quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Conceito Ortomolecular, equilíbrio!







Conceito Ortomolecular...

Exorcize os Fantasmas inexplicáveis em seu 

equilíbrio, alimentação, saúde, longevidade!




Área da medicina, recentemente regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina, através da resolução 1938/2010. Baseia-se principalmente no equilíbrio bioquímico do organismo, no controle dos fenômenos oxidativo (formação de radicais livres e do stress oxidativo), controle de intoxicações crônicas seja ela por excesso de minerais (ex: ferro, cobre), presença de metais tóxicos (ex.: chumbo, mercúrio, alumínio), agrotóxicos, pesticidas ou aditivos alimentares, além de atuar na correção nutricional e de hábitos de vida e na reposição medicamentosa das deficiências de nutrientes.



Para entendermos o que é um radical livre temos primeiro que sabermos que: Toda molécula está formada por um núcleo repleto de cargas positivas (prótons), rodeado por órbitas onde giram cargas negativas (elétrons), e cuja característica principal é ter sua órbita externa com um número pareado de elétrons.

Denomina-se radical livre toda molécula que possui um elétron ímpar em sua órbita externa, fora de seu nível orbital, gravitando em sentido oposto aos outros elétrons. Este elétron livre favorece a recepção de outras moléculas, o que torna os radicais livres extremamente reativos, inclusive com moléculas orgânicas.


O oxigênio molecular (O2) é um birradical de 16 elétrons que, embora apresentem um elétron não emparelhado na última camada de cada átomo, é estável porque este elétron gravita na mesma direção, impedindo o O2 de agir como radical livre. Esta condição lhe confere características de potente oxidante, ou seja, receptor de elétrons de outras moléculas.




Se ocorrer a entrada de energia, os elétrons não pareados tomam direção oposta, formando então uma molécula extremamente reativa chamada de radical livre de oxigênio.





Em nosso corpo este processo acontece principalmente na mitocôndria, organela celular responsável pela produção de ATP, num processo denominado de cadeia respiratória. Nessa cadeia respiratória, 98% do O2 são transformados em água, porém os 2% restantes são transformados em um radical livre denominado superoxido (radical livre derivado do oxigênio).



Este processo acontece quando a mitocôndria deixa escapar um elétron da cadeia respiratória que é então captado pelo oxigênio

Os antioxidantes são moléculas capazes de retardar ou impedir o dano oxidativo, processo causado pelos radicais livres, que podem levar a disfunção das células e o aparecimento de problemas como as doenças degenerativas crônicas. O papel do antioxidante é bloquear as reações de oxidação e proteger as membranas e outras partes da célula. Eles podem ter como origem as vitaminas, os minerais, substancias vegetais, pigmentos naturais ou terem origem no próprio organismo como é o caso de algumas enzimas.





Temos em nosso organismo um equilíbrio entre a formação de radicais livres e o nível de antioxidantes, quando este equilíbrio é rompido seja por falta de antioxidantes ou por aumento na produção de radicais livres temos o que denominamos de stress oxidativo.

Stress oxidativo


Este desequilíbrio pode ocorrer em qualquer hora de nossas vidas e pode ser conseqüência de uma má alimentação, um aumento do stress diário, por sedentarismo, por inflamações, por infecções, pelo abuso de cigarro, por noites mal dormidas ou seja por infinitos motivos, não importa; o que importa é que quando temos um aumento na produção de radicais livres sem que haja um nível adequado de antioxidantes vai ocorrer lesão na célula em primeiro lugar numa organela que se denomina mitocôndria o que causa uma diminuição na produção de energia celular, e posteriormente estes radicais livres irão atacar o núcleo celular. Quando isto ocorre, a célula pode escolher uma das duas alternativas: ou ela se mata, num processo denominado de apoptose e quando este processo ocorre em grande quantidade temos a formação das doenças crônicas degenerativas pois haverá lesão no tecido e portanto no órgão; ou, numa segunda opção ocorre a transformação do DNA celular o que transforma esta célula numa célula diferente que se não barrada pelo organismo dará origem a diversos tipos de cânceres.







Por todos estes motivos o processo oxidativo vem sendo estudado exaustivamente e tem sido feitas pesquisas para que possamos medir o nível do stress oxidativo na pessoa e desta forma tentarmos quantificar este processo e atuarmos então de maneira preventiva.
Dentre os exames que medem o stress oxidativo temos:
1) Método HLB, que foi criado em 1979 no laboratório da American Biologics Institute, na Califórnia, EUA, por Robert Bradfort e colaboradores e consiste na avaliação microscópica de uma gota de sangue coagulada em campo escuro. Bradfort e sua equipe observaram que os radicais livres influenciam o processo de coagulação o que se traduz na microscopia pelo aparecimento de imagens brancas que são resultado da formação de uma fibrina solúvel, quando este indivíduo é sadio estes espaços são pouco observados pois neste caso a fibrina é solúvel compactando desta forma a gota de sangue.
Gota de sangue normal, observe que a mesma é compacta e que não há a formação de espaços vazios (brancos) o que condiz com um baixo stress oxidativo segundo Bradfort.
Gota de Sangue alterada, observe a formação de grande número de espaços vazios, o que segundo Bradfort corresponde à um aumento do stress oxidativo.



2) MDA : A dosagem do malondialdeido (MDA) é um método muito simples que pode ser feito no consultório através de Kits próprios, utilizando urina aquecida e mistura após com ácido tiobarbitúrico (TBA), o que irá resultar numa reação colorimétrica que conforme a intensidade nos revela o grau de peroxidação lipídica, uma fase importante na cadeia do stress oxidativo. O MDA pode também ser medido no sangue.








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