quinta-feira, 15 de março de 2012

Lutero e o HIno Castelo Forte! O hino MARAVILHOSO! que acompanhou e foi coluna nos dias e parte integrante na Reforma encabeçada por LUTERO!

A história do "Castelo Forte" de Martinho Lutero...







Saiba um pouco mais sobre a Reforma Protestante e a Contra Reforma



Recursos







Em Abril de 1521, Martinho Lutero declarou diante o tribunal de Worms: “Não posso fazer de outro modo. Mantenho o que escrevi. Que Deus me ajude.” Suas Noventa e Cinco Teses afixadas à porta da igreja em Winttenburg em 31 de outubro de 1517 iniciaram a maior revolução na história da Igreja Cristã: a Reforma Protestante.

Pregara e publicara com ousadia sobre os abusos, erros e pecados da igreja romana. Por estas e outras razões o Papa e outros líderes da igreja Católica queriam a sua morte. Lutero continuou vivo porque seu amigo, o Eleitor da Saxônia, Frederico Sábio, instrumento nas mãos de Deus, o manteve no seu castelo de Wartburg.


Outros reformadores antecederam Lutero. João Huss e seus seguidores, morávios sem número, muitos anabatistas, valdenses e lombardos pagaram o preço máximo por sua fé. Mas Deus salvou a vida de Lutero para que traduzisse a Bíblia do hebraico e grego para a língua alemã. Esta obra levou treze anos!


Em Wartburg, também pode preparar outros meios para seu povo poder ser salvo em Cristo. Precisavam de cultos em alemão para sua compreensão. Precisavam cantar a sua fé e louvar a Deus na sua própria língua. Como muitos do seu povo, Lutero, a quem Hans Sachs chamou de “O Rouxinol de Winttenberg”, amava muito a música. Tocava o alaúde e a flauta com perfeição. Os hinos de João Huss e seus seguidores foram traduzidos para o alemão.


Sem dúvida, Lutero possuíra o hinário dos morávios, Ein Neu Gesengbuchlein, editado por Michael Weiss, em 1531. Presenciara o martírio dos anabatistas. Ouvira sues poderosos hinos ao seu Pai e Salvador. Cria, como eles, que o cântico do culto não devia ser dado somente ao clero, mas pertencia também à congregação. Para esse fim, precisavam de coletâneas de hinos congregacionais e corais no seu próprio idioma.


Lutero escreveu em 1524: Desejava, seguindo o exemplo dos profetas e anciãos da igreja, dar salmos alemães ao povo, quer dizer, hinos sacros, para que a palavra de Deus pudesse habitar entre o povo por meio do canto também. Para isso, procurou outros músicos idôneos para se unirem a ele para providenciar esses hinos congregacionais.


Com o mui hábil músico Johann Walther, em 1524, publicou o primeiro de muitos hinários: Geistlich Gesang Buchlein. No prefácio deste hinário, Lutero escreveu:


“Que o cantar de cânticos espirituais é uma coisa boa e agradável a Deus, creio eu, não é escondido de qualquer irmão… [Isto] tem sido conhecido por todos e pela cristandade universal desde o começo. Pois São Paulo também afirma isto em I Coríntios 14, e ordena aos Colossenses que cantem salmos e cânticos espirituais ao Senhor nos seus corações, para que a Palavra de Deus e o ensino de Cristo sejam assim espalhados por toda a terra e praticados de toda a maneira. Assim, como um bom começo e para encorajar aqueles que possam fazer melhor, eu e outros temos ajuntado certos cânticos espirituais com o intuito de espalhar e dinamizar o Santo Evangelho que agora, pela graça de Deus, emergiu de novo para que possamos nos gloriar, que Cristo é a nossa Fortaleza e Cântico, e que não conheçamos outra coisa para cantar ou dizer senão Jesus Cristo nosso Salvador, como Paulo diz em I Coríntios 2.”


Para este hinário, Lutero empregou muitos hinos e salmos existentes. Adaptou músicas das missas, para que expressassem fé Bíblica. Aproveitou das melodias folclóricas do seu povo, com requisito que fossem apropriadas para cultuar a Deus e que não tivessem associados com letras lascivas.


Lutero disse “Não pretendo deixar para o Diabo as melhores melodias!” Seu bom gosto, sua musicalidade, seu estudo cuidadoso da Palavra e a sua fé lhe deram idoneidade na escolha da música apropriada para o culto. Calvino, porém, ensinou que a música do culto devia se limitar aos Salmos. Outros extremistas diziam que a música, que criam ser de Satanás, não devia ser usada nos cultos de forma nenhuma. Para esses, Lutero replicou:


“Não sou da opinião de que, pelo evangelho, todas as artes devessem ser banidas e lançados fora, como alguns fanáticos querem que creiamos. Quero ver todas as artes, principalmente a música, no serviço daquele que as criou e no-las deu. A música é a bela e gloriosa dádiva de Deus… A música transforma os homens em pessoas mais gentis, mais auto-controladas e mais razoáveis.”


De grandes ameaças e sofrimentos nascem os nossos melhores hinos. O primeiro hino de Lutero, consagrado a dois frades martirizados, intitulou-se O Cântico dos Dois Mártires de Cristo em Bruxelas, Queimados pelos Sofistas de Louvain. Seu hino inigualável, Castelo Forte, foi escrito “na hora mais escura na história deste movimento”.


Perseguições da parte do Imperador Carlos V ameaçavam a existência dos chamados “Protestantes”. Lutero mesmo sofria ameaças de morte à toda hora. Sofria fisicamente, também. Quando foi acometido pela “praga” que ceifou muitos dos seus irmãos na fé, deu as suas despedidas à sua família. De novo, Céus tinha outro plano para Martinho Lutero.


Este hino, escrito em 1529, em Coburg, foi o chamado à batalha de Lutero. James Moffatt chamou-o de “o maior hino, do maior homem, do maior período da história da Alemanha”. Foi cantando com emoção e sinceridade ao longo desses quase quatro séculos, em milhares de línguas. Define até onde podemos confiar em nosso Castelo Forte, nosso Escudo e Boa Espada. Mostra, também , quem é o nosso inimigo;o Tentador, com seus demônios, contra os quais em nós mesmos não há força para resistirmos. Mas, Cristo o venceu na cruz. Quem nos defende é o Senhor dos altos céus, o próprio Deus. O grande acusador cairá com UMA SÓ PALAVRA!


John Julian, no seu Dicionário de Hinologia declara: “Lutero é o Ambrósio da hinódia alemã. Ele é o primeiro hinista evangélico. A Lutero pertence o mérito extraordinário de ter dado ao povo germânico no seu próprio idioma, a Bíblia, a Catequese e o hinário, para que Deus pudesse falar com eles diretamente pela sua palavra e que eles pudessem responder a Ele nos seus cânticos!”


Seus hinos são caracterizados por simplicidade e força, e um tom considerado ‘tom da igreja’ pelo povo comum. Sopram o espírito de ousadia, confiança, com a alegre fé dos justificados, que era o coração que batia na sua teologia e piedade. Ele tinha a extraordinária habilidade de expressar profundos pensamentos em palavras bem claras. Nesta característica ninguém o sobrepujou. Esse foi o segredo do seu poder. Ele nunca deixou a o leitor uma dúvida quanto a o que ele quis dizer. Entregou a verdade bem no coração do povo comum. Como o afamado Ruy Barbosa, sempre usou a palavra certa no lugar certo. Ele nunca perderá seu domínio sobre o povo da fala germânica.


Seus hinos, além da Bíblia alemã provaram ser os missionários mais eficazes das doutrinas e piedade evangélicas. Lutero ainda precisando de novos salmos e hinos, escreveu para Spalatinem 1523:


“É meu plano… escrever salmos no vernáculo para o povo… Procuramos em todos os lugares por poetas… Mas desejo que expressões “da moda e da Corte” sejam evitadas e que as palavras possam todas ser muito simples e comuns para que o povo comum possa compreender, entretanto manejadas com arte e pureza”.


Um artigo em 1935 do jornal O Estado de São Paulo sobre o assunto musical, dizia o seguinte: “Cabe a Martinho Lutero realmente a celebridade de popularizar o Lied eclesiástico. Ele, o fixador da língua alemã… não se contentou em traduzir a Bíblia para o alemão, mas utilizou-se da musicalidade alemã acordada pelos Mestres Cantores
e fez cantar em alemão na sua igreja os salmos e outros textos litúrgicos. Ele mesmo atuou como compositor e em 1524 aparecia em Choralbuch, cujas melodias em grande parte são obra de Lutero. A simplicidade, a interioridade de sues Lieder religiosos são incomparáveis. Muitos outros de seus Lieder… são cantados ainda hoje”.

Lutero “havia dado mais do que nenhum outro dera jamais ao seu povo – a língua, a Bíblia, a hinologia. “, escreveu Bill Ichter, no primeiro volume da revista Louvor, em 1980.


Este hino conhecido como “A Marselhesa da Reforma”, conserva até hoje o seu poder e poderíamos usá-lo ainda em outro conflito semelhante. . . Há pelo menos 53 traduções em inglês, merecendo todos os destaques no Dicionário de Hinologia de John Julian… “Sua melodia, de acordo com McCutchan, é excelente em todos os sentidos. É empolgante e tem dignidade, unidade e autoridade raramente igualadas”.


Basta dizer que são muitos os compositores que têm usado trechos desta melodia em suas obras. Ente eles, podemos citar J. S. Bach, Wagner, Mendelssohn, e Meyerbeer. Julian registra nove principais hinários que Lutero publicou para as igrejas alemãs. Sua lista também inclui onze traduções do latim, quatro hinos populares da Pré –Reforma revisados por Lutero, sete Versões dos Salmos, seis paráfrases de outras porções das Escrituras, bom como oito hinos basicamente originais, além de algumas músicas corais adaptadas de textos católicos – o total de tinta e oito. Este autor descobriu trinta e dois hinos de Lutero em hinários brasileiros. Naturalmente, devem existir mais.


estava triunfante o movimento da Reforma Religiosa na Europa. Iniciado por Martinho Lutero e coadjuvado por Melanchton (um leigo-teólogo), Calvino, Zwinglio, Huss, Farel e outros, tomou logo conta de todos os países; mas no ano de 1523, em Bruxelas, dois jovens, cujo único crime fora a sua profissão de fé na nova doutrina, foram queimados. Em honra a esses dois mártires, Lutero escreveu e compôs a música do seu primeiro hino: Castelo forte é nosso Deus, o qual é uma paráfrase do Salmo 46:


1 Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.

2 Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se projetem para o meio dos mares;
3 ainda que as águas rujam e espumem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza.

Martinho Lutero (1483-1546) é conhecido como o Apóstolo da Reforma. Foi também o pai do canto congregacional, pois antes disso a congregação não tinha o costume de cantar hinos. Os poucos hinos que havia eram cantados em latim, somente pelos oficiais da igreja. Foi ele que introduziu o cântico por toda a congregação!


Mas, o hino em foco foi considerado como a “Marselhesa da Reforma”, pois todos os cristãos da Reforma cantavam-no com o mesmo entusiasmo dos patriotas da França. De facto, sendo a letra e a música de Lutero, este cantico espalhou-se por toda a Terra e tornou-se o hino oficial da Alemanha Protestante.


Era cantado diariamente por Lutero e por seus companheiros. Até os inimigos da Reforma diziam: “O povo inteiro está cantando uma nova doutrina”.


Assim, este hino cooperou muito no desenvolvimento da Igreja cristã naqueles dias. Foi tão grande a repercussão deste hino que homens ilustres, artistas e músicos de fama usaram-no nos seus temas: o exército de Gustavo Adolfo cantou-o antes da Batalha de Leipzig, em Setembro de 1631; Meyerbeer usou-o como tema de sua ópera de fundo religioso, “Os Huguenotes”; Mendelsohn usou-o na sua “Sinfonia da Reforma”; Wagner utilizou-o em “Kaiser-Marsch” e J. S. Bach também o usou numa de suas cantatas sacras.


Bibliografia: Julian, John, A Dictionary of Hymnology, Revised Edition, Vol. 1, New York, N. Y. , Dover Publications, 1957, p. 704-705.


Ein’ feste Burg ist unser Gott


Ein’ feste Burg ist unser Gott,

Ein gute Wehr und Waffen;
Er hilft uns frei aus aller Not,
Die uns jetzt hat betroffen.
Der alt’ böse Feind,
Mit Ernst er’s jetzt meint,
Gross’ Macht und viel List
Sein’ grausam’ Ruestung ist,
Auf Erd’ ist nicht seingleichen.

Mit unsrer Macht is nichts getan,

Wir sind gar bald verloren;
Es steit’t für uns der rechte Mann,
Den Gott hat selbst erkoren.
Fragst du, wer der ist?
Er heisst Jesu Christ,
Der Herr Zebaoth,
Und ist kein andrer Gott,
Das Feld muss er behalten.

Und wenn die Welt voll Teufel wär’

Und wollt’ uns gar verschlingen,
So fürchten wir uns nicht so sehr,
Es soll uns doch gelingen.
Der Fürst dieser Welt,
Wie sau’r er sich stellt,
Tut er uns doch nicht,
Das macht, er ist gericht’t,
Ein Wörtlein kann ihn fällen.

Das Wort sie sollen lassen stahn

Und kein’n Dank dazu haben;
Er ist bei uns wohl auf dem Plan
Mit seinem Geist und Gaben.
Nehmen sie den Leib,
Gut, Ehr’, Kind und Weib:
Lass fahren dahin,
Sie haben’s kein’n Gewinn,
Das Reich muss uns doch bleiben.

“Castelo Forte”


Castelo forte é nosso Deus.

Espada e bom escudo,
Com seu poder defende os seus
Em todo transe agudo.
Com fúria pertinaz
Persegue Satanás,
Com artimanhas tais
E astúcias tão cruéis,
Que iguais não há na terra.

A nossa força nada faz,

Estamos, sim, perdidos;
Mas nosso Deus socorro traz
E somos protegidos.
Defende-nos Jesus,
O que venceu na cruz,
Senhor dos altos céus;
E, sendo o próprio Deus,
Triunfa na battalha.

Se nos quisessem devorar

Demônios não contados,
Não nos podiam assustar,
Nem somos derrotados.
O grande acusador
Dos servos do Senhor
Já condenado está;
Vencido cairá
Por uma só palavra.

Sim, que a palavra ficará,

Sabemos com certeza,
E nada nos assustará
Com Cristo por defesa.
Se temos de perder
Os filhos, bens, mulher,
Embora a vida vá,
Por nós Jesus está,
E dar-nos-á seu reino.

Créditos: Levi de Paula Tavares >> www.musicaeadoracao.com.br





Eno Weiss

Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org/noticias/a-historia-do-castelo-forte-de-martinho-lutero.html#ixzz1pCL4FA5k
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História do Presbiterianismo no Brasil.





INTRODUÇÃO
Para aqueles que desejam conhecer mais de perto a Igreja Presbiteriana, sua doutrina e princípios, hierarquia e principalmente sua história, iniciada com a vinda de Ashbel Green Simonton (1833-1867), o fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil, que juntamente com o Rev. José Manoel da Conceição (1822-1873), o primeiro pastor evangélico brasileiro, recomendamos que essa seja apenas uma breve introdução da valiosa história do Presbiterianismo no Brasil.
As origens históricas mais remotas do presbiterianismo remontam aos primórdios da Reforma Protestante do século XVI. Como é bem sabido, a Reforma teve início com o questionamento do catolicismo medieval feito pelo monge alemão Martinho Lutero (1483-1546) a partir de 1517. Em pouco tempo, os seguidores desse movimento passaram a ser conhecidos como “luteranos” e a igreja que resultou do mesmo foi denominada Igreja Luterana.
O QUE É A IPB?
A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma federação de igrejas que têm em comum uma história, uma forma de governo, uma teologia, bem como um padrão de culto e de vida comunitária. Historicamente, a IPB pertence à família das igrejas reformadas ao redor do mundo, tendo surgido no Brasil em 1859, como fruto do trabalho missionário da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos.






João Calvino




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História do Presbiterianismo no Brasil


Introdução:

Comemoramos no dia 12/08/2011, 152 anos de IPB no Brasil. Outro nome que se dá à fé presbiteriana é “Fé Reformada”, devido à nossa ligação histórica com o movimento iniciado na Suiça com Ulrich Zuínglio, em Zurique (1519) e mais especificamente com João Calvino, a partir de 1534, em Genebra.

I. Primórdios do Movimento Reformado no Brasil

1. A França Antártica 1555 – 1567

De 1555 a 1567, um grupo de franceses liderados por Nicolas Durand de Villegagnon fundou a França Antártica em uma das ilhas da Baía da Guanabara. Em 1557, chegaram colonos huguenotes e dois pastores reformados enviados pelo próprio João Calvino, em resposta a um pedido de Villegagnon. No dia 10/03/1557 foi realizado o primeiro culto protestante do Brasil, e possivelmente das américas. Devido a desavenças teológicas entre Villegagnon e os calvinistas, cinco deles foram presos e forçados a escrever uma declaração de suas convicções (Confissão de Fé da Guanabara). Três deles foram martirizados.

2. O Brasil Holandês (1630-1654)

No contexto da guerra contra a Espanha, a Companhia das índias Ocidentais ocupou o nordeste brasileiro por vinte e quatro anos (1630-1654). O mais famoso governante do Brasil holandês foi o Conde João Maurício de Nassau-Siegen, que aqui esteve por apenas sete anos (1637-1644). Havia tolerância religiosa para com católicos e judeus, Foram criadas 22 igrejas e congregações, dois presbitérios (Pernambuco e Paraíba) e até mesmo um sínodo, o Sínodo do Brasil (1642-1646). Além da assistência aos colonos europeus, a igreja reformada fez um notável trabalho missionário com os indígenas. Expulsos os holandeses, as igrejas nativas extinguiram-se.

3. O Protestantismo de Imigração

Após a vinda da família real para o Brasil, Portugal e Inglaterra firmaram, em 1810, um Tratado de Comércio e Navegação, cujo artigo XII, concedeu liberdade religiosa aos imigrantes protestantes. Em 1819 foi inaugurado o primeiro templo protestante no Brasil, da igreja anglicana inglesa. Em 1827, a Comunidade Protestante Alemã-Francesa,
Os Poucos pastores reformados ou presbiterianos que vinham limitaram suas atividades aos estrangeiros. O Rev. James Cooley Fletcher, escreveu o livro O Brasil e os Brasileiros, publicado em 1857. Por meio de seus contatos com políticos e intelectuais brasileiros, contribuiu indiretamente para a introdução do protestantismo no Brasil. Foi por sua sugestão que o missionário congregacional inglês Robert Reid Kalley veio para o Brasil em 1855.

II. História da Igreja Presbiteriana do Brasil

A história da Igreja Presbiteriana do Brasil divide-se em períodos bem definidos.



JOHN KNOX


1. Implantação (1859-1869)

O Fundador do presbiterianismo no Brasil foi o Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867). Nascido em West Hanover, na Pensilvânia, Simonton Influenciado por um reavivamento em 1855, fez a sua profissão de fé e, pouco depois, ingressou no Seminário de Princeton. Um sermão pregado por seu professor, o famoso teólogo Charles Hodge (15/10/1855), levou-o a considerar o trabalho missionário no estrangeiro. Três anos depois, candidatou-se perante a Junta de Missões da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, citando o Brasil como campo de sua preferência. Dois meses após a sua ordenação, embarcou para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade.
Em 22/04/1860, Simonton dirigiu o sua primeira escola Dominical em português. Em 12/01/1862, recebeu os primeiros conversos, sendo fundada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. No breve período em que viveu no Brasil, Simonton, auxiliado por alguns colegas, fundou o primeiro periódico evangélico do país (Imprensa Evangélica, 1864), criou o Presbitério do Rio de Janeiro (1865), organizou um seminário (1867) e fundou uma escola paroquial (1867). O Rev. Ashbel Simonton morreu vitimado pela febre amarela (“febre biliosa”) aos 34 anos, em 1867 (sua esposa, Helen Murdoch, havia falecido três anos antes, por complicações no parto, sua filha foi batizada com o nome da mãe).
Os principais colaboradores de Simonton naquele período foram seu cunhado Alexander L. Blackford, que em 1865 organizou as Igrejas de São Paulo e Brotas; Francis J. C. Schneider, que trabalhou entre os imigrantes alemães em Rio Claro, lecionou no seminário do Rio e foi missionário na Bahia; e George W. Chamberlain, grande evangelista e operoso pastor da Igreja de São Paulo. Os quatro únicos estudantes do “seminário primitivo” foram eficientes pastores: Antonio Bandeira Trajano, Miguel Gonçalves Torres, Modesto Perestrelo Barros de Carvalhosa e Antonio Pedro de Cerqueira Leite.
Poucas igrejas foram organizadas no primeiro decênio (Lorena, Borda da Mata (Pouso Alegre) e Sorocaba). O homem que mais contribuiu para a criação dessas e outras igrejas foi o notável Rev. José Manoel da Conceição (1822-1873), um ex-sacerdote católico romano, que se tornou o primeiro brasileiro a ser ordenado ministro do evangelho (16/12/1865). Conceição visitou a pé incansavelmente dezenas de vilas e cidades no interior de São Paulo, Vale do Paraíba e sul de Minas, pregando o evangelho da graça.

2. Consolidação (1869-1888)

Simonton e seus companheiros eram todos da Igreja Presbiteriana do norte dos Estados Unidos (PCUSA). Em 1869 chegaram os primeiros missionários da igreja do sul (PCUS): George Nash Morton e Edward Lane. Eles fixaram-se em Campinas. Em 1870, Morton e Lane fundaram a igreja de Campinas e, em 1873, o efêmero Colégio Internacional. Os missionários da PCUS evangelizaram a região da Mogiana, o oeste de Minas, o Triângulo Mineiro e o sul de Goiás. O pioneiro em várias dessas regiões foi o incansável Rev. John Boyle, falecido em 1892 (febre amarela).
Os obreiros da PCUS foram também os pioneiros presbiterianos no nordeste e norte do Brasil (de Alagoas até a Amazônia). Os principais foram John Rockwell Smith, Recife (1878); DeLacey Wardlaw, Fortaleza; e o Dr. George W. Butler, o “médico amado” de Pernambuco.
Os missionários da Igreja do norte dos Estados Unidos passaram atuar também na Bahia e Sergipe, (Schneider e Blackford). Paraná (Robert Lenington e George A. Landes). Na capital paulista, o casal Chamberlain fundou em 1870 a Escola Americana, que mais tarde veio a ser o Mackenzie College. No interior de São Paulo, destacou-se o português Rev. João Fernandes Dagama. No Rio Grande do Sul, Rev. Emanuel Vanorden.
Entre os novos pastores “nacionais” desse período estavam Eduardo Carlos Pereira, José Zacarias de Miranda, Manuel Antônio de Menezes, Delfino dos Anjos Teixeira, João Ribeiro de Carvalho Braga e Caetano Nogueira Júnior. Algumas notáveis missionárias educadoras como Mary Parker Dascomb, Elmira Kuhl, Nannie Henderson e Charlotte Kemper.

3. Dissensão (1888-1906)

Em setembro de 1888 foi organizado o Sínodo da Igreja Presbiteriana do Brasil. O Sínodo compunha-se de três presbitérios (Rio de Janeiro, Campinas-Oeste de Minas e Pernambuco) e tinha vinte missionários, doze pastores nacionais e cerca de sessenta igrejas. O primeiro moderador foi o veterano Rev. Blackford.
Nesse período, a denominação expandiu-se grandemente. O seminário começou a funcionar em Nova Friburgo, no final de 1892, e no início de 1895 transferiu-se para São Paulo, tendo à frente o Rev. John Rockwell Smith. O Mackenzie College ou Colégio Protestante foi criado em 1891, sendo seu primeiro presidente o Dr. Horace Manley Lane. Por causa da febre amarela, o Colégio Internacional foi transferido de Campinas para Lavras, e mais tarde veio a chamar-se Instituto Gammon, numa homenagem ao seu grande líder, o Rev. Samuel R. Gammon (1865-1928).
A primeira escola evangélica do nordeste foi o Colégio Americano de Natal (1895), fundado por Katherine H. Porter, esposa do Rev. William C. Porter. Na mesma época, Garanhuns tornou-se um grande centro da obra presbiteriana. Além do trabalho evangelístico, foram lançadas as bases de duas importantes escolas: O Colégio Quinze de Novembro e o Seminário do Norte, hoje sediado em Recife. No final desse período, além de estar presente em todos os estados do nordeste, a Igreja Presbiteriana chegou ao Pará e ao Amazonas.
Na década de 1890 alcançou-se Santa Catarina (São Francisco do Sul e Florianópolis) e o leste de Minas (Rev. Matatias Gomes dos Santos – Alto Jequitibá – 1901). As igrejas de São Paulo e do Rio de Janeiro passaram a ser pastoreadas por dois grandes líderes, respectivamente Eduardo Carlos Pereira (1888) e álvaro Emídio G. dos Reis (1897).
Infelizmente, os progressos desse período foram em parte ofuscados pela grave crise que se abateu sobre vida da igreja, causando o cisma de 1903. 
Diferença de prioridades entre o Sínodo e a Junta de Missões de Nova York. O Sínodo queria apoio para a obra evangelística e para instalar o Seminário, ao passo que a Junta preferia dar ênfase à obra educacional, principalmente por meio do Mackenzie College.
Desentendimentos entre o pastor da Igreja Presbiteriana de São Paulo, Rev. Eduardo Carlos Pereira, e os líderes do Mackenzie, Horace M. Lane e William A. Waddell.
A Plataforma de 1902, com cinco tópicos sobre as questões missionária, educativa e maçônica. Em 31 de julho de 1903, durante a reunião do Sínodo, após serem derrotados em suas propostas, Eduardo Carlos Pereira e seus colegas desligaram-se do Sínodo e formaram a Igreja Presbiteriana Independente.
No início de agosto/1903, os independentes organizaram o seu presbitério, com quinze presbíteros e sete pastores. Seguiu-se um triste período de divisões de comunidades, luta pela posse de propriedades, litígios judiciais. Uma pastoral do Presbitério Independente chegou a vedar aos sinodais a Ceia do Senhor. O período mais conflitivo estendeu-se até 1906. Em 1915 as duas igrejas puseram fim às hostilidades e passaram a cooperar entre si, porém sem se fundirem outra vez.

4. Reconstituição (1903-1917)

Nessa época, o Sínodo contava com 77 igrejas e cerca de 6.500 membros; em 1907,
Em 1907, o seminário foi transferido para Campinas. A primeira turma de Campinas só se formou em 1912. Entre os formandos estavam Herculano de Gouvêa Jr., Miguel Rizzo Jr. e Paschoal Luiz Pitta. Mais tarde viriam Guilherme Kerr, e José Carlos Nogueira.
A obra presbiteriana alcançou o Espírito Santo, São José do Calçado, e o Vale do Ribeira, de onde veio a família Vassão.
Em 1907, o Sínodo dividiu-se em dois (Norte e Sul) e em 1910 foi organizada a Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana do Brasil. O moderador do último sínodo e instalador da Assembléia Geral foi o veterano Modesto Carvalhosa, ordenado 40 anos antes. O primeiro moderador da Assembléia Geral foi o Rev. álvaro Reis da I. P. do Rio de janeiro. Na época, a Igreja Presbiteriana do Brasil tinha 10 mil membros comungantes, outro tanto de menores e cerca de 150 igrejas em sete presbitérios. As demais denominações tinham os seguintes números: metodistas: 6 mil membros; independentes: 5 mil; batistas: 5 mil; e episcopais: cerca de mil.
Em 1911, a IPB enviou a Portugal seu primeiro missionário, Rev. João da Mota Sobrinho, que lá permaneceu até 1922. A obra presbiteriana no Mato Grosso começou nesse período através dos missionários Franklin Graham (1913) e Filipe Landes (1915).
Em 1917, foi aprovado o Modus Operandi, um acordo entre a igreja brasileira e as missões norte-americanas, pelo qual os missionários desligaram-se dos concílios da IPB, separando-se os campos nacionais (presbitérios) dos campos das missões.

5. Cooperação (1917-1932)

O maior líder presbiteriano desse período foi o Rev. Erasmo de Carvalho Braga (1877-1932), professor do Seminário e secretário da Assembléia Geral. Em 1916, participou do Congresso de Ação Cristã na América Latina, no Panamá. Poucos anos depois foi secretário da Comissão Brasileira de Cooperação, entidade que liderou um grande esforço cooperativo entre as igrejas evangélicas do Brasil na década de 1920. As principais áreas de cooperação foram literatura, educação cristã e educação teológica. Foi fundado no Rio de Janeiro o Seminário Unido, que existiu até 1932.
Outros esforços cooperativos foram: (1) Instituto José Manoel da Conceição, fundado pelo Rev. William A. Waddell (1928); (2) Associação Evangélica de Catequese dos índios (1928), Missão Evangélica Caiuá (Rev. Albert S. Maxwell – Dourados-MS) num esforço cooperativo das igrejas presbiteriana, independente, metodista e episcopal.
Em 1921, o Seminário do Norte foi transferido para o Recife. As principais instituições educacionais das missões eram o Colégio Agnes Erskine (Recife); Colégio 15 de Novembro (Garanhuns); Escola de Ponte Nova (Bahia); Colégio 2 de Julho (Salvador); Instituto Gammon (Lavras); Instituto Cristão (Castro-PR) e principalmente o Mackenzie College. Os principais periódicos presbiterianos eram O Puritano e o Norte Evangélico. Nesse ano, morreu o Rev. Antonio Bandeira Trajano. Pondo fim à primeira geração de obreiros presbiterianos no Brasil, os da década de 1860.
Em 1924, a Assembléia Geral encerrou o trabalho missionário em Lisboa. No mesmo ano, Erasmo Braga e alguns amigos fundaram a Sociedade Missionária Brasileira de Evangelização em Portugal, que enviou àquele país o Rev. Paschoal Luiz Pitta e sua esposa Odete. O casal ali esteve por quinze anos (1925-1940), regressando ao Brasil devido à constante falta de recursos.

6. Organização (1932-1959)

Nas décadas de 1930 a 1950, a IPB a fim de aperfeiçoar a sua estrutura, criou entidades voltadas para o trabalho feminino, mocidade, missões nacionais e estrangeiras, literatura e ação social. O período terminou com a comemoração do centenário do presbiterianismo no Brasil.
As missões norte-americanas continuaram o seu trabalho: (1) PCUS: (a) Missão Norte: atuou no nordeste, onde o principal obreiro foi o Rev. William Calvin Porter (†1939); o campo mais importante era o de Garanhuns, (b) Missão Leste: atuou no oeste de Minas e depois em Dourados, Mato Grosso, cuja igreja foi organizada em 1951. (c) Missão Oeste: concentrou-se mais no Triângulo Mineiro e Goiás, onde o casal Edward e Mary Lane fundou em 1933 o Instituto Bíblico de Patrocínio. (2) PCUSA: (a) Missão Central: seus principais campos eram Ponte Nova/Itacira, a bacia do Rio São Francisco, o sul da Bahia e o norte de Minas.; (b) Missão Sul: atuou no Paraná e Santa Catariana, fundindo-se com a Missão Central por volta de 1937. O Rev. Dr. Donald Gordon, que fundou o hospital de Rio Verde-GO.
Trabalho feminino: as primeiras sociedades de senhoras surgiram em 1884-85 e as primeiras federações, na década de 1920. O primeiro congresso nacional reuniu-se na I. P. Riachuelo, no Rio de Janeiro, em 1941. A SAF em Revista foi criada em 1954.
Mocidade: Benjamim Moraes Filho foi o primeiro secretário do trabalho da mocidade, em 1938. O primeiro congresso nacional reuniu-se em Jacarepaguá em 1946, quando foi criada a confederação.
Missões Nacionais: Em 1940 foi organizada Junta Mista de Missões Nacionais, que até 1958, ocupou quinze regiões em todo o Brasil, tendo cerca de 150 locais de pregação. Em 1950 criou-se a Missão Presbiteriana da Amazônia.
Missão em Portugal: os primeiros obreiros foram João da Mota Sobrinho (1911-1922) e Paschoal Luiz Pitta (1925-1940). Em 1944 a IPB assumiu o trabalho e foi criada a Junta de Missões Estrangeiras, com o apoio das igrejas norte-americanas. Os primeiros missionários foram Natanael Emerique, Aureliano Lino Pires, Natanael Beuttenmuller e Teófilo Carnier.
Outras organizações: (a) Casa Editora (1945), (b) Orfanatos: Instituto álvaro Reis (1929). (c) Conselho Interpresbiteriano (CIP): foi criado em 1955 para superintender as relações da IPB com as missões e as juntas missionárias dos Estados Unidos. Tinha mais autoridade que o modus operandi de 1917.
Constituição da IPB: em 1924, foram aprovadas pequenas modificações no antigo Livro de Ordem adotado quando da criação do Sínodo, em 1888. Em 1937, entrou em vigor a nova Constituição da Igreja, sendo criado o Supremo Concílio. Houve protestos do norte contra alguns pontos: diaconato para ambos os sexos, “confirmação” em vez de “profissão de fé” e o nome “Igreja Cristã Presbiteriana.” Em 1950, foi promulgada um nova Constituição e no ano seguinte o Código de Disciplina e os Princípios de Liturgia.
Estatística: em 1957, a IPB contava com seis sínodos, 41 presbitérios, 489 igrejas, 883 congregações, 369 ministros, 127 candidatos ao ministério, 89.741 membros comungantes e 71.650 não-comungantes.
A Campanha do Centenário foi lançada em 1946, tendo como objetivos: avivamento espiritual, expansão numérica, consolidação das instituições da igreja, afirmação da fé reformada e homenagem aos pioneiros. O lema do centenário foi: “Um ano de gratidão por um século de bênçãos.”

7. A Atualidade.

No período de 1960 a 1986 a IPB viveu uma crise sem precedentes, fazendo com que perdesse a liderança no crescimento das igrejas evangélicas do país. São exemplos: A crise de 1967, quando quase se perdeu o Instituto Mackenzie para o governo militar; a expulsão de vários pastores por seu envolvimento com o liberalismo teológico (João Dias de Araújo e Ruben Alves). Em 1973 a IPB rompeu relações com a PCUSA e em 1983 com a PCUS devido seu liberalismo e a questão homossexual. Em 1986, tornou-se um grande evangelista nacional o Pr. Caio Fábio, que desafiou a igreja a tomar um novo ímpeto de crescimento. Nossa geração de pastores vive um reflexo do que foi o seu ministério.
Atualmente a IPB está enfrentando pressões de dois lados. Os Neo-Puritanos, que desejam uma igreja extremamente conservadora e os neo-pentecostalismo, que desejam uma igreja totalmente aberta às novas tendências religiosas e liberais.

Conclusão:

Como podemos enfrentar essas crises e voltar a ter o crescimento do passado? O que podemos aprender com a nossa história?
Atividade litúrgica. é perfeitamente possível termos uma liturgia que reúna o que há de melhor na tradição reformada e na cultura do nosso tempo. No século 19, tivemos grandes compositores presbiterianos como os missionários James Theodore Houston e John Boyle e o Rev. Manoel Antônio de Menezes. Precisamos formar uma nova geração de compositores que não defendam a balbúrdia litúrgica que existe em tantas igrejas atuais, que não se presta para criar uma atmosfera de comunhão com Deus. Todavia, temos de admitir que muitos de nossos hinos soam estranhos aos ouvidos de hoje, por causa da melodia, do ritmo e do vocabulário. Muitos desses hinos são tremendamente tristes, melancólicos, não expressam a alegria da vida cristã, a celebração das bênçãos de Deus. Ao invés de simplesmente condenar os corinhos (tantas vezes pobres em sua letra e música), devemos incentivar nossos compositores a produzirem cânticos que expressem a alegria da vida cristã e a vibração da nossa cultura, mas que ao mesmo tempo sejam sólidos em seu conteúdo bíblico e teológico.
A expansão da igreja. Havia a preocupação constante não só de consolidar os locais já ocupados, mas de buscar incessantemente novos campos para a pregação do evangelho e a plantação de igrejas. Para isso se investiu muito em termos de recursos e pessoal. Apesar de ter sido gerada pelas missões, a nossa igreja atualmente não é uma igreja missionária. é preciso que os nossos líderes mobilizem a igreja em torno dessa grande prioridade, com coragem e sabedoria.
A preparação dos nossos obreiros. Os homens e mulheres que vieram para o Brasil como missionários no século 19 eram pessoas dotadas de uma educação esmerada, tanto secular como religiosa, e preocuparam-se desde o início em formar líderes bem treinados para a igreja nascente. Os pastores nacionais que estudaram aos pés de mestres como George W. Chamberlain, John B. Howell, Donald C. McLaren e William A. Waddell (da Igreja do Norte), bem como George Nash Morton, Edward Lane, John Rockwell Smith, Samuel R. Gammon e George E. Henderlite (da Igreja do Sul), tornaram-se eficientes pastores e líderes do presbiterianismo brasileiro. Essa preocupação também se expressou com a criação do Seminário Presbiteriano (1888), do Seminário do Norte (1899), do Instituto Bíblico de Jaú (1887), pelo Rev. J. B. Howell, e o Instituto Ponte Nova (1906), pelo Rev. William A. Waddell, soluções simples e inteligentes para as necessidades da época.
Hoje, verifica-se através do país uma diversidade tão grande de práticas e ênfases teológicas nas nossas igrejas, a ponto de se colocar em dúvida a identidade e os rumos da denominação. Precisamos refletir com carinho e agir com energia quanto a essa questão fundamental, tomando decisões sábias e inovadoras como o fizeram os nossos primeiros.
A educação e a cultura. Nossos fundadores deram prioridade máxima à evangelização e à plantação das igrejas, mas isso não os impediu de atuarem em outras áreas importantes para a cosmovisão reformada. Em quase todas as regiões do país, os presbiterianos criaram boas escolas, algumas de grande porte, como a Escola Americana (São Paulo, Curitiba), o Colégio Internacional (Campinas), o Instituto Gammon (Lavras), o Colégio Agnes Erskine (Recife) e o Colégio 15 de Novembro (Garanhuns). Muitos pastores que estudaram ou trabalharam nessas instituições deram relevantes contribuições à sociedade na área intelectual. Alguns exemplos conhecidos são os Revs. Antônio Trajano (livros didáticos de matemática), Eduardo Carlos Pereira (compêndios de gramática), Modesto Carvalhosa (escrituração mercantil), Erasmo Braga (cartilhas da Série Braga) e muitos outros. E hoje, Precisamos formar uma nova geração de reformados brasileiros que atuem decisivamente na política, nas universidades, nas artes cênicas, na comunicação, na música, nas organizações sociais.

Fonte: História da Igreja – “Esboço da História da IPB” (Rev. Hélio de Oliveira Silva). Data: 15/08/2004.


H.A. 379 - Ó Mestre, o Mar se Revolta


Mary Ann Baker, a autora deste lindo hino nasceu em 16 de setembro de 1831. A tuberculose ceifou a vida dos seus pais e deixou-a órfã em tenra idade. Moravam em Chicago com a irmã e o irmão. Esse, um moço de excepcionais qualidades de caráter, começou a sofrer efeitos desta terrível doença. Das suas escassas economias, as duas irmãs conseguiram recursos para que ele viajasse à Flórida, ma esperança de que no clima mais ameno começasse a melhoria. Não lhes foi possível acompanha-lo. "Tudo em vão. Em poucas semanas o mal se agravou e o rapaz faleceu, longe do aconchego da família." Não havia dinheiro para as irmãs irem ao seu enterro, nem para transportar o seu corpo para Chicago. Mary escreveu sobre esta experiência assoladora:


"Embora nosso choro não fosse 'como outros que não têm esperança' e embora tivesse crido em Cristo desde menina e desejasse sempre viver uma vida consagrada e obediente, tornei-me terrivelmente rebelde a esse desígnio da divina providência. Disse no meu coração que Deus não amava a mim, nem aos meus. Mas a própria voz do meu Mestre veio aclamar a tempestade no meu coração rebelde e me trouxe a calma de uma fé mais profunda e uma confiança mais perfeita."


Foi logo depois desta maçante experiência que o Dr. Horatio Palmer solicitou a Mary Ann o preparo de um grupo de hinos sobre os assuntos das lições da Escola Bíblica da sua igreja Batista. "Um dos temas era Cristo Acalmando a Tempestade. Esta lição expressou tão vividamente a minha experiência, que este hino foi o resultado"


Nas palavras da inigualável hinóloga Henriqueta "Rosinha" Braga, a experiência de Mary Ann não apenas permitiu-lhe narrar com felicidade a passagem bíblica; mais do que isto, capacitou-a a expressar a profunda fé na atuação do Mestre, quando estamos prestes a submergir nas dificuldades, tristezas e impasses em que a vida nos enreda.


Imediatamente, o próprio Dr. Palmer escreveu a música para o hino, que tem beneficiado a muitos com a sua mensagem de fé. Publicou-o na sua coletânea Songs of Love for the Bible School(Cânticos de Amor para a Escola Bíblica), em 1874.


Depois disto, Mary Ann se empenhou de corpo e alma à União de Mulheres Cristãs Pela Temperança. Neste ministério teve oportunidade de observar, bem de perto, o sofrimento de irmãs, esposas e mães de alcoólatras cujas vidas naufragaram pelo degradante vício de beber. Depois de chorar com muitas destas mulheres ao lado da sepultura destes seus entes queridos, ela testificou: "Tenho chegado a sentir gratidão pelas doces memórias do meu irmão. O caminho de Deus é o melhor".


Ao saber que seu hino também estava sendo uma grande benção em outros países. Mary Ann Baker disse: "Me surpreende muito que este humilde hino tenha atravessado os mares e sido cantado em terras bem distantes para a honra do nome do meu Salvador".


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Este hino logo foi incluído em outras coletâneas, Nos Estados Unidos, tornou-se tão amado que, em 1881, quando o Presidente Garfield foi baleado, ficou ente a vida e a morte, e finalmente morreu, este hino foi usado repetidamente em cultos em sua homenagem. Foi neste ano que a autora também faleceu.


Sankey incluiu este hino em Sacred Songs and Solos (Cânticos e Solos Sacros-1881), que o difundiu ao redor do mundo. Provavelmente foi deste hinário que o saudoso missionário William Edwin Entzminger o traduziu para o português em 1903 e o incluiu no Cantor Cristão. Esta bela tradução, muito fiel à leta original, fez com que o hino se tornasse um dos favoritos dos evangélicos brasileiros, também incluído em outros hinários, como nosso Hinário Adventista.


O Pedagogo musical Horatio Richmond Palmer nasceu em Sherburne, Estado de Nova Iorque, em 26 de abril de 1834. Pertencia a uma família de músicos, sendo seu pai e sua tia seus primeiros professores. Desde os nove anos cantou no coro do pai. Aos dezoito, começou a compor. Formou-se pela Academia de Música Rushford em Chicago e aos vinte anos tornou-se seu diretor. Serviu, ao mesmo tempo, como organista e regente coral da Igreja Batista de Rushford. Além de fazer o doutorado em Música pela Universidade de Chicago, estudou Música em Berlim e Florença.


Estabelecendo-se em Chicago depois da Guerra Civil, o Dr. Palmer tornou-se músico de renome. Editou jornais de música, escreveu livros, dirigiu festivais e convenções de música com grande sucesso. Organizou a União Coral Sacra, dando concertos com milhares de cantores. Num concerto no afamado Madison Square Guarden em Nova Iorque, regeu 4.000 coristas. De 1877 a 1891, foi o Deão da Escola de música de Verão do famoso centro de retiros Chautauqua (Nova Iorque). Publicou coletâneas muito parecidas como The Song Queen (A Rainha dos Cânticos), The Song King (O Rei dos Cânticos), The Song Herald (O Arauto dos Cânticos) e Concert Choruses (Músicas Corais de Concerto), além de livros didáticos sobre música. Palmer faleceu em 15 de novembro de 1907, em Yonkers, Estado de Nova Iorque.


Bibliografia: Rufin, Bernad, Fanny Crosby, Philadelphia, PA, United Church Press, 1976, p. 30



8. Período atual

Nas últimas décadas a IPB continuou a crescer e a diversificar as suas atividades. O ambiente político e teológico tornou-se mais conciliador, num ambiente de crescente pluralismo, mas ainda persistem tensões latentes. A igreja sofre o impacto dos novos movimentos que tem afetado o protestantismo brasileiro, especialmente nas áreas litúrgica e doutrinária. O neopentecostalismo tem exercido fascínio sobre muitos pastores e comunidades. No aspecto positivo, destacam-se a maior preocupação com a educação teológica, a criação de vínculos com igrejas reformadas ao redor do mundo, o investimento em missões transculturais, o notável crescimento na área de publicações e a utilização dos meios de comunicação de massa, como a televisão e a Internet.


IPB COMEMOROU O SESQUICENTENÁRIO

Na Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro pastoreada pelo Rev. Guilhermino Cunha a Igreja Presbiteriana do Brasil, presidida pelo Rev. Roberto Brasileiro comemorou em 2009 o sesquicentenário da chegada do missionário Ashbel Green Simonton ao Brasil. A seguir, transcrição de uma das publicações sobre o grande evento: A Igreja Presbiteriana do Brasil comemorou 150 anos no Brasil. A cerimônia aconteceu na Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, considerada a igreja-mãe dos presbiterianos no País [Foto: Ricardo Stuckert/PR]
RIO DE JANEIRO [ ABN NEWS ] - Com a Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, no Centro da cidade, lotada por fiéis de todo o país e de 30 delegações estrangeiras, além da comissão executiva do Supremo Concílio, os presbiterianos comemoraram, nesta quarta-feira (12), os 150 anos da chegada da instituição ao Brasil com a realização de um ato cívico-religioso que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador Sérgio Cabral, do prefeito Eduardo Paes, do senador Marcelo Crivella e outras autoridades, reunindo ainda representantes de todo o país, dos Estados Unidos, Angola, Porto Rico e outros, mais integrantes de várias outras congregações evangélicas e religiosa. 
O evento marcou a chegada ao Brasil do reverendo Ashbel Green Simonton, missionário enviado pela Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, em 1859 que contou na época com a proteção e o apoio do Imperador Dom Pedro II, que manteve grande e próxima amizade com Simonton e sua esposa Helen Murdoch. 
Segundo nota divulgada pela instituição religiosa, apesar da instalação da Igreja no Brasil ter acontecido em 1859, sua presença no País remonta há 452 anos, quando foi realizado o 1º Culto Reformado, na Ilha de Villegagnon, na Baía de Guanabara. 
A Igreja Presbiteriana do Brasil possui cerca de 800 mil membros, 5 mil pastores e 3,6 mil igrejas espalhadas por todo o território nacional. Entre 2003 e 2009, o número de membros da Igreja cresceu 56%. A instituição possui 300 estabelecimentos educacionais em 21 estados brasileiros, com 100 mil alunos matriculados, hospitais, orfanatos e um serviço de assistência aos indígenas, a Missão Evangélica Caiuá, em Mato Grosso.
Prefeito - Em seu discurso durante o evento, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ressaltou a importância histórica para a cidade da Igreja Presbiteriana, primeira em todo o país a formar uma comunidade, em torno do missionário americano Ashbel Green Simonton, que chegou ao Brasil em 12 de agosto de 1859. Simonton e a esposa Helen Murdoch estavam “presentes” durante o culto, representados por uma dupla de missionários, que atende a comunidades na Amazônia, vestidos com trajes do século XIX. 
– Quando Simonton veio para o Brasil, nos deu a honra de escolher o Rio de Janeiro como porta de entrada, para o início do seu trabalho de evangelização. E, ao longo desses 150 anos, a comunidade presbiteriana marcou de forma definitiva a cidade, com essa catedral onde estamos, uma jóia da arquitetura carioca e também porque a Igreja Presbiteriana foi testemunha e participou das transformações que a cidade passou, construindo seminários, escolas e colégios – explicou Paes. 
Governador - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, elogiou "a escolha" de Simonton pelo Rio de Janeiro lembrando que, em seu diário pessoal, o missionário considerou a cidade “o lugar mais lindo, mais singular e radiante que jamais havia visto”. “Posso constatar que se tratava, portanto, de um jovem de muito bom gosto” brincou o governador.
Depois da saudação feita pelo reverendo Guilhermino Cunha, da Catedral Presbiteriana, o presidente Lula, em seu discurso, exaltou o trabalho das igrejas evangélicas
Lula – "A semente plantada por Simonton encontrou solo fértil em meio ao nosso povo. Rapidamente, a igreja ganhou adeptos entre nós. E, sem divorciar-se dos laços históricos com o protestantismo europeu e americano, tornou-se uma religião de brasileiros que passaram a administrar a instituição, além de administrar os cultos. A institucionalidade alcançada ainda no Império se consolidou nesse século e meio de existência. E representou um fato fundamental para a criação de diversas outras denominações, contribuindo e muito para a diversidade e a liberdade religiosa no nosso país", definiu Lula.
O presidente Lula encerrou o ato elogiando o esforço da Igreja Presbiteriana em difundir os preceitos cristãos na sociedade, e defendeu que quanto mais as pessoas tiverem uma orientação religiosa voltada para a compreensão mútua e a tolerância, mais rapidamente se reduzirão os índices de violência, em todos os continentes. Ele também destacou a boa convivência entre as religiões no Brasil e lembrou que por ocasião do centenário da igreja, o então presidente Juscelino Kubistchek também prestigiou as comemorações na catedral.
– Nós brasileiros somos, por formação, um povo de fé. Sabemos respeitar e valorizar a religiosidade em suas mais diversas manifestações, e as diferentes matrizes culturais que nos formaram, também visíveis em nossas religiões, são um dos nossos maiores patrimônios nacionais. Intensificamos o diálogo com a sociedade e adotamos ações educativas, buscando promover o convívio saudável e respeitoso entre todas as religiões. São poucos os países do mundo em que a liberdade religiosa é praticada com tanta intensidade como ocorre em nosso país – defendeu Lula, admitindo, no entanto, que “existem ainda preconceitos herdados do passado”. 
Além do ato cívico foi inaugurado, ao meio-dia, um monumento escultório interativo do casal Simonton (Ashbel e Helen) na Praça Mauá e, às 19h30, foi celebrado um culto solene na Catedral Presbiteriana. 
História - No dia 12 de agosto de 1859, chegou ao Rio de Janeiro para pregar o Cristianismo, com formação calvinista, um jovem missionário americano, Ashbel Green Simonton e sua fiel e dedicada esposa Helen Murdoch. Esta é a data que marca o início dos trabalhos no Brasil, embora a fundação da igreja propriamente só tenha ocorrido em 1862. 
Antes de Simonton, muitos protestantes tentaram pregar o Cristianismo no Brasil, mas as tentativas foram fracassadas, porque a Igreja Católica Romana resistia à presença de protestantes na Nação Brasileira. Mas em 1859, o pastor americano encontrou a proteção de seu amigo pessoal, o Imperador Dom Pedro II, e pôde iniciar seu trabalho com segurança, pois o Imperador conduzia o País, reconhecido na época, como o mais liberal do mundo, do ponto de vista religioso e com Liberdade de Expressão e de Imprensa, asseguradas pelo próprio Imperador D. Pedro II. De 12 de agosto de 1859 a 12 de agosto de 2009, a Igreja Presbiteriana se expandiu, cresceu e consolidou suas bases no Brasil.

Extraído de www.abn.com.br

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE A IPB

 

 MISSÕES

 

AUTARQUIAS

  • JMN - Junta de Missões Nacionais

 

EDUCAÇÃO

Muitas igrejas presbiterianas possuem instituições educativas, além das que são administradas de forma central pela IPB, que seguem na lista abaixo:
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Presbiteriana_do_Brasil



Palco  do salão de festas e as reuniões menores...
Ai No tempo em que existia a Liga, infantil, juvenil
dei meus primeiros passos nas interpretações e nas encenações 
Bíblicas ...

OS  PRESIDENTES DOS CONCÍLIOS

 

Revendo Alexander Latimer Blackford, primeiro presidente do Presbitério do Rio de Janeiro e do Sínodo do Brasil
Nome
Mandatos
Rev. Alexander Latimer Blackford1865-1868 e 1884-1885
Rev. Francis Joseph Christopher Schneider1869-1870 e 1872
Rev. Robert Lenington1870-1873 e 1876
Rev. George Whitehill Chamberlain1873-1874 e 1877-1878
Rev. Modesto Perestrelo Barros de Carvalhosa1875-1877 e 1883-1885
Rev. Miguel Gonçalves Torres1878-1879 e 1887-1888
Rev. John Beatty Howell1879-1880
Rev. João Fernandes Dagama1880-1881
Rev. Antônio Bandeira Trajano1881-1882
Rev. Antônio Pedro de Cerqueira Leite18821883 e 1885
Rev. Eduardo Carlos Pereira1885-1886
Rev. José Zacarias de Miranda e Silva1886-1887

Sínodo do Brasil (1888-1910)

Nome

Mandatos
Rev. Alexander Latimer Blackford1888-1891
Rev. Miguel Gonçalves Torres1891-1894
Rev. Antônio Bandeira Trajano1894-1896
Rev. John Merrill Kyle1897-1900
Rev. Samuel Rhea Gammon1900-1903
Rev. João Ribeiro de Carvalho Braga1903-1906
Rev. Modesto Perestrelo Barros de Carvalhosa1906-1910

Assembléia Geral (1910-1942)

Nome
Mandatos
Rev. Álvaro Emygdio Gonçalves dos Reis1910-1912 e 1920-1922
Rev. Roberto Frederico Lenington1912-1915
Rev. John Rockwell Smith1915-1916
Rev. Horace Selden Allyn1916-1917
Rev. Mattathias Gomes dos Santos1917-1918 e 1926-1928
Rev. Constâncio Homero Omegna1918-1920
Rev. Alva Hardie1922-1924
Rev. Erasmo de Carvalho Braga1924-1926
Rev. José Carlos Nogueira1928-1930
Rev. Coriolano Dias de Assunção1930-1932
Rev. Miguel Rizzo Júnior1932-1934
Rev. Cícero Siqueira1934-1936
Rev. Galdino Moreira1936-1942

Supremo Concílio (1937 )

Nome
Mandatos
Rev. Guilherme Kerr1937-1942
Rev. José Carlos Nogueira1942-1946
Rev. Natanael Cortez1946-1950
Rev. Benjamim Moraes Filho1950-1954
Rev. José Borges dos Santos Junior1954-1958 e 1958-1962
Rev. Amantino Adorno Vassão1962-1966
Rev. Boanerges Ribeiro1966-19701970-1974 e 1974-1978
Presb. Paulo Breda Filho1978-1982 e 1982-1986
Rev. Edésio de Oliveira Chequer1986-1990 e 1990-1992
Rev. Wilson de Souza Lopes1992-1994
Rev. Guilhermino Cunha1994-1998 e 1998-2002
Rev. Roberto Brasileiro Silva2002-20062006-2010 e 2010-Atual

Fonte: http://vaskis.no.comunidades.net/index.php?pagina=1302153430

 

 A HISTÓRIA EM FOTOS

 


Rev. Simonton, o pioneiro

 Rev. Blackford o sucessor
 Rev. Chamberlain, fundador
da Escola Americana que viria
a se tornar a Universidade 
Presbiteriana  Mackenzie


Igreja Presbiteriana do Rio
de Janeiro, fundada em 1862 
 Criação do jornal Imprensa Evangélica - 1864

 Organizado o Presbitério do 
Rio de Janeiro - 1865


 
  Rev. José Manuel da Conceição

1º pastor  presbiteriano brasileiro
ordenado - 1865



Organização das IPBs de São Paulo
 e Brotas, SP



Dr. Edward Lane 
Um dos primeiros missionários
estrangeiros - 1869

 Escola Americana de São
Paulo, atual Machenzie
(1870)
 Em 1873 foi fundado o Colégio Internacional
em Campinas. O mesmo foi transferido para
Lavras, MG e veio a se tornar o Instituto
Gammon

Presbitério do Rio de Janeiro
(1885)

Organização do Sínodo Presbiteriano
Rio de Janeiro - 1888

Seminário Presbiteriano do Sul
 fundado em 1890 em Nova Friburgo, RJ,
 transferido p/ S. Paulo, SP dois anos
depois e para Campinas, SP em 1907 



Seminário Presbiteriano do Norte
fundado em Garanhuns em 1899 e 
transferido para Recife em 1921

 Organização da Igreja Presbiteriana
de Sorocaba - 1890

Rev. Eduardo Carlos Pereira
Principal lider na criação da
Igreja Presbiteriana Independente
do Brasil em 1903

 Templo da IP de S. José do Calçado, ES é
incendiado por fanáticos em 1909



E um novo templo é construído



Organização da Assembleia
Geral da IPB - 1910 


 

Organização da Igreja Presbiteriana 
Unida de São Paulo - 1900

 Rev. João Marques da Mota Sobrinho
1º Missionário Presbiteriano em
Portugal - 1911



Rev. Erasmo Braga participa com outros 
líderes do Congresso do Panamá - 1916




 Seminário Presbiteriano do Norte
é transferido de Garanhuns para
Recife, PE - 1921



Rev. Pascoal Luiz Pita, 2º
Ministro presbiteriano em 
Portugal - 1925



Fundação do Instituto JMC 
em Jandira, SP - 1928



Fundação da Missão Evangélica
Caiuá em Dourados, MT - 1928

 Fundação do Inst. Bíblico Eduardo Lane
 em Patrocínio, MG - 1933



1ª Constituição da IPB - 1937
 É criada a Junta de Missões 
Nacionais a IPB - 1940



Criação da Igreja Presbiteriana 
Conservadora em São Paulo, SP 
1940


1º Congresso Nacional do Trabalho
Feminino - Rio de Janeiro, RJ -1941

 1ª Congresso Nac. da Mocidade
Presbiteriana, RJ - 1946






Fundação da Casa Editora
 Presbiteriana - 1948 - Rev. Júlio Andrade
Ferreira, um dos primeiros autores
publicados



É promullgada a Constituição da Igreja 
Presbiteriana do Brasil na IPB
 de Alto Jequithá, MG - 1950





Fundada a Igreja Presbiteriana 
Fundamentalista do Brasil pelo 
Rev. Israel Gueiros - 1956


 Fundação do jornal Brasil 
Presbiteriano - 1958
  


 IPB envia missionários à 
Argentina e ao Chile - 1958




Presidente Juscelino Kubitschek
comparece às comemorações do
1º Centenário da IPB - 1959


 IPB envia missionário à Venezuela 
Rev. Joás Dias Araújo- 1962




Rev. Boanerges Ribeiro é eleito
Presidente do Supremo Concílio
da IPB - 1966




Rev. Evandro Luiz da Silva é enviado
como missionário da IPB ao Paraguai - 1970




Criação da Igreja Presbiteriana
Renovada do Brasil - 1975




Dr. Paulo Breda Filho, 1º presbítero
regente a presidir o SC/IPB- 1978




Criação da Igreja Presbiteriana 
Unida do Brasil - 1983


IPB inicia trabalho na Bolívia - 1988




Criação do Centro de Pós-graduação
 Andrew Jumper (CPAJ)- 1992


 Univ. Presbiteriana Mackenzie cria
a Escola Superior de Teologia - 1999




Criação da Associação Nacional
de Escolas Presbiterianas - 2000

ATUALIZAÇÃO FEITA PELO AUTOR DA POSTAGEM





O Rev. Roberto Brasileiro Silva é eleito Presidente
do Supremo Concilio da IPB, exercendo o 
cargo atualmente - 2002


Criado em  2006 o Programa Verdade e Vida produzido por
 "Luz para o Caminho". Pregador Rev. Hernandes Dias Lopes.
Apresentadores: Presb. Daniel Sacramento e 
posteriormente o Rev. Augustus Nicodemus Lopes




A Igreja Presbiteriana do Brasil
comemorou seu sesquicentenário de
 organização - 2009





SOBRE O AUTOR DA HISTÓRIA



Alderi Souza de Matos


(Th.D., Boston University School of Theology) é pastor, professor no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper e Historiador da IPB. O Dr. Rev. Alderi Souza de Matos, doutor em Teologia pela Boston School of Theology, é pastor, escritor e professor no Centro Presbiteriano de Pós-graduação Andrew Jumper. 


Observações

 

1 - O autor da postagem procurou ilustrar o mais próximo possível as datas elencadas pelo Rev. Alderi Matos de Souza em seu trabalho: Cronologia do Presbiterianismo no Brasil -http://www.mackenzie.com.br/7086.html

2- Tomou a liberdade de incluir nesta postagem a atividade do Sr. Claudino Batista Marra, o qual foi enviado pela Junta de Missões Nacionais em 1946 para o campo missionário de Guanhães, MG, lá permanecendo até 1952.Transcrição a respeito do trabalho desse obreiro:
"RUMO ÀS ALTEROSAS 

      Claudino Marra acalentava um sonho: trabalhar na obra missionária na Igreja Presbiteriana do Brasil. Era calvinista convicto. Não lhe satisfazia o fato de pregar nas igrejas metodistas, denominação na qual chegou a ser provisionado. Era uma espécie de pastor leigo. (Não escolheu as planícies verdejantes, mas visualizou as Alterosas inóspitas.) Seria imitador de Calebe?


Entre as amizades desenvolvidas com pastores presbiterianos em Itápolis, Rio Claro e em Campinas incluía-se o Reverendo José Carlos Nogueira, que fora pastor do casal e era uma espécie de padrinho de Claudino.. Foi esse venerando pastor que convidou Claudino Marra para trabalhar na Junta de Missões Nacionais.


 Em abril de 1946 Claudino e sua família foram de mudança para a Zona da Mata em Minas Gerais. Morando inicialmente em Sabinópolis a família mudou posteriormente para Guanhães. 
O  Reverendo Júlio Andrade Ferreira em sua obra História da Igreja Presbiteriana do Brasil, vol. 2 – (Casa Editora Presbiteriana, 2ª edição 1992). escreve à página 409: “foi o início de uma preciosa sementeira de fé. Como acompanhar, porém, todas as lutas e todas as vitórias de todos os missionários? Como saber das resistências em Guanhães? Em Virginópolis? Em Peçanha? E não são os lugares fechados acaso necessitados da cruz?”

Histórico completo sobre esse obreiro em:  http://wilson-ribeiro.blogspot.com.br/2012/03/claudino-marra-e-dona-antonia-vida.html

 

 AUTOR DA POSTAGEM


  Wilson do Carmo Ribeiro, 72 anos é industriário aposentado e pedagogo. Lecionou  no ensino oficial e particular, foi correspondente de jornais e vereador em Mairinque, SP.
Escreveu:


História da Igreja Presbiteriana de Araçoiaba da Serra: http://wilson-ribeiro.blogspot.com.br/2011/03/historia-da-igreja-presbiteriana-de.html