sexta-feira, 11 de maio de 2012

Uma esperança ... Os que "VIVENCIARAM", talvez tenham as respostas que os médicos ainda não têm!



“Isso aqui é um lugar tão esquecido que nem o PCC 

vem para cá”, disse o pernambucano Ronaldo da 

Silva...

'Pai' da Cracolândia tenta botar ordem no caos...

Com experiência de quem viveu 20 anos sob o rígido código dos presidiários, Ronaldo avocou para si a missão de tentar disciplinar a Cracolândia...

“Isso aqui é um lugar tão esquecido que nem o PCC vem para cá”, disse o pernambucano Ronaldo da Silva, 53 anos, enquanto lançava um olhar abrangente sobre a esquina das ruas Helvétia e Barão de Piracicaba, na Cracolândia. “Aqui eu sou a disciplina”.Mestre de obras aposentado, ex-presidiário sobrevivente do massacre do Carandiru, Ronaldo é conhecido pelo nome de batismo por pouca gente. Na Cracolândia, ele é chamado de Pai.  












“Pai, quer comprar?”, ofereceu um rapaz der aproximadamente 20 anos, mostrando várias pedras de crack na mão.
“Pai, tem pedra?”, perguntou outro.
“Pai, desculpa por aquele dia. Eu tinha tomado muita cachaça”, explica uma moça.


Mulher que passou mal em operação recebe ajuda (Foto: Mariana Topfstedt/Sigmapress/Estadão Conteúdo)

Com  de quem viveu 20 anos sob o rígido código moral dos presidiários, Ronaldo avocou para si a missão de tentar estabelecer um mínimo de ordem no caos da Cracolândia.
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Infográfico: Os efeitos do crack no corpo
PesquisaUso de crack supera 10 anos na Cracolândia

Do alto da autoridade e respeito conquistados ao longo de quatro anos ele distribuiu afagos e reprimendas, arbitra disputas por drogas ou dinheiro, aconselha em casos de desavenças conjugais, orienta os demais usuários sobre direitos frente à truculência policial e também sobre os riscos do roubo e do tráfico, estimula a solidariedade, exerce a política da boa vizinhança com moradores e comerciantes, encaminha pedidos de empregos e internações.



“Já tirei um monte de gente deste lugar. Tem uns meninos e 
meninas que não tem nada a ver com a droga e acabam aqui por equívoco ou por brigas familiares”, explicou. “Agora, se neguinho folgar, meto a mão na cara de qualquer um”.



“Ele é o nosso pai. É o único que debate. É um conselheiro”, resumiu Jailton Mota Santos, companheiro de Ronaldo desde os primórdios da Cracolândia.



É nosso desejo que Deus  tenha mísericordia destas vidas perdidas no vício que suga cada minuto destas vidas escravizadas pelo Crak...

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