sábado, 19 de janeiro de 2019

O MITO, Johnny Alf. UM ÍCONE DO NOSSO MPB POUCO FALADO.

Colaboração do amigo!




Zé Luiz Mazziotti
Teacher na empresa EMESP Tom Jobim
Músico.

17 de janeiro às 22:27


ATENÇÃO
Esse texto não é meu !!!
Prometo achar o autor e divulgar !!!
Sorry




Só para constar:
No ano de 1953, o pianista e cantor da noite Johnny Alf surpreendia os frequentadores das boates Plaza, Clube da Chave e Mandarim de Copacabana, Rio de Janeiro, com o samba “Rapaz de bem”. A música, que ele próprio gravou ao piano em 1956 para o selo Copacabana, lembrava o jazz, mas continha elementos brasileiros, como as síncopes e a reinvenção do tema do malandro. Com essa música, Johnny Alf fundou um estilo que viria a ser conhecido cinco anos depois como bossa nova, a mistura do samba e do jazz. Johny Alf, que morreu de câncer na quinta-feira (4) em São Paulo, com 81 anos incompletos, não foi o precursor da bossa nova, como insistem por aí. Ele foi a base da bossa, a raiz, a pedra fundamental, o que queiram.



A realidade é esta: por uma questão de panelinha, o boêmio negro e pobre Johnny Alf foi excluído da chamada turminha de João Gilberto, Carlos Lyra e Tom Jobim, formada de rapazes e moças realmente de bem, vindos da classe alta carioca. Eles é que tomavam uísque na boate e pagavam para ouvir Alf tocar e cantar. “Rapaz de bem” é a descrição visionária de uma nova geração de malandros chiques, que formaria o gosto pelo jazz no Brasil. Samba e jazz: não há melhor definição para a bossa nova. Era assim que a “turminha” definia suas canções no início do movimento. A música de Alf, influenciada pela harmonia de Debussy e Chopin, inspirou uma geração de músicos. E diferentemente dos que tomaram para si a invenção do samba moderno, Alf jamais escondeu suas fontes. Basta ouvir “Seu Chopin”, que ele lançou em 1964, no LP que levava o nome de seu maior sucesso: Eu e a brisa.



Apesar de tantas canções fundamentais e de ter servido como paradigma da bossa nova, Alf foi esquecido por longos anos, e colocado no escaninho de precursor da genialidade alheia. Lembro-me no início dos anos 90, quando Alf estava banido das casas de espetáculo. Dois amigos meus melômanos me aproximaram dele – e foi uma experiência incrível. A experiência de confabular com um mestre da canção. Ele nos recebeu no seu sobradinho no bairro da Mooca, e lá nos mostrou seus discos favoritos, e tocou suas canções em um modesto piano. Leitor de clássicos, apaixonado pelos grandes compositores,



Alf não se limitava a papos de músico. Morreu novamente esquecido, até porque seu temperamento reservado impedia a aproximação. Mesmo assim, ele concedeu uma entrevista para o programa A Voz Popular, da rádio Cultura. Talvez tenha sido sua derradeira grande entrevista. Até porque Alf era monossilábico e não gostava de falar. Talvez a extrema timidez tenha impedido de que fosse mais venerado. Mas não há dúvida de que foi um gênio fundador.



Sua história é suficientemente clara para demonstrar o que estou dizendo. Ele foi membro fundador do Sinatra-Farney Club, que, no fim dos anos 40, cultuava a canção americana. Mas também era fã de Noel Rosa, como ele criado em Vila Isabel. Quando José Alfredo da Silva nasceu, em 1929, Noel estava começando a carreira. Neste ano comemoramos o centenário de Noel. Vamos lembrar de 2010 como o ano da morte do grande inovador da música popular universal, Alf. Sua obra, suas gravações merecem estar ao lado da de seus contemporâneos, no mesmo nível das de João Gilberto e Tom Jobim.



É o legado de um grande mestre da harmonia e do ritmo. Um gênio que nunca mais vai deixar que esqueçamos dele.


Carreira
Legado de um grande mestre da harmonia e do ritmo. 


Em 1972.
Perdeu o pai, cabo do exército, aos três anos de idade. Sua mãe trabalhava em casa de uma família na Tijuca e o criou sozinha. Seus estudos de piano começaram aos nove anos, com Geni Borges, amiga da família para a qual sua mãe trabalhava.

Após o início na música erudita, começou a se interessar pela música popular, principalmente trilhas sonoras do cinema norte-americano e por compositores como George Gershwin e Cole Porter. Aos 14 anos, formou um conjunto musical com seus amigos de Vila Isabel, que tocavam na praça Sete (atual praça Barão de Drummond). Estudou no Colégio Pedro II. Entrando em contato com o Instituto Brasil-Estados Unidos, foi convidado para participar de um grupo artístico. Uma amiga americana sugeriu o nome de Johnny Alf.

Em 1952, Dick Farney e Nora Ney o contratam como pianista da nova Cantina do César, de propriedade do radialista César de Alencar, iniciando assim sua carreira profissional. Mary Gonçalves, atriz e Rainha do Rádio, estava sendo lançada como cantora, e escolheu três canções de Johnny: Estamos sós, O que é amar e Escuta para fazerem parte do seu longplay Convite ao Romance.

Foi gravado seu primeiro disco em 78 rpm, com a música Falsete de sua autoria, e De cigarro em cigarro (Luís Bonfá). Tocou nas boates Monte Carlo, Mandarim, Clube da Chave, Beco das Garrafas, Drink e Plaza. Duas canções se destacaram neste período: Céu e mar e Rapaz de bem (1953), ambas de melodia e harmonia consideradas revolucionárias, precursoras da bossa nova.

Em 1955 foi para São Paulo, tocando na boate Baiuca e no bar Michel, com os iniciantes Paulinho Nogueira, Sabá e Luís Chaves. Em 1962 voltou ao Rio de Janeiro, se apresentando no Bottle's Bar, junto com o conjunto musical Tamba Trio, Sérgio Mendes, Luís Carlos Vinhas [2] e Sylvia Telles. Apresentava-se no Litlle Club e Top, o conjunto formado por Tião Neto (baixista) e Edison Machado (baterista).

Em 1965 realizou uma turnê pelo interior paulista. Tornou-se professor de música no Conservatório Meireles, de São Paulo. Participou do III Festival da Música Popular Brasileira em 1967, da TV Record - Canal 7, de São Paulo, com a música Eu e a brisa, tendo como intérprete a cantora Márcia (esposa de Silvio Luiz). A música foi desclassificada, porém se tornando um dos maiores sucessos de sua carreira.

Em seus últimos anos de vida Johnny raramente se apresentava, em razão de problemas de saúde. Esteve apenas na abertura das exposições dedicadas aos 50 anos da bossa nova na Oca, em 2008,[3] e, em janeiro de 2009, no Auditório do SESC Vila Mariana, em São Paulo.[4][5] Na mostra sobre os 50 anos da bossa nova, Alf teve um encontro virtual com nomes como Tom Jobim, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald e Stan Getz. O artista tocava piano com as projeções dos colegas, já mortos, para um filme que foi exibido ao longo do evento. Segundo o curador da mostra, Marcello Dantas, Johnny Alf foi "o caso clássico do artista que não teve o reconhecimento a altura de seu talento. Alf foi um gênio e teve participação na história da nossa música".[6]

O compositor não tinha parentes. Vivia em um asilo em Santo André. Seu último show foi em agosto de 2009, no Teatro do Sesi, em São Paulo, ao lado da cantora Alaíde Costa.[7]

Faleceu aos 80 anos no hospital estadual Mário Covas, em Santo André (SP), onde, durante três anos, se tratou de um câncer de próstata. Ele vivia em uma casa de repouso na cidade.[8][9][10]

Segundo o jornalista Ruy Castro, Johnny Alf foi o "verdadeiro pai da Bossa Nova". Tom Jobim, outro dos primeiros artistas da Bossa Nova, admirava Johnny Alf a ponto de apelidá-lo de "Genialf".[11]
Discografia[editar | editar código-fonte]
1952 - Johnny Alf
1952 - Convite ao Romance - Mary Gonçalves
1954 - Johnny Alf (78 rpm)
1955 - Johnny Alf (78 rpm)
1958 - Johnny Alf (78 rpm)
1961 - Rapaz de bem (longplay)
1964 - Diagonal (Lp)
1965 - Johnny Alf - arranjos de José Briamonte
1968 - Johnny Alf e Sexteto Contraponto
1971 - Ele é Johnny Alf
1972 - Johnny Alf - compacto duplo
1974 - Nós
1978 - Desbunde total
1986 - Johnny Alf - Eu e a brisa
1988 - O que é amar
1990 - Olhos Negros - participação Gilberto Gil,Chico Buarque,Caetano Veloso, Roberto Menescal, Leny Andrade, Márcio Montarroyos e outros.
1997 - Johnny Alf e Leandro Braga - Letra e música Noel Rosa
1998 - Cult Alf - Johnny Alf - gravado ao vivo
1999 - As sete palavras de Cristo na Cruz - Dom Pedro Casaldáliga
2001 - Johnny Alf - Eu e a Bossa - 40 anos de Bossa Nova
Participações especiais[editar | editar código-fonte]


1975 - 100 anos de Música Popular Brasileira - Projeto Minerva - série de oito álbuns produzidos e apresentado por Ricardo Cravo Albin, gravados ao vivo na rádio MEC do Rio de Janeiro. Cantando ao lado de Alaíde Costa e Lúcio Alves.
1976 - Trilha sonora da telenovela Anjo Mau, da Rede Globo, com a música O que é amar.
1998 - O show Noel Rosa - Letra e música, lançando um compact disc com o mesmo nome, foi realizado no Sesc Pompeia, em São Paulo. Incluindo a canção Noel, Rosa do Samba, de Paulo César Pinheiro.
2004 - CD Dois Corações, da cantora mineira Fernanda Cunha. No Cd os "dois corações" são Johnny Alf e Sueli Costa, uma das mais importantes compositoras brasileiras, que também faz participação especial com piano e voz.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

GRANDE AVANÇO...USP retira coágulo de artéria no cérebro e devolve movimentos a vítimas de AVC.





Cientistas adjuntos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto desenvolveram uma técnica eficaz na redução de quase a totalidade das sequelas de vítimas do AVC, como a paralisia facial e a perda de movimentos do corpo.

Conhecido popularmente como cateterismo cerebral, o tratamento basicamente desentope artérias obstruídas do cérebro cerca de 24 horas após os primeiros sintomas. Tal método foi aprovado previamente pela Anvisa.

“Com o tratamento endovascular, às vezes, a gente vê respostas dramáticas. Pacientes que ficariam sequelados pelo resto da vida voltam a andar com esse tratamento. Então, é uma alternativa terapêutica muito interessante”, informou o neurologista Octávio Pontes Neto, da USP.



Cateterismo cerebral em vítimas de AVC está sendo realizado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto — Foto: Cláudio Oliveira / EPTV
Octávio diz que o procedimento consiste em “introduzir um microcateter em uma artéria na perna do paciente que avança até a área entupida do cérebro”; neste local, há um coágulo que impede a circulação sanguínea. O microcateter aspira e remove o coágulo com um dispositivo chamado stent, um desobstruidor de vasos.
De acordo com o pesquisador, a técnica é bastante eficiente e pode remover até 80% dos vasos sanguíneos comprometidos, sendo mais eficaz que o atual tratamento convencional, com medicação receitada que dissolve os coágulos formados no cérebro, causadores do AVC.

No entanto, o quão eficiente será o tratamento depende da gravidade da lesão e do tempo em que ocorreu. Octávio explica que quando um AVC ocorre, os neurônios sofrem com a falta de oxigênio e morrem a uma taxa de 1,9 milhão por minuto (um cérebro saudável têm 100 bilhões de neurônios).


Microcateter é introduzido na artéria cerebral para retirada de coágulo — Foto: Reprodução

“É como se fosse uma fogueira queimando um canavial e a gente tem que correr, como um bombeiro, tentando apagar o incêndio, tentando abrir a artéria o mais rápido possível para restaurar o fluxo sanguíneo para o cérebro”, diz.

O sucesso do procedimento depende ainda de um fluxo colateral constante, isto é, que outras artérias estejam levando sangue à área do cérebro afetada pelo Acidente Vascular Cerebral. Por fim, é necessário que o infarto tenha sido identificado em seu estágio inicial.


Pesquisadores da USP usam técnica de cateterismo cerebral para reduzir sequelas em vítimas de AVC — Foto: Cláudio Oliveira / EPTV

“Não é qualquer paciente com AVC isquêmico, mas aquele que tem oclusão de uma grande artéria do cérebro, em que a gente não consegue desentupir só com remédio na veia. Então, muitas vezes, além de receber o remédio, vai ser submetido a esse cateterismo”, conclui.

[Nota da Redação]

Entramos em contato com a faculdade, e estamos esperando retorno sobre como as pessoas podem procurar o tratamento.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

UMA GRANDE APOSTA. No futuro só existirão solteiros e bem casados.





Li esses dias algumas palavras sábias e certeiras do querido psiquiatra Flavio Gikovate a respeito do futuro dos relacionamentos não só no Brasil, mas no mundo todo. Farei uma breve reflexão a partir delas. Confira!

Numa relação respeitosa não há lugar para as “brigas normais dos casais”. Amor é paz, aconchego e companheirismo. Do contrário, é melhor ficar sozinho. A qualidade de vida dos solteiros está cada vez melhor, de modo que se transforma automaticamente numa “nota de corte” para os relacionamentos: tudo o que for pior do que viver só irá desaparecer. No futuro só existirão solteiros e bem casados!

Flavio Gikovate

Deixo claro que ele tinha essa noção para um futuro bem, bem distante. Provavelmente nem eu nem você que me lê agora veremos essa realidade na grande massa da população. No entanto, é um fato estarmos caminhando lentamente nessa direção.

O Gikovate não cansava de repetir que as pessoas confundem amor com paixão. É a paixão que leva aos enormes desequilíbrios que vemos nos relacionamentos. O amor verdadeiro é para poucos, e para que ele seja alcançado é preciso mergulhar no autoconhecimento, a partir da máxima do mestre Jesus Cristo: “Amai ao próximo como a ti mesmo”. Enfim! Tudo começa pelo amor próprio. Sem ele é impossível amar outra pessoa…

Eu adoro conhecer as palavras na sua origem, isso me ajuda a explicar com mais contundência esses conceitos tão importantes. Veja só! Amor é paz e paz significa “um estado de calma, de tranquilidade”. Por sua vez calma significa literalmente “com alma”, ou seja, o amor é para as pessoas que vivem conectadas com suas almas. Não é interessante?

Amor é aconchego, que é sinônimo de amparar, abrigar, confortar. Se você observar bem tais palavras, vai perceber que todas se tratam de um compartilhamento, ou seja, dividir um pouco de si com o outro (partilhar junto). Confortar é juntar as suas forças com a da pessoa que você ama. Isso é fabuloso!

Por fim. Amor é companheirismo, ou seja, é você dividir o pão com quem ama. É você ser desprendido, generoso, atencioso, prestativo etc. etc.

Percebe o quanto o amor é multifacetado? É por essas e outras que jamais o tema do amor será esgotado. Sempre tem algo a mais a se falar sobre ele.

Se não existe isso em um relacionamento, não é amor de verdade. Está mais para paixão, que esfria e com o esfriamento pode-se por tudo a perder.

É preferível estar sozinho a estar com alguém que não nos respeita e não nutre por nós essas virtudes que foram enumeradas.

A metáfora da “nota de corte” é simplesmente genial . Ela é usada nos vestibulares para elencar os alunos aprovados nos cursos superiores ou nos concursos para facilitar até no processo de refinamento de candidatos. Os cursos com maior prestígio e concorrência são os que têm maior nota de corte, e como fazer para entrar neles? Estudar, e estudar muito, todos os dias, com dedicação e persistência.

Por que seria diferente com relação ao amor? O amor se estuda sabia disso? Esse texto mesmo é um estudo meio simplificado sobre o amor! Se você continua até aqui a leitura, meus parabéns! Mostra que você de fato se interessa por esse tema universal.

Os que mais estudam a si mesmos são os que mais desenvolvem o amor próprio, e consequentemente o amor pelas outras pessoas. Quem se conhece melhor sabe bem qual é a melhor companhia, o si mesmo, ou o self, na linguagem do brilhante terapeuta Carl Jung. Esse amor próprio faz elevar essa ‘nota de corte’. Ela não é algo racional, algo numérico, tipo “minha nota é um 8,0”. Não é isso! Ela é algo interno, e se percebe pela vibração, pela energia que a pessoa emana.

Uma pessoa com grande amor próprio é segura de si, é calma, não se compara com as outras, não se incomoda com críticas, não se vangloria com elogios, não se vitimiza etc. Quem se aproxima delas sente isso muito facilmente. Essa é a ‘nota de corte’ que o Gikovate fala.

Essas pessoas só se relacionam de forma mais íntima com as pessoas afins. E aproveito pra estender a reflexão até para o nível das amizades. Estamos sempre entre as pessoas afins conosco e que vibram na mesma frequência. As pessoas com forte amor próprio só querem estar perto daquelas que também se amem da mesma forma e que juntas compartilhem experiências de forma que ambas cresçam nesse convívio! Se não for assim elas “pedem pra sair”, como se diz popularmente!


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Essas palavras do Gikovate representam o futuro, este futuro que estou jogando uma pequena semente agora e que certamente vai germinar no coração de pelo menos uma parte dos leitores. No futuro, só se casarão as pessoas que queiram transbordar paz, aconchego e companheirismo.

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 As demais estarão solteiras e felizes, muito felizes…