quarta-feira, 12 de novembro de 2014

PRAÇA DA LIBERDADE, RIO CLARO QUERIDA no tempo, que não faz muito tempo.



Antonio Hellmeister de Oliveira.

Fotos da linha do tempo.

Praça da Liberdade: no tempo, que não faz muito tempo.




“Uma árvore é o resultado de um processo evolutivo de pelo menos 600 milhões de anos. Nós, seres humanos, existimos na Terra há apenas 4 milhões. Somos nada. Temos que aprender com as árvores, elas podem ensinar muita coisa”.

Praça da Liberdade: no tempo, que não faz muito tempo...
Indo ao Forum.
Indo ao Forum, deparei com uma árvore sendo castigada por uma beleza singular, florada fora de tempo, um Flamboyant vermelho, o castigo da natureza é desafiar o homem que odeia coisas belas. Eis um bom motivo de se declarar: um por todos e todos por um ao mesmo tempo. Tempo de reunião pós aula, lá ainda têm os rostos marcados, e era lá que se combinávam,
outros encontros: festas, banco do Jardim, GG, Excelsior e até a missa das 9:30 da Matriz de domingo. Dia e noite, noite e dia se misturavam em cores, sons e aromas. Sorrisos, sempre bem distribuídos a cada gesto por expressões de agradecimentos, não se falava dessa amizade ou daquela, via-se no rosto como
eram felizes, e a cada dia chegava-se mais e mais amigos aumentando mais a rodinha. Pena que os bancos de madeira do nosso Jardim e aquelas árvores de “Flamboyant” na Praça, davam não só sombras sobre nós enquanto não tocasse o último sinal, fosse do Ribeiro ou do Puríssimo, não se arredava pé, esta nem tanto da ramagem mas das flores que nos envolviam.



Lamento, alguém levou os bancos com as mensagens riscadas e dedicadas às meninas.
Lamento, alguém levou os bancos com as mensagens riscadas e dedicadas às meninas. Mais lamentável ainda, foram os Flamboyant abaixo, com os entalhes em corações e declarações estas dos apaixonados, que vez na ausência da amada, ainda do sinal da escola, que não soubesse por ele, mais romântico seria por outras, a contar o segredo gravado na natureza, que seria centenária se não fosse o próprio homem , na sua índole má, por que árvores e ainda artes?
Foram-se os símbolos dos jovens enamorados.
Foram-se os símbolos dos jovens enamorados, felizes por
provas existenciais das loucuras, e cultura esta natural,
espontânea por arquivo da natureza, declaração sem cópia, autentica, eterno de alguém em silêncio, não havia a presença da lua para compartilhar e ficar mais poético; o sol, naquele horário não era romântico, mas em compensação com os seus raios deu as cores que todos têm a beleza na memória, muito embora não mais existam aqueles detalhes que foram exclusivo
para nós espectadores dessa "Ágora". Pois bem, a última a cair, comentava acima, passava eu na Praça e lá estava no chão, não era uma simples árvore, velha, carcomida por cupins. ali caída uma história tão jovem ainda e cheia de amor .
Um monumento... me aproximei...
Um monumento... me aproximei, pois lembranças de épocas, ainda trago em minha memória - um amigo transferindo o seu coração naquele tronco, em detalhes com entalhe, um coração flechado não doído, pois sabia eu ser correspondido, e tão vivo ainda permanecia o entalhe e o escrito – Fran e Neia. Pena não
estar com uma câmera para registrar e nem poder levar para guardar, apesar de estar reduzido a um toco, ainda era pesado demais. Notei em volta, todas o mesmo destino. Memorial seria, se não estivesse caída sem piedade por serra elétrica, cortadas em tocos por bruta homens e arremessadas na caçamba de um
trator, cujo destino fornos e chaminés, esses fragmentos de amores liberados em fumaça e lá em cima os ventos entalham as nuvens. Essa arte pendurada no céu, eu sempre quis saber o mistério, mas a mente, nunca me deu a capacidade de saber demais.
Elas apenas avisam... Agora sei em parte o segredo das
nuvens, e por quem choram!
Rosa Maria Hermini, Artur Fonseca Fernandes, Terencio Barberio Junior eoutras 64 pessoas curtiram isso.
Sandra Zanchetta Bons tempos,que não faz muito tempo...Belo texto Toninho,me emocionei!Grande abraço.
MAria Belén Salazar Posso Fiquei triste.Nossos Flamboyants caidos, nossos bancos,na mesma praça com o mesmo jardim...Tantos sonhos, tantos ideais, tantos momentos românticos...Que pena!Nossa juventude chor com as nuvens, Toninho!
Roseana Schmidt Trippe Quantos planos, reuniões, sonhos. Um dia tudo vai embora. Só resta a saudade. Esta não sai dos nossos corações. Um abraço Toninho!!!!
Jane Bueno de Camargo A mesma praça;o mesmo banco.... Quantas saudadesssssssssssssssss!
4 de novembro às 18:55 · Curtir · 1
Sandra Sueli Couto Que texto lindo Toninho! Me fez lembranças guardadas na caixinha do tempo pular para fora! Abç
Luzia Carlini Argento Bons tempos.

Arlindo Chinelatto Chinelatto O Ricardo D`abronzo, meu amigo querido Caio que viajou fora do combinado, é figura presente, pra mim, além de outros é claro, nestas postagens ou passagens do não menos Grande Toninho.
4 de novembro às 19:32 · Curtir · 1

Matias Martinez Carmem vc se lembra dessa época.


Conchita B Almeida II adorava parar na banca de revistas...era tão bom !!!!!

4 de novembro às 20:39 · Curtir
Antonio Hellmeister de Oliveira Arlindo, vamos citar alguns do 14 Bis - Caio D´Abronzzo, Tonho Maria, sempre de binóculo, Felicio Pavan, Carlos e Pice Borges, Wood, Sergio Schmidt, Barana, Fritz, Plinio e Ilca, Wilson Marques Santos, Sergio e Marcos Pezzotti, Virgilio, Diogenes(Dodô), Alvaro Escrivão e Regina, Carlinhos Morelli, Edimilson, Mané D´Aquino, Reinaldo Rolin e Carlos Roberto(Café). Agora - do morcego - Ciro Bovo, Guila Brusch,Adilson de Lima, Antonio da Silva(Randal)Fredão, Ariovaldo Santana(Tui), Carlos Alberto(Tipão), Claudio Brochini(Cebola),Francisco Scorza, Faustinho Brunini,Flávio A Salles, Pagnoca, Fernando Fitipaldi, Gilson Coutinho(Toxó), Ivan Capelatto, José R. Campos, João Machado,José Mauro, Jose Carlos(Cacau), José Luiz(Gatão), José Eduardo Pitta, Marcos Baungartner(Bonga),Marinho Sanches,Orlando Nopgueira(Cascudo), Orlando Cantoviski,Paulo Leonardo, Rubens Fernandes(Binho),Roberto A. Zucchi, Roberto M Ferrão, Rui Pfeifer, Reynaldo Godoy, Silvio Àvila, Silvio Rosalem,Valdir Duarte, José Antonio(Zé Carvo), Rui Rodrigues(Bolinha). Estas duas turmas, muitos deles riscaram e escreveram frases nos Flamboyants, e nem todas as meninas sabem isso.
5 de novembro às 15:47 · Editado · Descurtir · 5

Tania Fantussi Parabéns primo, uma mensagem maravilhoso dos nossos tempos de escola, de juventude que daquela época só restam as lembranças.
5 de novembro às 14:06 · Curtir
Fritz Dikerts Filho Parabéns Toninho pelo seu texto e obrigado pela lembrança... Abraços....
Regina Estela Perissinotto Ramos Tempo bom.

Maria Regina Negreiros Você me faz voar para nosso maravilhoso passado com seus textos. São deliciosos...

Há 11 horas · Curtir

Marlene Domaneschi belo texto...belos tempos....saudade!!!!!

Há 10 horas · Curtir
Ivan Roberto Capelatto Belo texto, velho amigo... gera mais saudades ainda do que já tenho de Rio Claro.
Há 6 horas · Curtir
Roseana Schmidt Trippe Meu coração chega a chorar de tanta saudade. Um grande e terno Abraço a todos os amigos citados pelo Toninho e saudades dos que já nos deixaram!!@
Ivan Roberto Capelatto Estava pensando neles, nos que já nos deixaram, e me assustei... são muitos.
Antonio Hellmeister de Oliveira Ivan. Será que existe o Portal, que nos leve ao Paraíso? E será que encontraremos com eles? Eu cheguei por vezes fazer viagem astral. E das vezes dessa viagem, eu estava me preparando para visitar amigos em sono. Quando da volta, encima da minha casa,
Ivan Roberto Capelatto Estamos naquele momento da vida onde nossos desejo do reencontro, da vida pós morte e de um sentido para tudo isso nos convoca a buscarmos respostas. Conheço alguns que já fizeram essa viagem, mas gostaria muito que alguém "decretasse" que esse Portal existe mesmo.
Há 6 horas · Curtir
Antonio Hellmeister de Oliveira A dobra do tempo já é caso confirmado. Ah, em 1969, li uma reportagem de um Engenheiro Químico da UNICAMP, que teve uma experiência assim, e me parece ele comentou sobre o Portal. Na época, abafaram o assunto.

Ivan Roberto Capelatto Esperança para nossa humilde existência... Deus permita que seja assim, pois isso daria um SENTIDO a tudo.

Antonio Hellmeister de Oliveira Eu divago demais, e fico na busca tetando desvendar alguns mistérios para ter sentido e me confortar. Não desacredito não. Para mim ainda prevalece - Existe mais coisas entre o céu e a Terra, que a nossa vã filosofia possa imaginar. Sabe, Ivan, aqui na dá para comentar muito, mas tive outras experiências de encontros(visitas). Sou obrigado acreditar!!! Como você comentou acima. Muitos já se foram, mas estivemos com eles...e nessa Praça.

Silvania Vidal Calvo Deiusti oi amigo adoro suas postagem, saudades imensas de nossa terrinha, estou em são paulo mas vou sempre para minha cidade querida, beijos para voce, rose e as meninas linda.

João Eli Cassab Linda postagem Toninho...os tempos levam muitas coisas para longe, mas as saudades aproximam outras... bendito é povo que tem memórias, raízes que o fazem feliz.

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