistas como um palácio do lendário Rei Davi, importante figura para o cristianismo, judaísmo e islamismo, famoso pelo episódio bíblico da luta com o gigante Golias, entre outros. A segunda construção, afirmam os cientistas, é uma espécie de depósito real.
Os trabalhos arqueológicos da equipe de Yossi Garfinkel e Saar Ganor revelaram parte de um palácio que teria mil metros quadrados, com vários cômodos ao seu redor onde foram encontrados recipientes de alabastro, potes e vestígios da prática de metalurgia.
O palácio é a construção mais alta da antiga localidade, permitindo o controle sobre todas as outras casas, bem como uma vista a grandes distâncias, chegando até o Mar Mediterrâneo.
De acordo com nota da Autoridade de Antiguidades, o local é ideal para mandar mensagens por meio de sinais de fumaça.
O palácio, no entanto, foi muito destruído cerca de 1.400 anos após seu surgimento, quando foi transformado em sede de uma fazenda, no período do Império Bizantino. O depósito identificado mais ao norte era um local para guardar impostos, na época coletados na forma de produtos agrícolas. Essa estrutura corrobora a ideia da existência de um reino estruturado, que cobrava tributos e tinha centros administrativos.
Imagem aérea do que seria o palácio de Davi e, posteriormente, a casa bizantina (Foto: Divulgação/Autoridade de Antiguidades de Israel/Clara Amit)



O arqueólogo Israel Finkelstein, da Universidade de Tel Aviv não acredita que o lugar fora construído por Davi, dizendo que os filisteus poderiam ser os verdadeiros donos do lugar que é “elaborado” e “bem fortificado”. O estudioso diz que é impossível afirmar quem viveu naquele espaço já que não há um monumento que detalhe as realizações do rei.

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