sábado, 1 de dezembro de 2018

CRIATIVIDADE..Estudante constrói casa de 14m² e seu interior é impressionante.


Durante o período estudantil, passamos por inúmeras situações, temos decepções, enfrentamos problemas, conhecemos novas pessoas e vivenciamos novas experiências. Mas na maioria dos casos o que é mais problemático para os jovens é encontrar seu próprio espaço, afinal todos em um determinado momento precisam sentir que algo nos pertence.
Mas a realidade é que encontrar uma casa que atenda às suas necessidades não é nada fácil, especialmente quando se trata de custos, até mesmo um pequeno quarto pode chegar a valer uma pequena fortuna.




E para um estudante, isso é ainda mais difícil, especialmente quando você tem que pagar pelo transporte, livros, alimentação e outros. E por causa de sua dificuldade em encontrar um lar que Joel Weber teve uma ótima ideia.
Joel estudou no Texas, e perdeu muito tempo procurando uma casa, porém os custos eram altos, no entanto, ele nunca desistiu e pensou em algo incrível para resolver seu problema.


Em vez de continuar perdendo tempo procurando um lar, ele decidiu construí-lo com suas próprias mãos; Joel tinha certeza que conseguiria construir uma pequena casa de madeira.
Na biblioteca da escola ele conseguiu alguns livros de arquitetura.
Então ele começou com a base do que seria sua nova casa.
Ele investiu todas as suas economias no projeto, mesmo sabendo que era um grande risco. Demorou quase um ano e 15 mil dólares para finalmente ter sua própria casinha.


Do lado de fora ela parece muito pequena, mas quando alguém entra fica chocado ao ver que tem tudo o que é necessário para se viver.
Veja como ficou por dentro:

Esta casa tem 14 metros quadrados. Cada espaço foi muito bem utilizado, por exemplo, as escadas, Joel usou para guardar coisas, além de dar um toque personalizado ao espaço.


Quando algumas pessoas ouviram falar do projeto de Joel, ofereceram-se para ajudar com alguns materiais, por exemplo, parte da madeira lhe foi doada.


O banheiro tem tudo que você precisa, mesmo quando é pequeno, também parece muito moderno, você não acha?


A cama, ele decidiu colocá-la no “segundo andar”, acima do que é a cozinha e parece bastante acolhedora.


Sua cozinha também é muito bem equipada, perfeita para fazer pratos requintados.


E a melhor parte é que esta pequena casa tem rodas, por isso é possível transportá-la de um lugar para outro sem dificuldades.


Várias pessoas entraram em contato com Joel para comprar sua pequena casa, mas ele não quer vender.


Querer é poder e Joel conseguiu realizar o seu desejo, e o resultado é fabuloso!


Você gostou da casa que Joel construiu? Você gostaria de ter uma assim e poder sair por aí?
Fonte consultada: [telegraph]

A ESTRELA VERDE. - Porque voltaram?


A ESTRELA VERDE


Era uma vez... milhões e milhões de estrelas no céu. Havia estrelas de todas as cores: brancas, lilases, prateadas, douradas, vermelhas, azuis. Um dia, elas procuraram o Senhor Deus Todo Poderoso, o Senhor Deus do Universo, e disseram-lhe:
- Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra entre os homens.
E Deus respondeu que já que assim desejavam, que assim seria feito:
- Conservarei todas vocês pequeninas como são vistas e podem descer à Terra. Conta-se que naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas. Algumas se aninharam nas torres das igrejas, outras foram brincar e correr com os vaga-lumes no campo, outras misturaram-se aos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada. Porém, passado algum tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para o Céu, deixando a Terra escura e triste.
- Porque voltaram? - perguntou Deus á medida que elas chegavam ao céu.
- Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra, lá existe muita miséria, muita desgraça, fome, muita violência, muita guerra, maldades e muita doença.
E o Senhor lhes disse:
- Claro, o lugar de vocês é aqui no céu. A Terra é o lugar transitório, daquilo que passa, do ruim, daquele que cai, daquele que morre e onde nada é perfeito. Aqui no céu é o lugar da perfeição. O lugar onde tudo é imutável, onde tudo é eterno, onde nada perece.

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Depois de chegarem todas as estrelas e conferido seu número, Deus notou a falta de uma estrela e perguntou aos anjos por ela. Um deles respondeu:
- A estrela que está faltando resolveu ficar entre os homens; ela descobriu que o seu lugar é exatamente onde existe a imperfeição, onde há limites, onde as coisas não vão bem.
- Mas, que estrela é esta? - voltou Deus a perguntar.
- Por coincidência, Senhor, era a única estrela desta cor. A estrela verde. A cor do sentimento da esperança.

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E quando então olharam para a Terra, a estrela já não estava só. A Terra estava novamente iluminada, porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa. 

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Que a estrela verde permaneça sempre em seus corações.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

A NATURALIDADE DAS COISAS...Porque crianças viram adultos mais seguros na Alemanha.


Produzido por Hysteria para Natura


Porque crianças viram adultos mais seguros na Alemanha, país que preza a cultura do corpo livre e a convivência com a nudez e as diferenças físicas com naturalidade desde a infância

Ela carrega o título acadêmico de PhD em Física pela tradicional Universidade de Leipzig, por onde passaram gênios como Goethe, Nietzsche e Wagner. Além do alemão, fala fluentemente inglês e russo. É loura e tem olhos azuis penetrantes, capazes de intimidar qualquer interlocutor. Ninguém duvida que seja uma mulher bem-sucedida: é considerada a mais poderosa do mundo; do alto de 1,65m, ela comanda há 13 anos o colosso industrial em que se transformou a Alemanha do século XXI e a própria União Europeia. Falo, claro, da chanceler federal Angela Merkel.

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Há poucas semanas, Merkel causou comoção ao anunciar sua aposentadoria em 2021. Seu rosto estampou todas as páginas de jornais, sites e revistas. Mas não só. Suas mãos também ganharam destaque midiático. Ela tem uma marca registrada que ganhou até verbete na Wikipedia, o Merkel-Rauter (losango de Merkel). Quando Merkel fala, as mãos unidas à altura do estômago formam um polígono. Escondem desconforto, evitam movimentos expansivos e dão cadência às palavras. Essas mãos, chamadas pela imprensa americana de “o triângulo do poder”, transmitem uma imagem de simetria, planejamento e eficiência.

Por que conto isso? Essas mãos (que eu diria de ferro!) também viraram notícia nas redes sociais. Em grupos de brasileiras na Alemanha no Facebook, várias integrantes observaram o fato de a chanceler federal ter unhas bastante curtas, sem sinal de esmalte ou qualquer outro adereço estético. Algumas se mostravam indiferentes; outras impressionadas pela “simplicidade” e houve ainda as críticas que apontavam “desleixo” pela falta de esmalte.

Meu primeiro impulso foi pensar “Quanta pequenez! Que bobagem!”. O segundo foi simplesmente ignorar. O terceiro… foi lamentar a supervalorização do corpo feminino ainda tão comum no Brasil. Quem disse, afinal, que uma mulher legal e bem-sucedida precisa ter unhas esmaltadas? Por que nós, brasileiras em geral, insistimos em adotar construções sociais que transformam nossos corpos em vitrines do desejo alheio? Que deflagram mecanismos de autodepreciação e inadequação perenes? Como abraçamos a (falsa!) ideia de perfeição vendida através de imagens manipuladas por computador nas revistas?

Felizmente, vejo hoje sinais de mudança nas novas gerações, acompanhados de um entendimento mais claro do significado de feminismo. Mas todas essas perguntas me perturbaram em silêncio por 37 anos; resignadas; rendidas à imposição de uma beleza quase inatingível, inspirada pelos ares praianos do Rio de Janeiro. Sempre senti-me obrigada a ser uma réplica tropical da Barbie. Claro, nunca consegui. As primeiras respostas vieram três anos atrás, quando troquei o céu azul da orla carioca de Copacabana pelos 50 tons de cinza de uma Alemanha fria e nada sexual, diga-se. De uma Alemanha onde nudez e erotismo são duas coisas completamente distintas; onde o corpo é nosso lar e, como tal, apenas um espaço que habitamos.

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Aqui, não é necessário ser “bonito” como nas revistas. Basta ser. Os indícios do abismo cultural que separa brasileiros e alemães vieram logo no primeiro verão. O país da chamada Freikörperkultur (FKK, cultura do corpo livre), colocou meus preconceitos, paranoias e valores em xeque. Eu, que me achava bastante cabeça aberta, não contive a surpresa, a risadinha e algum desconforto quando, pela primeira vez, fui me refrescar em um lago e deparei-me com centenas de banhistas felizes, entrando e saindo da água, tomando sol exatamente como vieram ao mundo, completamente nus – a coisa mais normal por estas bandas. Depois de meses de inverno e toneladas de casacos, a única coisa que importa é aproveitar ao máximo o calor dos raros raios de sol, um carinho sobre a pele.
Pensamentos depreciativos ou preocupações com a aparência? Não há tempo a perder com supérfluos. É preciso ser feliz como dá. Acostumados ao sol parco, mesmo durante boa parte do verão, os alemães sabem que secar-se naturalmente demora. Como detestam ficar úmidos ou molhados, mesmo aqueles que usam sungas, maiôs ou biquinis levam sempre uma muda de roupa seca na mochila para trocar antes de voltar para casa – o que significa que vão tirar tudo e se trocar ali, nus, na frente de todo mundo. Ou seja, vê-se por aí uma profusão de corpos ao redor sem nenhuma conotação sexual. E nada de corpos monumentais talhados em horas de academia, desses vendidos nas photoshopadas capas de revista. Apenas corpos altos, baixos, magros, gordos, grandes, pequenos, atléticos, flácidos, idosos, maduros, adultos, infantis. Demonstrações de vergonha, timidez ou desconforto? Zero.

Para uma “gringa” como eu, chega a ser desconcertante como corpos de todas as formas, cores e tamanhos não chamam qualquer atenção – apenas a minha, estrangeira pudica que, curiosamente, vem de um lugar onde estar nu durante o carnaval é aceitável, mas fazer um topless na praia? Jamais!

Cada um na sua. A nudez é algo tão natural como o simples ato de respirar. Não se repara nisso. Nas academias e ginásios esportivos, em geral, os chuveiros são coletivos. Não há boxes separando as duchas ou qualquer divisória que dê alguma privacidade ao usuário. E ninguém liga. Ninguém olha. Ninguém aponta ou comenta. Mães entram e saem com filhas e filhos pequenos juntos. Desde a infância, convive-se com a nudez e as diferenças físicas com naturalidade. Arriscaria dizer que essas crianças serão adultos muito mais seguros e felizes que a maioria de nós.

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Para uma “gringa” como eu, chega a ser desconcertante como corpos de todas as formas, cores e tamanhos não chamam qualquer atenção – apenas a minha, estrangeira pudica que, curiosamente, vem de um lugar onde estar nu durante o carnaval é aceitável, mas fazer um topless na praia? Jamais! Se “pepecas”, “piupius”, “bilaus” e outras gracinhas são tão comuns ao nosso vocabulário brasileiro, aqui esses termos não encontram equivalentes no idioma alemão. Para eles, não há motivo: o pênis ou a vulva alheios são apenas partes do corpo humano – e não de um objeto idealizado de desejo.

A integração às novas normais sociais é lenta. Demorei para compreender a diferença brutal com que os dois povos lidam com seus corpos. O que para um é sexo e malícia, para o outro é natureza em estado puro. Onde um vê luxúria, o outro enxerga “apenas outro”. Um exemplo bobo? Que atire a primeira pedra a mulher brasileira que nunca pensou dez vezes na própria imagem antes de aceitar qualquer convite para expor o corpo mesmo em trajes de banho. “Ai, a perna está depilada? E a virilha? Putz, deve ter uns pelinhos na axila! Ai, mas estou inchada. Ando meio gordinha.” Uma perene sexualização tropical nos exige e aflige. Aprisiona.

Enquanto isso, na contramão da nossa obsessão pela inalcançável figura perfeita, as alemãs, em geral, sequer imaginariam as “preocupações” com nossos “problemas estéticos” tão fundamentais. Afinal, a opinião dos outros sobre seu corpo não importa, não passa pela cabeça. Elas aceitariam o convite sem titubear se tivessem vontade. Assim, direto, sem pensar se há pelos ou celulite, sem divagar sobre a beleza, estética, peso, imposição social, moda ou coisa que o valha. A naturalidade deles desconcerta e nos chacoalha. Liberta.
E aceitar o próprio corpo é, talvez, a mais libertadora das experiências. Depois de muito relutar e exorcizar anos de neuroses, rendi-me à prática alemã de fazer sauna durante os meses do inverno rigoroso com amigos. Que fique claro: os banhos de vapor fazem parte da rotina de muita gente e, nas saunas, fica-se completamente nu. Segundo a cultura local, frequentar saunas com alguma peça de roupa é anti-higiênico porque vapor, suor e tecidos são um convite a fungos e, logo, a micoses e outras doenças.

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O início me foi penoso, confesso. Foi necessário muita coragem para despir-me mais do que de peças de tecido, mas de tabus, falsos moralismos e inseguranças acumulados em uma vida inteira. Consegui. Desencanei, em bom carioquês, quando olhei ao redor e vi tantas outras pessoas igualmente nuas e à vontade, apenas se divertindo. De repente, estar vestido é que não fazia mais sentido. A única preocupação ali é relaxar.
Sou, porém, uma exceção. A maioria dos colegas estrangeiros diz não ter coragem. Quando o assunto surge nas rodas de conversas, estrangeiros em geral coram, em meio aos risinhos nervosos – para incredulidade dos alemães, incapazes de entender como brasileiros, tão acostumados à pouca roupa dos trópicos, tendem a sexualizar a natureza e a enxergar vergonha no que deveria ser a mais fundamental matéria-prima da Humanidade: carne. Como resumiu um grande amigo durante uma sessão de sauna, indignado:

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“Não consigo entender como vocês no Brasil fazem tanto caso por causa de um pênis ou de um peito? Isso todo mundo tem! Não é nada de extraordinário!”

Ame-se o bastante para seguir em frente quando for deixado para trás.



Ninguém merece ter que implorar por um simples olhar, na esperança vã de que o sentimento consiga encontrar algum resquício de reciprocidade em terrenos áridos, desérticos.

É muito ruim termos a sensação de que fomos largados, preteridos, deixados de lado, bem no escanteio da vida de alguém, seja um amigo, um familiar, seja um amor. Costumamos nos apegar fortemente às pessoas que fazem parte de nossa jornada e nos acostumamos com aquela presença em nossas vidas. Então, quando nos deparamos com a possibilidade de ali haver ausência, meio que perdemos o rumo, doendo fundo os nossos sentimentos.

Isso porque muitos de nós, infelizmente, acabamos colocando grande parte de nossa felicidade nas mãos dos outros, criando uma dependência do que vem de fora, diminuindo mais e mais nosso próprio potencial. Passamos, assim, a relacionar nossa alegria ao que somos perto de alguém, como se, sozinhos, fôssemos incompletos. Como se, não tendo ninguém ali ao lado, houvesse tão somente vazio e solidão.

Com isso, há muitas pessoas incapazes de se sentirem bem sozinhas, enquanto depositam toda a carga afetiva no outro, não deixando nem um pouquinho ali dentro de si. Vivem em função de todo mundo, menos de si mesmas. Não é à toa que se vê tanta gente se importando mais com a opinião alheia do que com o que existe dentro do próprio coração, lutando solitariamente para manter amizades, relacionamentos e situações que já se foram, já terminaram.



Ninguém merece batalhar sozinho por uma relação a dois. Ninguém merece se sujeitar a procurar pelo outro, a ponto de humilhar-se, enquanto recebe ecos vazios de volta. Ninguém merece ter que implorar por um simples olhar, na esperança vã de que o sentimento consiga encontrar algum resquício de reciprocidade em terrenos áridos, desérticos. Mas a gente tem que se merecer primeiro, para poder ser digno de merecimento.



É preciso amar-se. Amar quem somos, o que temos, nossos sonhos, nossa essência. É preciso amar nossas conquistas, nossas marcas, nossas cicatrizes. Nosso corpo, nosso rosto, nossos gostos, nossa voz. Sentir-se único e especial. Amar-se o bastante para não aceitar menos do que merece. Para conseguir seguir, sempre em frente, mesmo quando for deixado para trás.

*O título deste artigo baseia-se em citação de @psico.luciana