sexta-feira, 13 de agosto de 2010

ARTE DA TOLERÂNCIA!

ARTE DA TOLERÂNCIA!
Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores.
Khalil Gibran

O amor nunca faz reclamações; dá sempre. O amor tolera; jamais se irrita e nunca exerce vingança.
Mahatma Gandhi


Sugestões de presentes para o Natal: Para seu inimigo, perdão. Para um oponente, tolerância. Para um amigo, seu coração. Para um cliente, serviço. Para tudo, caridade. Para toda criança, um exemplo bom. Para você, respeito.
A tolerância é a melhor das religiões.
Poucas pessoas toleram a riqueza. Dos outros, quero eu dizer.
Mark Twain


O hábito de tudo tolerar pode ser a causa de muitos erros e de muitos perigos.
Marcus Cícero
Um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto.
Marquês de Maricá
Todas as religiões devem ser toleradas pois cada um de nós tem o direito de ir para o céu à sua maneira.
Frederico, O Grande
A arte, um dos grandes valores da vida, deve ensinar aos homens: humildade, tolerância, sabedoria e magnanimidade.
William Maugham




Um verdadeiro amigo é aquele que ignora as suas falhas e tolera o seus sucessos!
Doug Larson

Há muita gente infeliz por não saber tolerar com resignação a sua própria insignificância.
Marquês de Maricá



Ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Augusto Cury
Aprimorar a paciência requer alguém que nos faça mal e nos permita praticar a tolerância.
Dalai LamaARTE DA TOLERÂNCIA!
Tolerância é a capacidade de aceitar o diferente. Não confundir com o divergente. 
Intolerância é não suportar a pluralidade de opiniões e posições, crenças e idéias,
 como se a verdade fizesse morada em mim e todos devessem buscar a luz sob o meu
 teto. 
Conta a parábola que um pregador reuniu milhares de chineses para pregar-lhes a
 verdade. Ao final do sermão, em vez de aplausos houve um grande silêncio. Até que 
uma voz se levantou ao fundo: “O que o senhor disse não é a verdade”. O pregador
 indignou-se: “Como não é verdade? Anunciei o que me foi revelado pelos céus!” 
O objetante retrucou: “Existem três verdades.
A do senhor, a minha e a verdade verdadeira. Nós dois, juntos, devemos buscar a 
verdade verdadeira”. 
Só os intolerantes se julgam donos da verdade. Assim ocorre com Bin Laden, ao 
manter-se intransigente e não admitir os direitos dos não-muçulmanos, e com Bush,
 ao decidir que suas armas são o melhor argumento para convencer o mundo de que a 
Casa Branca tem sempre razão.
Todo intolerante é inseguro. Por isso, aferra-se a seus caprichos como náufrago à tábua

 que o mantém à tona. Não é capaz de ver o outro como outro. A seus olhos, o outro é um
 concorrente, um inimigo ou, como diz um personagem de Sartre, “o inferno”. Ou um 
potencial discípulo que deve acatar docilmente suas opiniões.
O tolerante evita colonizar a consciência alheia. Admite que, da verdade, ele apreende 

apenas alguns fragmentos, e que ela só pode ser alcançada por esforço comunitário.
 Reconhece no outro a alteridade radical, singular, que jamais deve ser negada.
Pode-se aplicar ao tolerante o perfil descrito por são Paulo no Hino ao Amor da 1ª carta

 aos Coríntios (13, 4-7): “é paciente e prestativo, não é invejoso nem ostenta, não se
 incha de orgulho e nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não 
se irrita nem guarda rancor. Não se alegra com a injustiça e se rejubila com a verdade.
 Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
Ser tolerante não significa ser bobo. Tolerância não é sinônimo de tolice. O tolerante 

não desata tempestade em copo d’água, não troca o atacado pelo varejo, não gasta saliva
 com quem não vale um cuspe. Jamais cede quando se trata de defender a justiça, a 
dignidade e a honra, bem como o direito de cada um ter princípios e agir conforme a sua
 consciência, desde que isso não resulte em opressão ou exclusão, humilhação ou morte.
Das intolerâncias, a mais repugnante é a religiosa, pois divide o que Deus uniu. 

Quem somos nós para, em nome de Deus, decretar se esses são os eleitos e, aqueles, os 
condenados?
Só o amor torna um coração verdadeiramente tolerante. Porque quem ama não 

contabiliza ações e reações do ser amado e faz da sua vida um gesto de doação.
Frei Betto é escritor, autor de “A mosca azul – reflexões sobre o poder” (Rocco), entre 
outros livros.







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