quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

AOS 40 AS MULHERES se sentem mais inteiras, mais seguras e exalam sabedoria.

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Aos 40 anos as mulheres se sentem mais inteiras, mais seguras, exalam uma sabedoria que vai além do que se pode e do que não se pode fazer. Elas cantam, dançam, se divertem, com uma pitada de responsabilidade, mas com muita sensualidade. Se enchem de entusiasmo e se sentem livres para fazerem escolhas que antes, não se sentiam suficientemente maduras para apostarem. Porque entendem que a feminilidade não está simplesmente onde se pode ver, mas sim, nas emoções e memórias que carregam no coração.


AS MULHERES DE 40 LIDAM COM A SEXUALIDADE DE UMA MANEIRA SINGULAR.

Não se importam tanto com o corpo, e com a performance, elas estão mais interessadas na intimidade, naquilo que pode preencher espaços aparentemente vazios, mas que na verdade, já estão completos pelo amor próprio que adquiriram no decorrer do tempo.

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Sim, aquelas que chegaram aos 40 são mulheres diferentes. Mulheres que não agem de maneira descontrola, nem tanto por impulso, elas agora se dão o direito de aproveitar mais a vida, de estender um bom papo impondo intenções afetivas, ou apenas para satisfazer um desejo, sem culpa, sem expectativas irracionais, sem amor de mentira. Elas são o que são, e se sentem empoderadas, e foram descritas de forma genial pelo poeta e escritor Fabrício Carpinejar nesse texto de 2014, publicado pela IstoÉ, e que eu disponibilizarei aqui para vocês, que estão nessa fase incrível, que é ter mais de 40.

Leiam o texto na íntegra, tenho certeza que concordarão comigo que essa é uma das melhores leituras sobre o que acontece com uma mulher de 40.

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“A mulher de 40 não diminui o ritmo da intimidade. Pode ler um livro com a intensidade de um momento íntimo. Pode assistir um filme e conversar com a mesma intensidade. Ela não tem um momento para a sensualidade, a sensualidade é todo momento. Tomar o café da manhã não é apenas um desjejum, tem a sua identidade, o seu ritual, um refinamento da história de seus sabores. Tomar o café da manhã com uma mulher de 40 anos é participar de sua memória, de suas escolhas.

Ela não precisa mais provar nada. Já sofreu separações, e tem consciência de que suporta o sofrimento. Já superou dissidências familiares, e tem consciência de que a oposição é provisória. Já recebeu fora, deu fora, entende que o amor é pontualidade e que não deve decidir pelo outro ou amar pelos dois.


A MULHER DE 40 ANOS, CANSADA DAS APARÊNCIAS, COMETERÁ EXCESSOS PERFEITOS.

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É mais louca do que a loucura porque não se recrimina de véspera. É ainda mais sábia do que a sabedoria porque não guarda culpa para o dia seguinte. A beleza se torna também um estado de espírito, um brilho nos olhos, o temperamento. A beleza é resultado da elegância das ideias, não somente do corpo e dos traços físicos. Encontrou a suavidade dentro da serenidade. A suavidade que é segurança apaixonada, confiança curiosa.

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O riso não é mais bobo, mas atento e misterioso, demonstrando a glória de estar inteira para acolher a alegria improvisada, longe da idealização, dentro das possibilidades. Não existe roteiro a ser cumprido, mapa de intenções e requisitos.Há a leveza de não explicar mais a vida. A leveza de perguntar para se descobrir diferente, em vez de questionar para confirmar expectativas. Ser tia ou mãe, ser solteira ou casada, não cria angústia. Os papéis sociais foram queimados com os rascunhos.

A mulher de 40 é a felicidade de não ter sido. É a felicidade daquilo que deixou para trás, daquilo que negou, daquilo que viu que era dispensável, daquilo que percebeu que não trazia esperança. Seu charme vai decorrer mais da sensibilidade do que de suas roupas. O que ilumina sua pele é o amor a si, sua educação, sua expressividade ao falar.

A BELEZA ESTÁ ACRESCIDA DE CARÁCTER, DO DESTEMOR QUE ENFRENTA OS PROBLEMAS, DA FACILIDADE QUE SAI DA CRISE. A BELEZA É VAIDOSA DA LINGUAGEM, DO BOM HUMOR. A BELEZA É VAIDOSA DA INTELIGÊNCIA, DA GENTILEZA. DEPOIS DOS 40 ANOS NÃO HÁ DEPOIS, É TUDO AGORA“.

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*Texto de Fabrício Carpinejar – Publicado na Revista Isto É Gente – Março de 2014 p. 50 – Ano 14 Número 706

A beleza da mulher de 40 é o seu diferencial, carrega nas linhas e expressões bem mais do que uma jovialidade vazia, porque ela se sente mais completa, mesmo acreditando que ainda precisa conquistar e aprender muita coisa, sabe que, já tem dentro de si, uma bagagem valiosa, que não se pode medir, não se pode tocar, mas se pode sentir.

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E você, como se sente com 40 anos, nós queremos saber!

Por: Iara Fonseca

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

10 CÃES QUE NÃO PERCEBEM O QUANTO SÃO GRANDES.



10 cães que não percebem o quanto são grandes...

Já repararam que tem cachorro que não tem muita noção do seu próprio tamanho e do espaço que eles ocupam? Ta aí uma compilação interessante dessa “espécie” de animal:































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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

ZYGMUNT BAUMAN: VIVEMOS TEMPOS LÍQUIDOS. NADA É PARA DURAR.


Texto de GISELI BETSY

Estamos cada vez mais aparelhados com iPhones, tablets, notebooks, etc. Tudo para disfarçar o antigo medo da solidão. O contato via rede social tomou o lugar de boa parte das pessoas, cuja marca principal é a ausência de comprometimento. Este texto tem como base a ideia do “ser líquido”, característica presente nas relações humanas atuais. Inspirado na obra “Amor Líquido” – sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zigmunt Bauman. As relações se misturam e se condensam com laços momentâneos, frágeis e volúveis. Num mundo cada vez mais dinâmico, fluído e veloz. Seja real ou virtual.


O sociólogo polonês Zygmunt Bauman é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade. Aos 87 anos, seus livros venderam mais de 200 mil cópias. Um resultado e tanto para um teórico. Entre eles, “Amor liquido” é talvez o livro mais popular de Bauman no Brasil. É neste livro que o autor expõe sua análise de maneira mais simples e próxima do cotidiano, analisando as relações amorosas e algumas particularidades da “modernidade líquida”. Vivemos tempos líquidos, nada é feito para durar, tampouco sólido. Os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água.

Bauman tenta mostrar nossa dificuldade de comunicação afetiva, já que todos querem relacionar-se. Entretanto, não conseguem, seja por medo ou insegurança. O autor ainda cita como exemplo um vaso de cristal, o qual à primeira queda quebra. As relações terminam tão rápido quanto começam, as pessoas pensam terminar com um problema cortando seus vínculos, mas o que fazem mesmo é criar problemas em cima de problemas.

É um mundo de incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumados com o mundo virtual e com a facilidade de “desconectar-se”, as pessoas não conseguem manter um relacionamento de longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, ou seja, caso haja defeito descarta-se – ou até mesmo troca-se por “versões mais atualizadas”.

O romantismo do amor parece estar fora de moda, o amor verdadeiro foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas as quais se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites descompromissadas de sexo são chamadas “fazer amor”. Não existem mais responsabilidades de se amar, a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas não sabem direito o seu real significado.

Ainda para tentar explicar a relações amorosas em “Amor Líquido”, Bauman fala sobre “Afinidade e Parentesco.” O parentesco seria o laço irredutível e inquebrável. É aquilo que não nos dá escolha. A afinidade é ao contrário do parentesco. Voluntária, esta é escolhida. Porém, e isso é importante, o objetivo da afinidade é ser como o parentesco. Entretanto, vivendo numa sociedade de total “descartabilidade”, até as afinidades estão se tornando raras.

Bauman fala também sobre o amor próprio: o filósofo afirma que as pessoas precisam sentir que são amadas, ouvidas e amparadas. Ou precisam saber que fazem falta. Segundo ele, ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar. O que fazemos é aceitar essa classificação. Mas, com tantas incertezas, relações sem forma – líquidas – nas quais o amor nos é negado, como teremos amor próprio? Os amores e as relações humanas de hoje são todos instáveis, e assim não temos certeza do que esperar. Relacionar-se é caminhar na neblina sem a certeza de nada – uma descrição poética da situação.

“Para ser feliz há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis […] um é segurança e o outro é liberdade. Você não consegue ser feliz e ter uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos. Você precisa dos dois. […] Cada vez que você tem mais segurança, você entrega um pouco da sua liberdade. Cada vez que você tem mais liberdade, você entrega parte da segurança. Então, você ganha algo e você perde algo”, afirma o filósofo.