sexta-feira, 9 de maio de 2014

Animais em perigo de extinção...


Animais em perigo de extinção...



No mundo perdem-se centenas de espécies, muitas delas ainda antes de serem descobertas pela própria ciência. Deste modo não só se perde a variabilidade biológica, como também a diversidade genética, fontes de sustento para as gerações futuras.
Uma espécie em perigo de extinção, é uma espécie que corre sério risco de desaparecer. Através da história da evolução, milhões de espécies desapareceram devido a processos naturais. Nos últimos 300 anos, os Humanos multiplicaram a taxa de extinção por mil!
Este nosso trabalho pretende dar a conhecer um pouco mais sobre alguns animais em perigo de verem a sua espécie terminar por completo. Muitos deles não estão assim tão distantes de nós, mesmo que o seu habitat se encontre do outro lado do planeta.
O mais importante é termos consciência que juntos ainda estamos a tempo de salvar algumas destas espécies. Para isso basta que, no nosso dia a dia, não façamos agressões e respeitemos o nosso meio ambiente.






)




Lista dos animais em extinção no Brasil:

Onça pintada

Cervo-do-pantanal

Arara-azul

Peixe-boi

Surucucu

Macaco-aranha

Pirarucu

Flamingo

Ararinha-azul

Urubu-rei

Tatu-canastra

Tamanduá-bandeira

Jabuti

Jacaré-de-papo-amarelo

Mico-leão-de-cara-dourada

Preguiça-de-coleira

Mico-leão-dourado

Falcão

Lobo-guará

Anta

Mico-leão-preto

Tartaruga

     Um animal é considerado em extinção quando sua população vem diminuindo de número em conseqüência da perseguição do homem, uso de agrotóxico ou mesmo falta de alimentação por sua presa já ter sido extinta.
      Infelizmente no Brasil a preocupação com o meio-ambiente não é prioridade para boa parte da população, graças a essas pessoas a lista de animais em extinção no Brasil está cada vez maior. Vale lembrar que o processo de extinção de animais na natureza é lento, porém o homem acelerou esse processo através da caça predatória e principalmente através do desmatamento das florestas, deixando os animais sem espaço para sobreviver.

Acabou a maior matança anual de mamíferos marinhos....

Acabou


Acabou a maior matança anual de mamíferos marinhos.

Todos os anos por esta altura o Canadá leva a cabo a mais cruel e sangrenta das caçadas com fins lucrativos. Centenas de milhares de focas são abatidas a tiro ou à paulada. Grande parte delas ainda está viva e consciente quando são esfoladas. Tirando a pele, pouco ou quase nada é aproveitado das carcaças que são atiradas à àgua ou abandonadas sobre o gelo.

Este ano foram abatidas 335,000 focas e os caçadores têm todos os motivos para estarem satisfeitos já que as peles estão em alta, vá-se lá perceber porquê...

A caçada acabou mas para o ano recomeça tudo de novo.

E nós não devemos ficar quietos. Continuemos a aderir às várias acções que vão sendo levadas a cabo. E continuemos a assinar a petição para acabar com a caça.



Para que isto...



foto pertencente a Respect for Animals



foto pertencente a Respect for Animals 
Não se transfome nisto:



foto pertencente a Respect for Animals



foto pertencente a Respect for Animals



O normal seria vermos sempre isto:



foto pertencente a Respect for Animals

informações retiradas dos sites Boycott Canada e Harpseals.org


Os senhores dos ares....

Os senhores dos ares


Todos os dias milhares de animais, entre aves e mamíferos marinhos são apanhados por acaso nas redes e nas linhas de pesca.


Entre as aves que diariamente são apanhadas encontram-se os albatrozes. Do ar os albatrozes vêem os peixes que servem de isco para a pesca e mergulham. Só ao engolirem o isco é que se apercebem de uma pequena peça de metal que lhes rasga a garganta ou fica presa nos bicos, acabando por os arrastar irremediavelmente para o fundo do mar. Calcula-se que de cinco em cinco minutos um albatroz fique preso num anzol, ou seja 100.000 por ano.


O albatroz escolhe o par e fica com ele a vida inteira. Se por acaso o companheiro/a morrer podem decorrer muitos anos até arranjar outro par mas, o mais provável é que passe o resto da vida sózinho. O albatroz pode viver entre 40 a 60 anos, o que faz com que só os individuos adultos se reproduzam. Se pensarmos que alguns atingem a maturidade sexual a partir dos doze anos e que existem espécies que só nidificam de dois em dois anos e que não têm mais que uma cria de cada vez, é fácil de perceber que a este ritmo o albatroz não tem grande hipótese de sobreviver.


Tudo ficaria mais fácil se os pesqueiros adoptassem uma ou duas medidas, como colorir o isco de azul o que o torna mais difícil de ser detectado do ar, colocassem mais peso nos anzóis ou colocassem nas linhas dispositivos para assustar e afastar as aves. Mas são muitos ses e o certo é que o albatroz enfrenta grave perigo de extinção.


19 das 21 espécies de albatrozes do mundo estão ameaçadas. Duas espécies estão em perigo de extinção, 7 estão gravemente ameaçadas e 10 estão vulneráveis.




Foto tirada por Chris Harbard


Foto tirada por Chris Harbard


Exemplo de dispositivo que pode ser colocado nas linhas de pesca. Foto tirada por Jim Enticott



Foto tirada por Michael Gore


Foto tirada por Michael Gore

O mundo ficaria muito mais pobre se estas aves deixassem de cruzar os céus com o seu magnífico voo planado.

Informações e fotos tiradas do site savethealbatross.net. Visitem-no. Vão ver que vale a pena.



Entre o imaginário e a realidade...

Entre o imaginário e a realidade...

Talvez mais do que qualquer outro animal, a imagem poderosa da águia-real como símbolo da natureza, nunca passou despercebida ao ser humano. Desde a antiguidade que a águia-real é utilizada como representação de força, poder, nobreza, robustez e velocidade: o império romano utilizou a sua figura estilizada nos estandartes das legiões que conquistavam novos domínios; os Kirguiz, povo guerreiro que habita as estepes da Ásia Central, utilizam-na numa forma de cetraria única no Mundo, a caça ao lobo, apesar da evidente diferença de peso existente entre a ave e o mamífero; e mesmo recentemente, a imagem da águia-real é utilizada como símbolo de clubes desportivos e inúmeras marcas de produtos.

É uma ave territorial que vive sob a forma de casais monogâmicos, uma vez que a ligação entre o macho e a fêmea pode durar vários anos, sendo quebrada somente com a morte de um deles. Cada casal possui extensos territórios de vários quilómetros quadrados que utilizam para caçar e nidificar. Cada território possui um número variado de ninhos que o casal ocupa alternadamente todos os anos. Os ninhos de águia-real são bastante característicos e contam-se entre os maiores do mundo das aves, uma vez que formam grandes plataformas de ramos e troncos, situados normalmente em paredes rochosas, e que podem atingir mais de 3 metros de altura e possuir um peso de várias dezenas de quilos.
A águia-real, por ser predador do topo da cadeia alimentar (superpredador), torna-se muito sensível a alterações do meio, principalmente as provocadas pelo homem. Por estes motivos, é uma espécie-chave do ecossistema onde habita, tendo uma grande relevância como espécie-indicadora da qualidade ecológica.

Em Portugal, a águia-real é uma espécie residente, habitando as regiões mais montanhosas, inóspitas e desabitadas do interior. No nosso país, a águia-real é classificada como "Em Perigo de Extinção" pelo Livro Vermelho dos Vertebrados, estando a população nacional estimada em somente cerca de 50 casais. Todavia, além de alguns censos nacionais ou regionais, isolados no tempo, poucos estudos acerca da sua biologia e ecologia tem sido efectuados em Portugal.A pequena população residual de águia-real nas serras do Noroeste de Portugal, nomeadamente na Serra do Marão (com um único casal) e no maciço da Peneda-Gerês (com 3 casais estimados, mas possivelmente, com um número real inferior), por se encontrar isolada da restante população ibérica, por possuir um escasso efectivo nidificante e por enfrentar ameaças sérias, como a utilização frequente de veneno nos seus territórios, encontra-se numa situação bastante crítica. Além disso, esta população de águia-real tem características únicas no nosso país, uma vez que é o único local de ocorrência desta espécie num ecossistema de alta montanha.





Apesar do Parque Nacional Peneda-Gerês considerar a águia-real como estável nesta região, não existe qualquer monitorização desta população, além de se verificar uma diminuição nas observações de águia-real nos últimos anos, podendo significar um recente declínio populacional. A implementação de um aprofundado e contínuo programa de monitorização da população nidificante de águia-real nesta região montanhosa e de rígidas e eficazes medidas para a sua conservação (tais como a protecção dos locais de nidificação e fomento de potenciais espécies-presa), são assim de importância primordial se pretendermos continuar a observar o voo majestoso da águia-real contra as enormes escarpas existentes na região. Contudo, o desinteresse das entidades competentes e da maioria dos investigadores no estudo e conservação da águia-real em Portugal, nomeadamente na Peneda-Gerês são as maiores ameaças que esta espécie enfrenta.



O lince ibérico...

O lince ibérico




Outrora espalhado por grande parte do território europeu o Lince está hoje confinado apenas ao sul da Península Ibérica.

As campanhas do trigo nos anos 40 e 50, o abandono da vida rural, a plantação desmedida de eucaliptais que destruiu vastas áreas do habitat natural destes animais, juntamente com a mixomatose e a febre hemorrágica viral, doenças que dizimaram o coelho-bravo, fonte principal da alimentação do lince, tudo isto contribuíu para que os linces diminuíssem drasticamente nos últimos anos.






Na década de 90 a população de linces voltou a cair, deixando antever um futuro muito negro para a espécie. Nos anos 90 realizou-se um estudo e chegou-se à conclusão de que ainda haveriam populações na Serra da Malcata, Serra de São Mamede, Vale do Guadiana, Algarve-Odemira e Vale do Sado. Num total de 40 a 53 animais. Em 2002, o INC (Instituto da Conservação da Narureza) fez novo censo e após terem sido feitas análises de excrementos e registos fotográficos chegou-se à conclusão de que o lince tinha-se pura e simplesmente extinguido. Mais recentemente porém, cientistas portugueses descobriram vestígios do lince na zona do Alqueva. Poderia ser uma boa notícia não fosse o facto da barragem existente na região ocupar uma vasta área de espaço quando se encontra na cota máxima, o que afastará as eventuais populações de linces do local.

Enquanto isto, o lince continua a lutar contra o desaparecimento das matas mediterrâneas onde gosta de habitar, a falta de coelhos fonte principal de alimentação, a caça furtiva e as armadilhas. Tudo isto faz com que o lince seja actualmente o felídeo do mundo em maior risco de extinção, constando na lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais). Estima-se que não restem mais de 150 indivíduos em estado selvagem.
















Nesta realidade tão negra vislumbra-se agora uma luz de esperança já que os nossos vizinhos espanhóis estão de momento a tentar criar linces em cativeiro. Por agora já têm pelo menos umas sete crias que estão de muito boa saúde. Portugal também já assinou um protocolo em que pretende associar-se ao programa.

Esperemos que os resultados sejam rápidos e bons para que o lince Ibérico não passe a ser uma memória, viva apenas na nossa imaginação.






Informações tiradas do site da Quercus


Fotografias retiradas do site Programa da Conservación Ex-Situ



*Uma estratégia para conservar determinada espécie tem duas aproximações complementares: a conservação "in situ" (no próprio meio natural) e a conservação "ex situ" (fora do seu habitat).

O Grupo MCassab, com sede em São Paulo, é o rosto do próspero e empreendedor Brasil de hoje.



Um conglomerado brasileiro de 86 anos com interesses na distribuição de Lego para piscicultura


O Grupo MCassab, com sede em São Paulo, é o rosto do próspero e empreendedor Brasil de hoje.


O GRUPO MCASSAB...


Grupo MCassab é um grupo empresarial familiar, com gestão profissional, fundado em 1928 e conhecido tanto por sua diversificação como pela importante presença internacional. Sua ampla área de atuação é resultado direto do espírito empreendedor que norteia as iniciativas do grupo e por sua percepção de que por trás de cada oportunidade existe um bom negócio à espera.
Atuamos com 15 unidades de negócio que envolvem indústria, distribuição, trading, varejo e serviço. Empreendedorismo, credibilidade e competência dão sustentação a todas elas e nosso compromisso contínuo é geri-las de forma profissional e focada.



Mi
ssão: Construir negócios para hoje e sempre com pessoas felizes e profissionais competentes.
Visão: Chegar aos 100 anos com excelência e solidez em todos os negócios em que operamos.
Valores: Empreendedorismo, credibilidade e competência.
Posicionamento: Nós fazemos acontecer! 

O Grupo MCassab, com sede em São Paulo, é o rosto do próspero e empreendedora Brasil de hoje. 

Resultado de imagem para João Eli Cassab

Um conglomerado brasileiro de 86 anos com interesses na distribuição de Lego para piscicultura...


DE PRODUTOS QUÍMICOS A COSMÉTICOS (E TUDO EM ENTRE)
ARTIGO | 2 JUNHO, 2014 10:07 AM | POR  PETER SHAW-SMITH
Image013
A duas milhas ao noroeste do famoso circuito de corridas de Fórmula 1 da Interlagos, há um grupo de escritórios, laboratórios e armazéns que é o centro de um dos mais bem-sucedidos conglomerados familiares, ainda relativamente desconhecidos, da maior economia da América Latina - MCassab Group . 
Fora da catraca na entrada do complexo, dezenas de funcionários da turnê da tarde e os trabalhadores de entrega empurrar para ganhar a admissão, um processo que leva pelo menos 10 minutos. A segurança em todos os principais escritórios brasileiros é extremamente apertada. Atrás de uma tela unidireccional, uma mulher invisível repita vivamente e confirma compromissos via intercomunicador, ea fila polegadas para frente. É uma rara oportunidade de entrar na sede da MCassab e conhecer o chefe executivo da empresa, Fábio Cutait, e seu genro, Alexandre Vasto. 
Cutait, 73, é cada polegada do empresário brasileiro de sucesso, exsudando um charme proposital, mas descontraído. Porendo sobre seu terminal Bloomberg, Cutait parece tão genial cavalheiro como titan de negócios. De produtos químicos para cosméticos, Lego para explorações de terras, alimentos para fosfatos ou alimentos, MCassab Group é um gigante brasileiro operando em uma ampla gama de setores. Com receitas de US $ 511 milhões (€ 370,6 milhões) no ano passado e US $ 680 milhões previstos para este ano, o grupo diversificado brasileiro - e cada vez mais internacional - está constantemente procurando expandir.
"Somos comerciantes por inclinação. Estamos sempre à procura de oportunidades ", diz ele. "Quando encontramos oportunidades, as estudamos e decidimos investir ou não", diz Cutait.
O negócio familiar de terceira geração hoje aparece como brasileiro como qualquer outro conglomerado doméstico, mas como muitos outros que fizeram sua marca na América Latina, ele originalmente vem de uma parte muito diferente do mundo.
Mansur Cassab e seus dois irmãos João Pedro e Elias, imigrantes de Abadieh, perto de Beirute, Líbano, montaram a empresa em 1928 para exportar café e algodão para o Líbano e para o mundo. Eles faziam parte de uma diáspora libanesa, que começou na década de 1880 e foi desencadeada por freqüentes ataques de guerra civil - seus descendentes agora número cerca de 20 milhões globalmente.
Os irmãos criaram a empresa em Morro Grande, no que hoje é a periferia norte de São Paulo, e depois se expandiram para o município de Leme. Em 1948, a empresa transferiu sua sede para a cidade, e começou uma nova fase - o que é agora a sua indústria química e farmacêutica de importação e exportação.
Na década de 1950, a empresa entrou em armazenamento de algodão e armazenagem. Em 1969, foi criada a unidade de tecnologia animal, fornecendo alimentos para as indústrias de aves, equinos e suínos. Avançando para hoje e na última década, o grupo abriu escritórios em Buenos Aires, Xangai, Miami e Dubai, criou uma nova unidade, a nuNAAT Cosmetics [ver página 24] e adquiriu os direitos exclusivos de distribuição brasileira para a empresa familiar dinamarquesa e Icônico brinquedo marca Lego. Já com grande presença nas principais cidades brasileiras, espera abrir em breve duas lojas de brinquedos no nordeste do país.
Cutait, um brasileiro cuja família vem de Tiro, no sul do Líbano, se juntou à empresa na década de 1960 e acabou se casando com a filha de Cassab. No final da década de 1990, ele comprou toda a participação da MCassab, e hoje, ele e sua família desfrutam de 100% de controle da empresa. O controle familiar é uma estrutura de propriedade comum no Brasil, responsável por 70% de seus maiores negócios, de acordo com o Family Firm Institute.
A família permanece no centro das operações da MCassab hoje, como fez há 86 anos. Em 1979, os três filhos de Cutait, Mário Sérgio, Victor e André, se juntaram à empresa e continuam ocupando posições de liderança.
"A empresa beneficia de ser gerido por uma família. Temos fortes relações entre os membros da família. É uma relação muito forte entre mim, meus filhos e os netos ", diz Cutait. "[Meus] filhos dirigem divisões diferentes. Mário Sérgio cuida do negócio de alimentos para animais e Victor cuida da nossa unidade de alimentos. André está cuidando do consumo, incluindo a nossa cadeia, Spicy Stores. As lojas são para o hardware: hoje temos 35 e, ao final do ano, estaremos 40 em todo o Brasil, do nordeste para o sul. "A filha de Cutait, Angela, ajuda nas lojas de varejo e seu marido, Alexandre Vasto (foto acima com Fábio Cutait), gerencia a nuNAAT, sua própria marca de cosméticos que a empresa vem exportando desde 2006.
A comunicação da família é vital para o sucesso da empresa. "Uma razão muito importante para as boas relações na família é que ninguém dá ordens a mais ninguém", diz Cutait. "Eu não dou ordens a meus filhos, e eles não dão ordens um ao outro. Nós decidimos tudo juntos. Freqüentemente almoço juntos, e discutir questões. Tomamos decisões muito rápidas. Nós não temos que esperar por grandes decisões, e todos sabem que decisões outros fizeram. "
Este modelo de liderança compartilhada permitiu ao MCassab Group manter-se no topo de seus diversos interesses. Possui 15 unidades de negócios ea maior parte de suas receitas são geradas internamente. No ano passado, cerca de 70% estavam na unidade de produtos químicos, a segunda maior distribuidora de produtos químicos no Brasil, com um portfólio de mais de 1.000 produtos. Tem 1.200 funcionários e quase 2.000 empregados indiretos.
No momento, a prioridade número um da Cutait é focada em uma área bastante improvável: o peixe.
"Este é um negócio novo para nós. Poderia ficar muito grande. Há um enorme potencial para peixes. Investimos US $ 10 milhões no negócio ", diz Cutait. "No final do ano, [processaremos] 800 toneladas métricas de tilápia [um peixe de água doce] por mês. Isto será principalmente para consumo doméstico. Vamos começar a exportar em 2016. "
A empresa possui 35.000 m² de armazéns em São Paulo. No sul do Brasil, mais estão localizados no Rio Grande, Paranaguá e Recife. Uma planta no Mato Grosso produz fosfato. Outro em Santa Catarina produz ração animal e um terço na alimentação de frango de Paranaguá. O grupo destinou 143 mil metros quadrados de terra para expansão, mais de um décimo dedicado ao armazenamento de produtos químicos. Dado o crescimento, o grupo está se movendo para a nova sede a 30 km de sua localização atual em 2016, para permitir um maior desenvolvimento.
As finanças vêm principalmente de empréstimos bancários, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que visa facilitar a expansão da infra-estrutura e da indústria no país e também do fluxo de caixa do grupo. O grupo investiu R $ 150 milhões (48 milhões de euros) nos últimos quatro anos em terrenos para distribuição, usinas, 15 novas lojas e equipamentos, além de escritórios de TI e recursos humanos. A companhia não tem planos para uma oferta pública inicial (IPO) ou de private equity e está mais no lado do "comprador" hoje, diz.
Preocupações reais
Como uma empresa tão dependente da circulação eficiente de mercadorias, Cutait vê a necessidade de uma agitação logística. "O negócio principal do Brasil é o agronegócio. Isso não vai sofrer. Mas o governo tem que encontrar uma maneira de melhorar a logística. A infraestrutura portuária é muito pobre no Brasil. O governo quer dar os portos ao setor privado. Agora está incentivando o setor privado a investir neles. "
Mudança é necessária. No início deste ano, 20km de retaguardas sufocaram o Porto de Santos, o principal portão marítimo internacional que serve a São Paulo. O culpado foi o grande número de caminhões de soja transportando uma das principais exportações do Brasil para a margem direita congestionada da cidade portuária para carregamento em navios a granel que levarão a cultura principal do Brasil para destinos em todo o mundo.
A Cutait tem outros receios sobre a economia brasileira, entre eles o superávit da balança de pagamentos. "Hoje, a economia brasileira está em baixo desempenho. O governo dos últimos 10 anos não fez investimentos em infra-estrutura. As exportações do Brasil são matérias-primas. Estamos sofrendo em exportações por esta razão. Nosso superávit comercial internacional está diminuindo. Em 2012, foi de US $ 22 a 23 bilhões. O governo esperava que ele fosse entre US $ 12 a US $ 15 bilhões no ano passado. Está caindo.
Ele diz que o governo tomou a rota tradicional para estimular as exportações - enfraquecendo o real. "Em 2012, o governo começou a desvalorizar o real brasileiro. Ele viu uma desvalorização de 20% em relação ao dólar, caindo de R $ 1,63 para R $ 1,65 para R $ 2,00 até o final de 2012. "Essa desvalorização continuou no ritmo. Atualmente, está em torno de R $ 2,20, atingindo R $ 2,43 nos últimos meses. No início de abril, o valor era de R $ 2,26. Mas a fraqueza cambial é uma espada de dois gumes porque, apesar dos benefícios, o enfraquecimento do real também tornou mais difícil para a empresa crescer seus negócios internacionais, já que seu olhar também está fixado nas importações.
"Estamos cobertos parcialmente com instrumentos de hedge e nossas matérias-primas e produtos são preços internacionais em dólares dos EUA, então se a taxa do dólar aumenta o mesmo acontece com os preços em reais", diz Vasto. "Nossos números de exportação não são suficientes para fazer uma proteção" natural "contra nossas importações."
Cutait está mais otimista para o futuro de longo prazo do Brasil. "O consumo no Brasil está subindo. O governo está incentivando o consumo. Muitos brasileiros estão chegando ao mercado. Hoje temos 200 milhões de pessoas. Cerca de 80 milhões estão no mercado e então você tem 120 milhões vindo lentamente [para este mercado]. Acreditamos que nos próximos anos, a economia brasileira vai melhorar principalmente por causa dos níveis de consumo ".
O que então o futuro reserva para o MCassab Group? Apesar do envolvimento integral da próxima geração, a questão da sucessão deve estar se aproximando. Cutait não comentará em relatórios da mídia que o conglomerado eliminará o cargo de executivo-chefe quando ele finalmente desistir. Os relatórios sugerem que a substituição será um conselho incluindo Cutait, seus quatro filhos e Vasto que será formalizado em 2014 e irá monitorar estrategicamente os negócios.
Cutait é otimista sobre a sucessão da empresa, afirmando que haverá pouca mudança nas operações do dia-a-dia quando chegar o dia para ele se aposentar. "Hoje, se eu não estiver aqui, o negócio será executado da mesma forma pela próxima geração. Eu imagino que eles continuarão da mesma forma como estamos dirigindo a empresa hoje ", diz ele. "Novos participantes da família têm de provar a sua capacidade de gerir o negócio. Juntos, somos muito mais fortes. "
Ainda assim, membros da quarta geração da família que mostram interesse em se juntar a MCassab devem provar suas credenciais antes que eles possam entrar na porta. "A próxima geração não vem [para baixo] em pára-quedas. Eles vêm conversar conosco, conhecer todas as empresas e tudo o que está acontecendo e depois mudar para um departamento ", diz Cutait. "Temos hoje uma boa relação de trabalho na empresa, e está aberto para qualquer um dos netos para se juntar. Eles têm que vir para a empresa e decidir o que eles gostariam de fazer. "
Como o resto de seus compatriotas, um brilho nunca está longe do olho de Cutait, e, como eles, ele é rápido para exaltar as oportunidades oferecidas pelos abundantes recursos naturais do Brasil, pura oferta de mão-de-obra e irreprimível joie de vivre. "O resto da economia brasileira está crescendo, pouco a pouco. Com o tempo, seremos a quinta maior economia do mundo. Temos um grande futuro. "MCassab pode não permanecer abaixo do radar por muito mais tempo.

O Grupo MCassab

Nossa história

1928
Os libaneses João Pedro Cassab, Elias Cassab e Mansur Cassab, recém-chegados ao Brasil, fundam a empresa João Pedro Cassab & Companhia em Morro Grande, no distrito de Rio Claro, SP.
1933
Jorge Cassab torna-se sócio de Mansur e a empresa passa a se chamar J.Cassab & Companhia. Ocorre a expansão das atividades para a região de Leme.
1940
Criação das novas filiais nas cidades de Araras, Piracicaba, São Carlos e Limeira.
1948
Transferência da sede para a cidade de São Paulo e inclusão de novas atividades ao grupo: os serviços de importação e exportação de produtos químicos e farmacêuticos.
1950
Criação da Companhia Mercantil de Armazéns Gerais, localizada na região da Vila Prudente, em São Paulo, com 11 unidades de armazenamento, para armazenar a produção de algodão própria e a de terceiros.
1969
Início das atividades na área de Tecnologia Animal.
1972
Mansur Cassab, o mais inovador e ambicioso dos patriarcas da primeira geração, passa a contar com a participação do seu filho José Carlos e do genro Fábio Cutait no gerenciamento da empresa. Nesse momento, ela já está sediada na Alameda Campinas, em São Paulo.
1975
A J.Cassab ganha novo nome: M.Cassab.
1979
Ocorre a entrada da terceira geração da família no grupo. Mário Sérgio, Victor e André Cutait, os três filhos de Fábio, ingressam na empresa.
1988
Ocorre a criação do Laboratório de Análises Químicas e da unidade de Nutrição e Ingredientes.
1990
O Grupo M.Cassab passa a ser propriedade exclusiva de Fábio, de sua esposa e de seus filhos. Se mantém até hoje como uma empresa de capital 100% nacional.
1993
O grupo entra no mercado de bens de consumo com a abertura da unidade de Utilidades Domésticas.
1996
Ocorre a abertura da primeira loja de varejo WMF, que marca o início da rede de lojas Spicy.
2003
O escritório em Shangai (China) é aberto. Duas novas unidades de negócio iniciam suas operações: Eletrodomésticos e Utensílios Profissionais.
2004
O Grupo M.Cassab é escolhido como distribuidor exclusivo da famosa marca de brinquedos dinamarquesa LEGO®.
2005
A nuNAAT, unidade de cosméticos da empresa, inicia suas atividades.
2006
Acontece a criação da unidade de equipamentos médicos Cromo Life.
2007
O escritório em Buenos Aires (Argentina) é inaugurado.
2008
São abertos os escritórios em Miami (EUA) e Dubai (Emirados Árabes). Tem início o Programa de Ação Seletiva, de reciclagem.
2009
É criada a unidade de negócios M.Cassab Foods.
2010
Aquisição do terreno de Cajamar, onde está sendo construída a nova sede da empresa. São inauguradas as Brinquedotecas LEGO no Hospital das Clínicas e no Hospital Sírio Libanês, ambos em São Paulo.
2011
Marca a aquisição da empresa Barrera Representações, pela unidade farmacêutica. Nesse mesmo ano, inicia-se a operação de Levinagem no município de Rifaina, São Paulo, administrada pela divisão M.Cassab Foods.
2012
Inauguração da Fabrica da Tecnologia Animal, Ruminantes, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
2013
Ocorre a abertura da loja LEGO em Curitiba.
2014
A logomarca da empresa passa por uma revitalização: passa a ser grafada MCassab.