sábado, 9 de fevereiro de 2019

Expansão, ocupação e transformação dos espaços naturais PANTANAL, FLORESTA AMAZÔNICA pelo homem é um evento de alto impacto que vem ocorrendo no mundo. Até que ponto os desequilíbrios climáticos têm impacto na vida deles?





João Vitor Santos – IHU On-Line

O Pantanal é o exemplo típico de um ecossistema que, desde a sua formação, sempre “dependeu, na sua constituição biológica, da composição de espécies florísticas e faunísticas de outros biomas, como da Floresta Amazônica, do Chaco, do Semiárido e principalmente do Cerrado”, diz Carolina Joana da Silva à IHU On-Line, ao explicar a inter-relação existente entre os biomas brasileiros.

A própria existência do Pantanal, pontua, depende integralmente dessa conexão do bioma com a Floresta Amazônica. “O bioma Pantanal também depende das chuvas originárias da Amazônia, por meio dos rios voadores, que trazem as águas e alimentam os rios e as cheias pantaneiras, e causam o pulso de inundação, serviço ecossistêmico de regulação dos processos ecológicos responsáveis pela produtividade do Pantanal”, esclarece Carolina na entrevista a seguir, concedida por e-mail.

Do mesmo modo, explica, por conta dessa “alta conectividade” entre os biomas, os danos ambientais que ocorrem na Amazônia geram implicações no funcionamento do Pantanal. Um exemplo disso tem sido o aumento do desmatamento, que “já está afetando a diminuição e o deslocamento das chuvas. Dessa forma, o ciclo da água entre Amazônia e Pantanal tende a ser afetado, e, consequentemente, serão afetados o pulso de inundação e a produtividade pantaneira”, adverte.

Carolina Joana da Silva é graduada em História Natural pela Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, mestra em Biologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – Inpa e doutora em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos – Ufscar. Atualmente leciona na Universidade do Estado de Mato Grosso – Unemat.

No dia 18 de abril, das 19h30min às 22h, a professora irá ministrar a conferência Impactos ambientais e contrassensos no pantanal brasileiro, atividade que integra o ciclo de estudos Os biomas brasileiros e a teia da vida, promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, que segue com sua programação até 14 de junho de 2016.



Veja a programação completa aqui;

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Como compreender o bioma Pantanal e qual sua relação com os demais biomas brasileiros?

Carolina Joana da Silva – O bioma Pantanal dependeu, na sua constituição biológica, da composição de espécies florísticas e faunísticas de outros biomas, como da Floresta Amazônica, do Chaco, do Semiárido e principalmente do Cerrado. Essas espécies ocorrem em outros biomas e raras são exclusivas do Pantanal, ou seja, são pouquíssimas as espécies endêmicas. O bioma Pantanal também depende das chuvas originárias da Amazônia, por meio dos rios voadores, que trazem as águas e alimentam os rios e as cheias pantaneiras, e causam o pulso de inundação, serviço ecossistêmico de regulação dos processos ecológicos responsáveis pela produtividade do Pantanal.



IHU On-Line – Quais os maiores impactos ambientais que o Pantanal sofre hoje?

Carolina Joana da Silva – Ao considerarmos o pulso de inundação (enchentes) como o principal serviço de regulação do Pantanal, ou seja, como um sistema movido por pulsos (como o Mangue, a várzea amazônica), atividades que interferem nesse mecanismo podem afetar o seu funcionamento. Estudos já detectaram mudanças climáticas no sistema Pantanal, indicadas por alterações nos padrões da chuva, exemplificadas pelos deslocamentos temporais.

No entanto, as mudanças mais diretas no pulso de inundação podem ser causadas pelos empreendimentos hidrelétricos — Usinas Hidrelétricas – UHEs e Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs já construídas, em construção e previstas. A produtividade dos sistemas pantaneiros será afetada em menor ou maior escala, na dependência da distância da fonte, na quantidade e no tamanho desses empreendimentos.




IHU On-Line – Quais os desafios em relação à preservação do bioma Pantanal?

Carolina Joana da Silva – Ter uma legislação ambiental apropriada ao Pantanal, respostas políticas antecedentes e mantenedoras das normas e títulos vigentes. Por exemplo, não existe uma lei para este bioma, e a proposta que está no Congresso está desconectada de conceitos e atividades em andamento no Pantanal.

O título de Reserva da Biosfera nominado pela Unesco ainda não foi implementado e quase foi perdido, devido à falta de interesse do governo federal em manter interesse por essa titulação. Também falta um planejamento que anteceda os impactos de empreendimentos, como as usinas hidrelétricas, e que discuta os limites para a construção dessas obras.

IHU On-Line – O que se sabe sobre a biodiversidade pantaneira hoje e quais suas particularidades?

Carolina Joana da Silva – A biodiversidade em números de espécies, ou seja, sua riqueza, varia de espécie para espécie. No entanto, o que chama a atenção é a abundância das espécies. No Pantanal, muitas espécies de plantas e animais são vistas em grandes quantidades de uma mesma espécie, como por exemplo, o jacaré e as aves pescadoras. As árvores ocorrem, com frequência, agrupadas, com características de monodominância, como os cambarazais, os paratudais e os piuvais.





IHU On-Line – De que modo o ciclo das águas no Pantanal pode contribuir para estudos sobre questões climáticas?

Carolina Joana da Silva – Considerando a alta conectividade entre o bioma Amazônico e o bioma Pantanal, mediado pelas chuvas — “rios voadores” —, e a dependência das chuvas na Amazônia, oriundas da própria floresta, o aumento do desmatamento já está afetando a diminuição e o deslocamento das chuvas. Dessa forma, o ciclo da água entre Amazônia e Pantanal tende a ser afetado, e, consequentemente, serão afetados o pulso de inundação e a produtividade pantaneira.

IHU On-Line – Até que ponto os desequilíbrios



 climáticos têm impacto na vida do Pantanal?

Carolina Joana da Silva – Eles afetam a extensão das enchentes, o deslocamento temporal das enchentes, as cheias, vazante e estiagem (fases do pulso de inundação) e, por consequência, todos os serviços ecossistêmicos (regulação, provisão, produção e culturais).

IHU On-Line – Qual a importância de observação da cultura dos povos originais para a compreensão do bioma Pantanal?

Carolina Joana da Silva – Os pantaneiros, organizados como povos indígenas ou comunidades tradicionais, mostram estratégias adaptativas ao pulso de inundação e conhecimento ecológico da biodiversidade, o que os mantêm resilientes nos sistemas ecológico e social.

IHU On-Line – Como se dá a relação entre o povo pantaneiro e o bioma hoje? Quais os maiores desafios e como conceber atividades econômicas que preservem a região?

Carolina Joana da Silva – O pantaneiro mantém estreita relação com o sistema ecológico, explorando macro-habitats e mantendo a sua biodiversidade, sua estrutura e funcionamento. De forma semelhante, o pantaneiro usa e garante populações de espécies, como as de peixes, as quais ainda se encontram em níveis adequados. O que acontece é que às vezes aumentam as pressões de origem externa ao sistema.

As tendências indicam que estratégias de policulturas, na escala das comunidades tradicionais, ou estratégias baseadas em mais de uma atividade, em populações locais, podem ter mecanismos adaptativos, que mantêm a resiliência desses povos no sistema socioecológico. O desafio está colocado na garantia de que essas estratégias tenham sua reprodução sociocultural continuada.

IHU On-Line – Qual o impacto das fazendas e da pecuária nos ecossistemas do bioma Pantanal?

Carolina Joana da Silva – As fazendas tradicionais têm mantido a estrutura e o funcionamento do sistema pantaneiro, no sentido macro.



No entanto, em escalas locais, observam-se alterações que dificultam o fluxo de água, devido às construções de diques. Também temos observado a diminuição da diversidade de espécies arbóreas e a introdução de espécies exóticas em locais onde há pastoreio. Atualmente, fazendas que compartilham a pecuária com o turismo ou focadas mais nas atividades turísticas aparentam estar economicamente mais estáveis.

IHU On-Line – Como analisa o turismo no Pantanal hoje? Até que ponto esse tipo de atividade pode ser um caminho para preservação e uma ameaça ao bioma?


Carolina Joana da Silva – No Pantanal serviços 
ecossistemicos de produção, como a pecuária e a pesca, têm tendência a serem compartilhados, ou substituídos em algumas fazendas pelos serviços ecossistêmicos culturais, como o turismo. A atividade turística depende mais do mercado externo do que de forças locais, o que pode caracterizar uma vulnerabilidade. No entanto, esse tipo de atividade também dá suporte à preservação.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

SUICÍDIO? RAZÕES, MOTIVOS, SAÍDAS. ENTENDA...SINAIS DE RISCOS!


Vamos falar sobre suicídio?

O Suicídio é um assunto sério e deve ser conversado. Muitas vezes, as pessoas se encontram sem saída e veem a morte como uma solução definitiva para o problema que estão passando. A morte não deve ser uma opção. Mas, se esse pensamento persistir, busque ter calma, respire e procure ajuda. Conversar já é uma grande saída. O que você quer matar não é você, é o seu problema.
Permita-se



Sempre que estiver pensando negativo, tenha calma, respire fundo e procure ajuda profissional. Permita-se também ser ajudado. Seu problema tem solução.
1 Respire fundo. Respirar fundo realmente acalma e você pode pensar melhor na situação
2 Mantenha a calma. A tranquilidade lhe trará serenidade e principalmente equilíbrio para pensar
3 Procure ajuda. Os profissionais de psicologia e psiquiatria estarão sempre prontos a te escutar e apontar soluções
4 Você verá que tudo tem solução e perceberá que muitas pessoas precisam de você

Superação

Suicídio: a vida não pode parar
É chocante, mas 60% das pessoas conhecem alguém que se matou. Apesar da alta incidência do problema, é possível preveni-lo na maioria dos casos
Por Karolina Bergamo



Suicídio não deve ser visto como um tabu (Ilustração: Daniel Araújo/SAÚDE é Vital)

“É para aliviar de vez a minha dor.” Assim o designer Felipe*, de 31 anos, enxerga o suicídio. Um remédio amargo e definitivo contra o sofrimento. Vítima de violência doméstica, abuso sexual e bullying, Felipe, que já recebeu o diagnóstico de depressão, faz parte de uma população negligenciada, porém estatisticamente significativa.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida todo ano – e um número muito maior ao menos cogita ou tenta se suicidar. A morte voluntária já é a segunda maior causa de óbito entre jovens de 15 a 29 anos. São cifras que seguem avançando. Sorrateiramente.

“O silêncio em torno do assunto dá a impressão de que ele não é importante ou que simplesmente não acontece”, avalia Teng Chei Tung, médico do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP). Os dados internacionais mostram que a realidade está longe de ser assim. “Existe suicídio desde o início da humanidade. Por ter permanecido como tabu durante séculos, precisamos de muita conscientização para tratá-lo como a questão de saúde pública que de fato representa”, reflete o psiquiatra Humberto Correa, presidente da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio.
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MENTE SAUDÁVELO luto pelo suicídio é diferente – e uma cartilha ensina a lidar com ele.

Um problema varrido para debaixo do tapete

Apesar de figurar entre as principais causas de morte no planeta, o investimento em pesquisas e campanhas na área é um dos menores quando comparado a outras condições médicas. “Como vamos avançar com esse desequilíbrio, tanto nos estudos quanto na promoção de políticas públicas?”, questionou a psiquiatra Alexandrina Meleiro, professora do IPq-USP, durante palestra realizada no Centro Universitário São Camilo, na capital paulista. Organizada pelos próprios estudantes da faculdade, a conferência foi um sucesso de público. No Facebook, quase 2 mil pessoas confirmaram presença e 10 mil demonstraram interesse.
O auditório lotado foi um sinal de que o silêncio está começando a ser quebrado. E não há como negar que o fenômeno tem a ver com a repercussão da série de TV americana 13 Reasons Why (Os 13 Porquês). A produção da Netflix mostra a trajetória de Hannah Baker, uma adolescente vítima de bullying, violência e abusos que comete suicídio e grava 13 fitas para explicar seus motivos. Um sucesso de audiência… e alvo de controvérsias entre especialistas em saúde mental.



Veja o trailer:
A psicóloga Michele Silva esteve no evento da São Camilo para se atualizar na discussão das condutas com os pacientes. “Por causa dessa história da série, e até do jogo, as pessoas estão perdendo o medo de falar a respeito e o tema começou a aparecer mais no meu consultório”, conta. O jogo mencionado é o Baleia Azul, que causou barulho nas redes sociais. Composto de 50 desafios, ele estimula jovens a se automutilarem e, no fim, instiga o suicídio em si. Não se sabe ao certo sua origem, mas o primeiro caso de morte registrado ocorreu na Rússia em fevereiro.

Segundo a psicóloga Karen Scavacini, coordenadora técnica do Instituto Vita Alere, em São Paulo, o Baleia Azul é um crime que precisa ser combatido. E a série, por sua vez, tende a ser perigosa quando romantiza o tema. “Ao gerar identificação e imitação, a história pode se transformar em um fator de risco para o suicídio”, justifica. Aliás, o papel da TV, da internet e de outros meios de comunicação é bastante significativo nesse contexto. “Estima-se que hoje a mídia seja o terceiro maior motivador de comportamento suicida, superado apenas pelo desemprego e pela violência, em qualquer faixa etária”, revela o psicólogo Adriano Schlösser, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Felipe, que hoje faz terapia online e assistiu ao seriado com os olhos de quem sente na própria pele o problema, também achou que, apesar de trazer o assunto à tona, a produção foi irresponsável em alguns aspectos. “A série dá a entender que os dilemas de pessoas como Hannah são em parte culpa delas e elas estariam se vingando ao cometer suicídio, o que não é uma verdade”, analisa.



Mas o que leva uma pessoa a querer colocar um ponto final na própria vida? “Essa é uma das questões mais complexas da interação humana”, adianta o psicólogo Gabriel Fernandes, da UFSC. A presença de um transtorno psiquiátrico, em especial a depressão, dá as caras em 94% dos casos. “Tanto no nível individual, como no plano de políticas públicas, o diagnóstico e o tratamento efetivo são uma boa forma de resguardo”, afirma Correa. O desafio é que existem outros fatores entremeados nesse enredo, como ter passado por conflitos, violência, abuso e isolamento.



“Meu pai se matou quando eu tinha 10 anos. E eu ainda sofri muito bullying no colégio. Xingamentos e até agressão física passaram a fazer parte da minha rotina. Sempre fui uma criança alegre, mas logo comecei a me fechar”, relata a estudante universitária Bianca, de 20 anos, que tentou tirar a própria vida. Seu relato corrobora os achados de um estudo do Instituto Karolinska, na Suécia, que investigou a relação entre adversidades na infância e o risco de suicídio em adolescentes e jovens adultos. Depois de observar 548 721 pessoas, constatou-se que as atribulações no começo da vida têm peso significativo nessa equação – quanto maior o número de percalços, maior a probabilidade de ter ideias suicidas.



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MENTE SAUDÁVEL Pessoas com tique têm risco maior de suicídio.

MEDICINAO tipo de câncer mais relacionado ao risco de suicídio.

Em circunstâncias do tipo, o apoio do entorno é fundamental. “Quando eu tentei me matar, tive que ouvir que eu não queria morrer de verdade e só tinha feito isso para chamar atenção, ou porque meu pai fez o mesmo”, relata Bianca. Eis um julgamento e uma reação que só tendem a piorar as coisas. “Suicídio deve ser tratado como uma doença. Não como frescura, coisa da cabeça ou falta de Deus. É uma condição grave que, assim como diabete ou pressão alta, precisa de remédio e acompanhamento”, defende Juliana, de 46 anos, que já tentou se matar seis vezes. “O que faz a diferença na decisão entre a vida e a morte não é só a presença de fatores de risco mas também as medidas de proteção disponíveis”, elucida Alexandrina Meleiro.

A primeira regra sobre a prevenção do suicídio é… falar sobre suicídio. “Sempre me questionam: `Posso perguntar para a pessoa se ela está pensando em se matar?’ Eu respondo: sim, deve. `Mas eu não vou dar ideia para ela?’ Não, ela vai se sentir melhor, porque você captou que não está tudo bem”, esclarece Alexandrina.

Um bom suporte social é um dos melhores meios para evitar que uma vida seja interrompida. “Houve uma fase em que, se eu tivesse uma única pessoa pra me dar um abraço gigante e dizer que eu ia sair dessa, não estaria tão mal hoje”, conta Bianca. “Sabe aquele desabafo que um santo qualquer te deixa fazer sem te questionar, colocar Deus no meio ou te criticar? Isso ajuda. O resto, no meio de uma crise, não”, diz Juliana.

É com essa finalidade, inclusive, que existe o Centro de Valorização da Vida (CVV), grupo de voluntários que oferece atendimento gratuito e 24 horas pela internet e por telefone – a organização tem até uma parceria com o Facebook para auxiliar usuários com suspeita de comportamento suicida. “Funcionamos como um pronto-socorro emocional. A pessoa que nos procura está pedindo ajuda. Falar traz alívio. E nem sempre as pessoas conseguem se abrir com a família e os amigos”, explica Carlos Correia, engenheiro e voluntário há 25 anos.



Iniciativas como essa nos fazem pensar também em estratégias de prevenção em massa e políticas públicas. Ainda estamos distantes do ideal, mas já existem diretrizes para nos servir de guia. De acordo com uma análise da Universidade Dartmouth, nos Estados Unidos, as medidas de proteção listadas pela OMS são o modelo mais eficiente e chegariam a diminuir a iminência de um suicídio em 95% – você confere algumas das principais à sua esquerda. O fato é que, com envolvimento e o olhar atento de todos, o que parece um túnel escuro e sem saída pode se tornar um caminho longo e iluminado. “Pelo menos de certa forma alguém se importa. Obrigado pela atenção e por se importar”, agradece Felipe no final da entrevista.

*os nomes de alguns entrevistados da reportagem foram encurtados ou alterados
Problema global



Apesar de o índice mundial de suicídios ter diminuído 9% entre 2000 e 2012, o cenário varia bastante para cada região. Em alguns lugares da África, por exemplo, houve um aumento de 38%, enquanto na Austrália e na Nova Zelândia registrou-se uma queda de 47%. De acordo com as diretrizes da OMS, aperfeiçoar a captação e a qualidade dos dados sobre o problema é crucial para traçar as medidas preventivas.
A cada 40 segundos uma pessoa se suicida no planeta.
E a cada 3 segundos um indivíduo tenta se matar.
94% das pessoas com comportamento suicida têm um distúrbio psiquiátrico.
90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos.
Suicídio já é a 10ª principal causa de morte nos EUA
1,5 milhão é a projeção mundial de mortes por suicídio para 2020
O Brasil é a 8ª nação no mundo em número absoluto de casos
O impacto da faixa etária



Embora o comportamento suicida se assemelhe em todas as idades, os motivos que levam alguém a se matar podem variar de acordo com a fase da vida. Veja ao lado as particularidades de cada período.

Adolescentes

“O bullying é considerado um dos principais motivos de suicídio na fase infanto-juvenil”, aponta Adriano Schlösser. Em um período de mudanças e de busca por identidade, a pressão social pode abalar o bem-estar. Nessa fase, para cada 200 tentativas, uma vida chega a ser interrompida.

Adultos

Os homens cometem até três vezes mais suicídio que as mulheres na faixa dos 35 aos 54 anos. Segundo o psicólogo Gabriel Fernandes, o papel social da masculinidade influi nesse cenário. Além disso, problemas financeiros ou conjugais também teriam um peso maior.

Idosos

Pessoas acima dos 65 anos dão menos sinais de comportamento suicida, porém escolhem meios mais letais. A proporção é de quatro tentativas para cada morte. “Aposentadoria, perda de funcionalidade física e solidão estão presentes nesse contexto”, expõe alguns fatores Schlösser.
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MENTE SAUDÁVELS Solidão pode matar tanto quanto a obesidade
MENTE SAUDÁVELO suicídio nas redes

Os sinais de risco
Isolamento
Falta de prazer nas atividades cotidianas
Doação exagerada de pertences
Preparação de despedidas
Mudanças no padrão de sono
Perda de apetite ou outros hábitos inusuais na alimentação
Manifestações verbais como: “eu vou me matar”, “eu não aguento mais”, “tudo vai ser melhor depois que eu for embora”, “sou um fardo para todos” ou “você não vai mais precisar se preocupar comigo”



Saiba mais sobre como funciona o combate ao suicídio. Continue a leitura.

Um nome bastante apropriado para uma campanha nobre que visa a conscientização da população sobre o suicídio.

A campanha de prevenção ao suicídio, incentivada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de iniciativa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), tem como objetivo desmistificar o tema e incentivar a conversa sobre o assunto pois compreende que falar sobre o tema ainda é a melhor solução, o caminho fundamental para evitar tragédias e diminuir os índices.

Segundo dados de 2012 da OMS, no mundo, 800 mil pessoas cometem suicídio ao ano. O número de tentativas é ainda mais assustador: para cada caso de óbito, 20 outras tentativas são registradas.

O Brasil é o 8º país na lista de casos: foram 11.821 casos registrados em 2012. Na faixa etária entre 15 a 29 anos, é a segunda causa de morte, ficando apenas atrás de acidentes de trânsito.

Números preocupantes que podem ser diminuídos com campanhas de prevenção e conversas sobre o assunto. A meta até 2020 é conseguir diminuir em 10% o índice de casos.
Matar a dor e não tirar a vida

Pessoas que têm esse desejo, na verdade têm sede de viver, mas dificuldades em enfrentar seus problemas.

Querem acabar com o problema, e não com a própria vida, mas não encontram solução para isso, caem no erro.

As pessoas que sofrem dessa angústia precisam aprender a usar o desejo de viver para superar essa dor, e desenvolver meios de enfrentar seus próprios medos, suas dificuldades, os desafios, afinal, todo ser humano é falível e passível de crises.
Solução, SIM!

De fato, lidar com essa questão não é simples. O assunto é um grande tabu para muitos, temido em vários ambientes, desde escolas, família, trabalho e além disso, grande parte das pessoas que vivem esse problema mergulham no isolamento e com isso turbinam a sua dor.

Em muitos casos, os sinais são silenciosos e, por isso, a atuação da família ou mesmo de um profissional, é mais difícil.

Falar sobre a dor, o conflito que essa pessoa está vivenciando é o primeiro passo para conseguir tratamento adequado.

Chorar, desabafar, expor seus sentimentos contribui para nutrir a coragem de viver, além disso, expor as questões que o afligem alivia a tensão e dá subsídio para a ajuda.

Não deveríamos, em hipótese alguma, ter vergonha das nossas dificuldades, dos nossos medos, pois nenhum de nós atingimos a perfeição.
Como prevenir o suicídio




Talvez você não saiba, mas é um vencedor! Sim, somos todos vencedores!

Na corrida pelo direito à vida, nós subimos ao pódio. Entre milhares de outros, nós, com muita garra e força de vontade, lutamos contra tudo e todos e conseguimos conquistar a vitória.

Sem saber nadar, mergulhamos em um mar desconhecido e chegamos no nosso destino.

Seria mais fácil enfrentar um leão faminto, mesmo assim, não desistimos e lutamos até o fim, até conseguirmos atingir nosso objetivo, não perdemos aforça de vontade, a paciência, a esperança, acreditávamos que aquele era nosso único sonho e nos agarramos a ele e o realizamos.

Chegamos a vida, e aqui estamos, todos nós! Essa é a nossa história, nós que hoje temos um corpo, nossos órgãos, passamos por uma saga para conquistar essa vitória, éramos apenas um espermatozoide, único em meio a outros que lutaram tanto quanto nós, mas não conseguiram, porque nós conseguimos.


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Somente alguém com uma força descomunal poderia vencer essa corrida, e nós vencemos!

Deixar essa conquista se perder, certamente não é a melhor opção. Todos nós precisamos aprender a desenvolver habilidades sócio-
emocionais para conseguir lidar de forma saudável com nossas perdas e frustrações.

É importante buscarmos o autoconhecimento, a compreender quem somos, quais são nossos medos, nossas angústias, mas principalmente quais são nossas alegrias, o que nos deixam felizes e as habilidades que se destacam em nosso ser.

Quando nos conhecemos, fica mais fácil de enfrentar o que nos aflige e assim, nos faz conquistar a autoconfiança.

Acreditar em si é um grande passo para conquistar a coragem de viver e retomar o fôlego da vida.

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Ter autoconfiança é acreditar em seu potencial, na capacidade de conquistar e superar que tem, que por vezes está escondida, mas que deve ser despertada e ser parte do nosso cotidiano.
O grande potencial em você

Ao desenvolvermos o autoconhecimento e a autoconfiança nossa autoestima é nutrida. É fundamental reconhecer que somos únicos, especiais, perfeitos e belos, isso nos carrega de alegria e permite que nossa coragem de viver dê um drible nos estímulos estressantes, ou seja, em tudo aquilo que nos tira a paz.

Estimular a autoestima contribui para pensarmos de forma clara e leve e desenvolver um olhar multifocal sobre nossas angústias, nossa desesperança.


Quando fortalecemos o nosso ser, o nutrimos com nossa autoestima e o protegemos com nossa autoconfiança, conseguimos desenvolver a resiliência, a capacidade de lidar com nossas contrariedades, de nos renovarmos mesmo sofrendo frustrações e nos erguermos após nossas quedas.

A resiliência é o poder de ser forte diante dos percalços da vida, frente às desesperanças e mesmo assim continuar a caminhada.
Sonhe

Sonhos nos motivam a acordar, a superar nossos desafios, nos encorajam a lutar e nos inspiram a criar.

Qual o seu sonho? O que você quer conquistar?


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Mas, se o sonho não existe, como devemos fazer? Procure em si o que te causa prazer, satisfação.

Todos nós conseguimos sentir prazer em alguma prática, seja um esporte, uma leitura, um cinema, conversar com as pessoas, andar pelo parque, fazer ou comer uma deliciosa comida, então busque realizar essa atividade que faz sentir-se bem e a partir dela, tente desenvolver o seu sonho.


Os sonhos aliviam as dores, trazem esperança, renovam as forças após a derrota e alimentam a esperança nos momentos de perda.

Sonhos são capazes de transformar a inteligência e plantá-la em solo fértil. Os sonhos nos motivam a acordar, a lutar pelo que queremos e nos leva a conquistar.

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Portanto, sonhe e não apenas cultive-os, mas realize-os, vá atrás daquilo que faz você sentir-se bem além de diminuir os efeitos do medo, eles trarão felicidade, garra e prazer em viver.

A FÉ EM JESUS CRISTO.

A fé em Jesus Cristo

A fé em Jesus Cristo



Muita gente diz que tem fé. E muita fé. Outros dizem que não a tem. Nem um pouco. Mas, o que é a fé? Qual o poder que ela tem? Em que situação podemos aplicá-la? Quem pode tê-la? Por que algumas pessoas não têm fé? 


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Por que devemos tê-la?
Qual é sua base?
O que sua falta pode causar?

O que é a fé? "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem" (Hb 11.1). Ter fé é acreditar naquilo que você ainda não viu e não tem. É crer que aquilo que você quer chegará. É acreditar piamente em algo mesmo antes de vê-lo.

Qual o poder que a fé tem? "Disse-lhes ele: Por causa da vossa pouca fé; pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível" (Mt 17.20). Com a fé, nada nos será impossível. A fé tem o poder de tornar tudo possível. A fé remove montanhas! Tudo é possível ao que crer! A fé curou e salvou (Mt 9.2; 9.22; 15.28), fez com que Abel oferecesse um sacrifício melhor que o de Caim (Hb 11.4), Enoque foi trasladado e não viu a morte (11.5), Noé foi avisado do dilúvio (11.7), Abraão peregrinou sem saber para onde ia (11.8), Sara concebeu um filho já velha (11.11), Abraão ofereceu seu filho a Deus (11.17), Isaque abençoou Jacó e Esaú (11.20), etc. (para ver mais leia Hebreus 11). E o que a falta de fé pode causar veremos a seguir. 


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O que a falta da fé pode causar? Pânico e tempestade (Mt 8.26), causou fome (Mt 16.8), etc. e sem ela é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Ou seja, a falta de fé deixa o homem em pânico, traz cada vez mais problemas e dificuldades, afasta o homem das soluções destes problemas e de Deus. "Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam" (Hb 11.6).

Em que situação podemos aplicar a fé? Em todas! Em tudo, tenha fé. Desde coisas aparentemente banais até os grandes problemas da vida.

Seja na vida sentimental, profissional, escolar, social, espiritual, emocional, pessoal, ministerial, psicológica, física ou qualquer outra. Mas, em algumas situações, é até pecado usar a fé, por exemplo: Matar alguém e ter fé em Deus que o juiz irá absorvê-lo. Isto é ridículo! E uma outra observação importante é que devemos sempre estar direcionados por Deus, pedindo Sua orientação e permissão. Verificando se é de Sua vontade. Pedindo a Ele para que sua fé tenha efeito. E use a fé ciente que o poder que ela causa vem de Deus e é Ele quem deve ser glorificado pelo resultado.


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Quem pode ter a fé? Qualquer um! Mas, com uma condição: Para ter fé, é preciso ter fé. Para tê-la, é preciso ter e acabou. Se duvidar, já não está tendo mais fé! Para crer em Deus, não basta ver provas como a criação, os sinais do apocalipse, o derramamento do Espírito Santo, curas, milagres, salvação, libertação, batismo no Espírito Santo, profecia, línguas estranhas, etc. Mas é preciso senti-Lo. E, para isso, você já deve buscá-Lo com fé que Ele existe e que você irá senti-Lo. Se um ímpio tem abundante e plena fé em algo que não está relacionado a Deus e não é de Sua vontade, isto não vai acontecer. Mas, se um ímpio tem fé em algo que está na vontade de Deus, mesmo sem ele saber, isso vai acontecer, não simplesmente por sua fé, mas porque é isso que Deus quer. E para tudo Deus tem um propósito. 


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Por que algumas pessoas não têm fé? Porque não querem tê-la. Não adianta falar: "Quero ver se eu vou ter fé...!". Assim, essa pessoa não terá mesmo. Como já disse, é preciso buscar a fé com fé. Então, antes de tudo, é preciso crer em Deus e, aí, buscar confiante a fé nEle pra tudo na vida. Algumas pessoas não têm porque procuram uma razão lógica para tudo o que existe. Mas a maior prova que Deus existe é a sua fé na existência dEle. E a maior prova da fé é você já buscá-la com confiança.

Por que devemos ter fé? Para vermos o impossível de Deus em nossas vidas. Sem fé não recebemos nada. Mas, com fé, nós vencemos o impossível. Devemos ter fé para agradar a Deus, para nos diferenciarmos do mundo, para fazermos a diferença e para termos a fé fortalecida. Isso mesmo! Quando têm-se mais fé, a que já tinha antes é fortalecida. Mas, isso é óbvio! Que tenhamos cada vez mais fé! E como a temos? Biblicamente, crendo, buscando e glorificando a Deus.

Qual é a base da fé? Em Deus! Antes de termos fé em qualquer coisa é preciso ter fé em Deus, porque dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas. Quando temos nEle, é mais fácil ter em outras coisas. Justamente porque, repito: DEle, por Ele e para Ele são todas as coisas. E também porque Ele fortalece a nossa fé automaticamente e também através das provações. 


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A fé depende de você buscá-la. Tendo-a, Deus fortalece-a. Ela deve fluir do coração. Não devemos crer em uma coisa simplesmente porque achamos uma explicação óbvia para ela, mas, porque sentimos e cremos piamente, do coração, nela. Esta é a base da fé. 


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Que nós possamos, cada vez mais, compreender perfeitamente o que é a fé e, assim, tê-la, sermos fortes com ela, aplicá-la corretamente e transmiti-la aos incrédulos. Porque a fé remove montanhas!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

GRANDE RISCO...Como seria se todos os satélites do mundo deixassem de funcionar?


Como seria se todos os satélites do mundo deixassem de funcionar?



Muita gente gostaria de ficar por um período longe dos meios de comunicação, além de poder tirar férias daquele celular que não para de tocar. Quando tudo isso é planejado, a “desintoxicação” pode ser bastante produtiva. Mas e se essa “vida offline” acabasse sendo repentinamente forçada, com uma pane generalizada em todos os satélites de comunicação do mundo?

As ameaças são reais. Tempestades solares, colisão com lixo espacial e meteoros ou até mesmo um ataque cibernético poderiam tirar satélites de operação. E de acordo com a BBC Future, esse tipo de cenário cria imagens em nossas mentes que, a princípio, até parecem românticas: pessoas longe das telas, curtindo um dia ensolarado. Mas somos bem mais dependentes dos satélites que orbitam nosso planeta do que imaginamos.



Uma manhã sem satélites
De acordo com o artigo de Richard Hollingham, a manhã do primeiro dia sem satélites de comunicação seria tranquila. Aviões não cairiam e a infraestrutura das cidades, como iluminação e fornecimento de água, não seria prejudicada.
Algumas pessoas sentiriam falta da televisão, mas assumiriam que esse é um problema temporário. As emissoras de rádio não poderiam contar com correspondentes internacionais, mas ninguém entraria em pânico por causa disso. Porém, isso já causaria situações de riscos imediatos em outras áreas do planeta.

Em algum lugar dos Estados Unidos, por exemplo, um grupo de soldados poderia perder completamente a comunicação com um drone que estivesse sobrevoando uma área sob vigilância. A situação seria ainda pior se esse avião não tripulado estivesse armado com mísseis ou bombas.



Como se não bastasse, aeronaves e navios militares ficariam sem comunicação com seus comandantes e completamente vulneráveis a ataques. Os líderes mundiais sofreriam para se comunicar e tentar acalmar a situação.



Fonte da imagem: Reprodução/Aviantion News

Com o passar do tempo, milhares de pessoas se sentiriam isoladas do resto do mundo: trabalhadores que atuam em lugares remotos, cargueiros no meio do oceano, aviões comerciais que não conseguem se comunicar com as torres etc.
Sem GPS, o caos

Outra perda grande seria o Sistema de Posicionamento Global (GPS), que hoje auxilia empresas a entregar encomendas mais rapidamente, assim como ajuda equipes de emergência a chegar a qualquer viela escondida para salvar vidas.

E o GPS não serve apenas para isso. Ele também é peça fundamental para as operações que se baseiam em horários, como transações financeiras e até mesmo a comunicação por redes de computadores como a internet. Com uma confusão de horário entre as máquinas, toda a comunicação estaria prejudicada, incluindo serviços de backup ou na nuvem.
Tarde cheia de complicações



Mais para o fim da tarde, haveria os primeiros cortes de energia, visto que sem comunicação o serviço de energia elétrica não conseguiria equilibrar o fornecimento por igual, disponibilizando mais carga para as áreas com mais demanda, por exemplo. Cidades com fornecimento de água computadorizado também teriam problemas, e os engenheiros teriam que voltar a controlá-lo manualmente.

Semáforos ficariam constantemente no vermelho, tornando todo o trânsito e meios de transporte bastante lentos. Os celulares finalmente entrariam em colapso e as companhias aéreas seriam forçadas a cancelar suas atividades, para não colocar em risco a vida dos passageiros.

Outro serviço que ficaria indisponível é o de previsão do tempo, que afetaria até mesmo a agronomia e o transporte de alimentos.
A noite anunciaria o fim do caos?

Depois de perdermos comunicação, transporte, energia elétrica, sistemas de computadores e de o mundo paralisar transações financeiras e negócios, governos teriam que implementar medidas de emergência para manter a ordem pública.

Caso a ausência de satélites continuasse, a população teria que enfrentar novos desafios diariamente. Até mesmo o resgate de pessoas em desastres ficaria mais difícil, visto que não seria possível gerar imagens da região com tanta facilidade.



Mas é claro que todo o cenário descrito aqui só aconteceria se todos os satélites falhassem ao mesmo tempo, o que é muito improvável de acontecer. É mais esperado que falhas desse tipo afetem apenas parte dos equipamentos em órbita. Mas uma coisa é certa: estamos cada vez mais dependentes desse tipo de tecnologia, a ponto de o mundo mudar drasticamente sem ela.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Esta impressora 3D imprimiu um cimento resistente a terremotos. Confira





Tecnologia
Esta impressora 3D imprimiu um cimento resistente a terremotos. Confira
© Narongsak Nagadhana/Shutterstock

Escrito por Will Webster4d atrás
Nós conversamos com a equipe de pesquisa da Universidade de Purdue, nos EUA, que combinou uma inspiração da Natureza e a impressão 3D para dar novos comportamentos ao cimento
Os terremotos são dos desastres naturais mais destrutivos que existem, mas o seu maior perigo não é o tremer em si, mas sim o colapso das estruturas que nós, seres humanos, construímos.
Há séculos que os humanos têm procurado construir edifícios, pontes e estradas mais fortes e rígidas na esperança que se tornem melhores naquilo para que foram construídas. Nesse aspecto, é possível dizer que obtivemos bastante sucesso. Porém, quando a terra começa a tremer, essa rigidez se torna um grande problema.
A incapacidade de resolver este problema não se deve à falta de tentativas. Engenheiros há muito tempo tentam desenvolver estruturas capazes de absorver a energia de um terremoto e permanecer em pé. Contudo, estas soluções requerem uma grande mudança na maneira como abordamos o design e a arquitetura. Mas, e se tivesse uma maneira de resolver a questão dos terremotos sem ter que mudar a abordagem e, ao mesmo tempo, dando um passo à frente em termos de inovação?



Um carro feito em impressora 3D
Parece coisa de filme, mas é verdade! Uma empresa do Arizona vai colocar esse carro na rua em 2017


Pesquisadores da Universidade de Purdue, no estado de Indiana, nos Estados Unidos, desenvolveram uma série de estruturas impressas em 3D com pasta de cimento que não só consegue aguentar a tensão como fica mais forte no processo. Nós conversamos com a equipe para descobrir como funciona melhor esta descoberta:

Controlando a forma como o dano se espalha
Ninguém ainda consegue compreender como um edifício colapsa durante um terremoto, mas se sabe que começa num só ponto de fraqueza. A equipe de Purdue decidiu transformar esse ponto único em vários, criando também um caminho predefinido para a fenda seguir. No fundo, se controla a forma como o dano se espalha.



A arquitetura helicoidal pode solidificar vigas, colunas e pavimentos
© PURDUE CONCRETE 3D PRINTING TEAM
“Dependendo da arquitetura e geometria, a fenda vai encontrar um obstáculo e iniciar a nucleação e crescimento de outras fendas, espalhando a distribuição de dano e atrasando o desenvolvimento do dano localizado, o qual leva a uma falha catastrófica do material”, diz Pablo Zavattieri, membro da equipe de investigação.
Ao substituir a formação de uma só fenda com múltiplas fendas distribuídas em interfaces fracas, a equipe conseguiu melhorar a dureza da pasta de cimento sem sacrificar sua força. E conseguiram fazê-lo com diferentes designs impressos em 3D, conhecidos como arquiteturas.
Cada arquitetura foi criada com o grande objetivo de oferecer maior resistência às estruturas. Como nenhuma delas se comportam de forma igual, as arquiteturas foram desenvolvidas para casos diferentes. Por exemplo, a arquitetura helicoidal usa interfaces fracas para tornar o material mais resistente às fendas. Depois, existe uma arquitetura cuja estrutura funciona como uma mola ao mesmo tempo que mantém toda a sua força. Veja abaixo:

“Estas arquiteturas podem ser incorporadas em estruturas sob vibração e usá-la para gerar energia quando juntas com um aparelho piezoelétrico”, explica o investigador Reza Moini. “A arquitetura helicoidal, por sua vez, pode ser incorporada no design de elementos estruturais, como vigas e colunas de um edifício ou pavimentos de concreto, oferecendo maior dureza e longevidade.”

Encontrando inspiração em milhões de anos de evolução
A abordagem da equipe da Purdue é inovadora, sem dúvida, mas não inteiramente original (no mundo natural, pelo menos). As cascas dos artrópodes, como lagostas e escaravelhos, possuem uma arquitetura helicoidal para ganhar tolerância às rachaduras. É a partir destas maravilhas do mundo natural que a equipe de investigação da Purdue se inspira.
“A nossa equipe foi inspirada por uma variedade de arquiteturas encontradas em materiais naturais”, diz Zavattieri. “Mas, mais importante do que imitar o design geométrico da natureza, é sermos capazes de desencadear os mecanismos de mitigação de danos certos. Apesar de as nossas arquiteturas impressas não terem a mesma escala daquelas observadas na natureza, somos capazes de reproduzir os mesmos mecanismos.”
Conhecida como biomimética, este estudo das estruturas naturais é uma tendência cada vez maior na ciência e design. Afinal, temos muito o que aprender com milhões de anos de evolução. Neste projeto em particular, a importância de observação da natureza é clara como água. Será que o pessoal da Purdue tem outros planos dentro da biomimética?
“Existem muitos designs na natureza com os quais podemos aprender para o desenho e fabricação de materiais feitos pelo Homem”, afirma Moini. “Gostaríamos de explorar outras arquiteturas, como a estilo parede de tijolo que se encontra na madrepérola, microestruturas às barras encontradas em dentes, estruturas estilo espuma encontradas em ossos e estruturas leves como os bicos de tucano e pica-pau.”


Investigadores: Jan Olek, Jeffrey Youngblood, Reza Moini e Pablo Zavattieri
© PURDUE CONCRETE 3D PRINTING TEAM

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Ampliar esta tecnologia traz desafios
Apesar da natureza ser uma fonte infinita de inspiração, a equipe de Purdue está mais focada em desenvolver as suas estruturas impressas em 3D.
O projeto só foi possível graças aos desenvolvimentos na tecnologia de impressão 3D, que oferecem às estruturas características que não teriam sido possíveis através de métodos tradicionais de fundição. Ainda assim, há muito caminho a percorrer. A tecnologia de impressão 3D ainda está em sua infância, principalmente no que diz respeito à criação de materiais para construção e engenharia. E esse não é o único obstáculo no que toca a melhorar essa tecnologia.
“A seleção e desenvolvimento de uma impressora 3D de larga escala que consiga lidar com grandes movimentos e controlar a taxa de depósito do material é de importância crítica”, explica Moini. “Igualmente, compreender as propriedades do material em si e como controlá-lo durante o processo de impressão logo a seguir ao depósito é crucial pois precisamos que ele mantenha a sua forma. Isto se torna mais importante em grande escala, visto que elementos maiores e mais complexos requerem mais acumulação de resistência. Outros desafios estarão relacionados com a combinação de materiais para melhores propriedades mecânicas e a melhoria de funcionalidade destas estruturas."
O caminho até que se seja possível construir casas ao longo de uma falha com estas arquiteturas ainda é longo. Ainda assim, Moini Zavattieri, Jan Olek e Jeffrey Youngblood conseguiram dar comportamentos às estruturas à base de cimento que só se tinham visto no mundo natural. Quais são os próximos passos?
“Estamos olhando para outros tipos de técnicas de processamento de material e arquiteturas que possam melhorar a performance de materiais à base de cimento numa escala maior”, afirma Zavattieri. “A autorregeneração e adaptação térmica serão tópicos do futuro, bem como a investigação na área geral dos materiais multifuncionais.”
Cimento autorregenrativo parece ser algo que aconteceria se o Wolverine se dedicasse à construção. Se possível, será algo incrível de ver no mundo real.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Site elege a Serra do Rio do Rastro como a estrada mais bonita do Brasil.



A Serra do Rio do Rastro mais uma vez é motivo de orgulho dos catarinenses: o site www.lugaresperfeitos.com.br a colocou no topo das estradas mais bonitas do Brasil! Confira o ranking:

1 – Serra do Rio do Rastro – Santa Catarina



Eleita por uma revista espanhola como “a estrada mais espetacular do mundo”, é claro que a Serra do Rio do Rastro seria a nossa primeira colocada. São mais de 208 curvas em meio a uma serra maravilhosa, com cachoeiras, animais silvestres e mata intocada. No alto da serra tem um mirante, e é de lá que podemos ter noção de toda a sua beleza e imponência… mesmo diante dos nossos olhos, chega a ser difícil acreditar que possa existir um lugar tão lindo.


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2 – Rodovia Interoceânica (Estrada do Pacífico) – Acre



Esta estrada maravilhosa faz a ligação da cidade de Rio Branco, no Acre, a Cusco, no Peru. Para percorre-la completamente, são necessários cerca de 15 dias! Incrível, não?
3 – Rota Romântica – Rio Grande do Sul



Essa é uma das minhas preferidas. Situada a 40 quilômetros de Porto Alegre, a Rota Romântica é um roteiro irresistível, onde a cultura alemã e o clima europeu são destaques.
4 – Maceió – Maragogi – Alagoas



Se o seu negócio é dirigir à beira mar, então vai adorar esse trajeto. A viagem pode ser feita com qualquer veículo, e em alguns trechos a estrada chega BEM perto do mar.

5 – Estrada das Hortências – Rio de Janeiro



É claro que o belíssimo estado do Rio de janeiro teria sua representante entre as estradas mais bonitas do Brasil. Ligando os municípios de Teresópolis e Petrópolis, a estrada das Hortências não pode faltar em seu roteiro.