sexta-feira, 13 de março de 2015

Os lugares mais quentes do mundo...

Os lugares mais quentes do mundo

lugares-quentes[1]
Já imaginou morar em um lugar onde os termômetros marquem 47°, 50° e até 60° C? Então confira os lugares mais quentes do mundo:

Dallol[1]
Onde: Dallol, Etiópia
Temperatura: média diária de 41° C
O que tem lá: É considerada a cidade habitada mais quente do mundo. Está localizada no deserto de Danakil e próxima ao vulcão Dallol, onde as temperaturas passam os 60° C.

WadiHalfa[1]
Onde: Wadi Halfa, Sudão
Temperatura: chega a 53° C
O que tem lá: Clima seco com ventos quentes. É uma região muito pobre localizada na fronteira com o Egito. Chegar lá é complicado, e permanecer também.

vale-morte[1]
Onde: Vale da Morte, EUA
Temperatura: já registrou máximas de 56,7° C
O que tem lá: Deserto e a maior fonte de borato do mundo.

Deserto-Lut[1]
Onde: Deserto Lut, Irã
Temperatura: Já chegou a registrar 70° C
O que tem lá: Deserto, como o nome já diz, e um lago de 300km, chamado Dasht.

Tirat_Tzvi[1]
Onde: Tirat Tzvi, Israel
Temperatura: pode chegar a 54° C.
O que tem lá: É a cidade mais quente da Ásia. Está localizada às margens do Rio Jordão.

Timbuktu[1]
Onde: Timbuktu, Mali
Temperatura: já chegou a 54,4° C.
O que tem lá: É uma cidade com cerca de 1000 anos de história. Possui universidades e grande importância religiosa, sendo habitada por muçulmanos, judeus e cristãos.

queensland[1]
Onde: Queesland, Austrália
Temperatura: já chegou a 69° C.
O que tem lá: Florestas tropicais, ilhas e a Grande Barreira de Corais.

Turfan[1]
Onde: Turfan, China
Temperatura: ultrapassa os 50° C
O que tem lá: Templos budistas, montanhas e o vulcão Turfan.


Kebili[1]
Onde: Kebili, Tunísia
Temperatura: registra picos de 55° C.
O que tem lá: Um oásis no Deserto do Saara e um importante centro comercial.

Ghadames[1]
Onde: Ghadames, Líbia
Temperatura: já chegou a 55° C
O que tem lá: A cidade é considerada Patrimônio Mundial pela Unesco e possui um lago de água salgada de 20km.

Só não entendi porque o nosso querido Rio de Janeiro esta fora da lista! HUAHAUHA
6vtctazhq16ykes4sk1qirpzf[1]

A mulher que vê 99 milhões de cores a mais que você...Saiba se você é um tetracromata...

A mulher que vê 99 milhões de cores a mais que você

Cores[1]
Normalmente, um ser humano enxerga um milhão de cores distintas, o que já é algo incrível. Mas pela primeira vez, cientistas descobriram que uma mulher é capaz de enxergar nada menos que 100 milhões de cores.
Enxergamos as cores devido à 3 células da retina denominadas cones, onde cada uma é excitada por um comprimento de onda diferente. Quando estamos com os olhos abertos,  sinais luminosos chegam a esses cones, que por sua vez os transformam em sinais eletroquímicos que são enviados ao cérebro, que interpreta os sinais e produz uma sensação: a cor.
Cada cone pode identificar 100 tons, então o número de combinações entre os cones é de 100³ (1 milhão de cores). A maioria dos mamíferos possui somente dois cones, e portanto podem identificar muito menos cores. No entanto, alguns pássaros e insetos possuem uma visão superior à nossa.
Há tempos que alguns pesquisadores suspeitam que existem algumas pessoas com quatro cones diferentes, o que lhes dariam um incrível poder de visão, capaz de distinguir 100 milhões de cores diferentes.
Por 20 anos, a equipe de Gabriele Jordan, neurocientista da Universidade de Newcastle, Reino Unido, tem procurado por pessoas com “super-visão”. E recentemente a equipe encontrou a primeira tetracromata, conhecida como “cDa29″ pelos cientistas.
A ideia da existência de tetracromatas veio quando os pesquisadores descobriram que os daltônicos tinham dois cones normais e um mutante. Desse modo, a mãe do daltônico e as filhas tinham três cones normais e um mutante, isto é, quatro cones.
Elas podem apresentar o tetracromatismo ou serem apenas portadoras do gene. Jordan testou 25 mulheres que possuíam um quarto gene, e somente uma passou em todos os testes que a qualificam como sendo a primeira tetracromata conhecida do mundo.
No entanto, o nosso mundo talvez não tenha tons de cores suficientes para que os tetracromata utilizem toda a sua capacidade de visão. Obviamente, é impossível saber como um tetracromata vê o mundo, da mesma forma que é impossível descrever o vermelho para uma pessoa dicromata.

Descubra se você é tetracromata!

Observe a figura abaixo. Você consegue ver letras nos centros desses círculos? Então você é um tetracromata!
Tetracromatismo[1]

Os supersentidos dos bichos...Vamos respeitar...

Os supersentidos dos bichos

animaisconjunto46[1]
Visão ultravioleta, audição ultrassônica, leitores eletromagnéticos, sensor infravermelho, faro impecável. Alguns animais possuem habilidades sensoriais que desafiam a imaginação humana. Conheça cinco impressionantes superpoderes dessas criaturas:

5. Bússolas vivas

0,,69834361,00[1]
A ideia de que alguns animais podem se deslocar utilizando uma bússola interna é tão extravagante que, num passado recente, era tida como pura fantasia. Hoje é sabido que muitas espécies — incluindo pombos, galinhas, toupeiras, bois e tartarugas-marinhas — conseguem detectar o campo geomagnético da Terra com alta precisão.
Tartarugas cabeçudas como essa acima leem o campo magnético terrestre a fim de saber para onde devem nadar. Seus sensores as guiam para desovar em águas mornas durante a primeira migração ao redor da orla do Atlântico Norte. Conforme o tempo passa, elas vão criando um mapa magnético detalhado e aprendem a reconhecer mais variações de força e direção das linhas dos campos.
O mistério é que não se sabe com certeza como os animais sentem esse magnetismo. Parte do problema vem da possibilidade dos campos magnéticos passarem por tecidos biológicos sem que estes sejam alterados. Além disso, a detecção pode não precisar de estruturas especiais — talvez seja baseada numa série de reações químicas.
Mesmo assim, muitos pesquisadores acreditam na existência de receptores magnéticos nas cabeças das tartarugas. Eles seriam baseados em cristais de magnetita, que se alinham ao campo magnético da Terra e ativam algum tipo de receptor ou uma célula capilar quando mudam de polaridade.
O mineral já foi encontrado numa bactéria e nas narinas de peixes como o salmão, que também aparentam usar o campo magnético da Terra durante suas migrações.
Segundo Kenneth Lohmann, da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, a sensação das tartarugas seria como “nadar prestando atenção em dois tufos de cabelo, um do lado direito e o outro do lado esquerdo da sua cabeça. Quando você está indo em direção ao norte, nenhum dos tufos se move. Quando você vai para o leste, a sensação é que alguém está puxando levemente o tufo da esquerda; quando você vai para o oeste, você sente uma puxada no tufo da direita. E quando você vai para o sul, ambos os tufos são puxados”. Para manter o caminho certo, bastaria ter certeza de que a sensação não mudou.
Essa é uma possibilidade. Outra é que existam fotopigmentos em seus olhos, os criptocromos, capazes de detectar quimicamente o campo magnético e fornecer um estímulo visual que o animal utiliza como bússola. Assim, ele pode ver o campo magnético como um padrão, uma ampla gama de luzes ou cores que mudam de acordo com a direção para a qual ele olha.
Evidências mostram que é o caso de alguns animais. Criptocromos são encontrados na retina de pássaros migratórios e aparentam ser ativados quando eles estão no ar. Experimentos também comprovam que células da retina com criptocromos estão conectadas à região do cérebro que, quando removida, inibe a capacidade dos pássaros de se deslocar usando o campo magnético.
A ciência está longe de saber o que os animais sentem ao detectar o magnetismo. Mas há esperanças. Descobertas recentes sugerem que a mosca-da-fruta e o peixe-zebra podem detectar campos magnéticos. Por terem cérebros menos complexos, são ideais para análise.
0,,69834363,00[1]

4. Olhos de abelha

0,,69834364,00[1]
Quando uma abelha sobrevoa o seu jardim, ela não vê a mesma coisa que você. As flores saltam de um fundo folhoso muito mais escuro, dotado de uma pista de aterrissagem com refletores ultravioletas que indicam o caminho ao néctar. Algumas aranhas se arriscam a imitar essas linhas e tecem padrões ultravioletas em suas teias para enganá-la. Se resistir à armadilha, a abelha encontra o caminho de volta pra casa observando no céu o padrão de luz polarizada — que oscila somente em uma direção. Como? Por meio da visão pixelada em mosaico do seu olho composto, com 5 mil pontos compondo uma imagem.
Não é das coisas mais fáceis de imaginar. Mas, acredite, a complexidade do sistema de visão da abelha é comparável à do humano, já que também possui receptores para apenas três cores — ultravioleta, azul e verde, enquanto o aparato humano enxerga azul, verde e vermelho. Podemos ter uma visão aproximada de como as abelhas enxergam ao observarmos fotografias de cor falsa, em que o vermelho é filtrado e o ultravioleta adicionado numa cor visível aos olhos humanos.
Também é possível comparar a habilidade das abelhas de detectar a polarização da luz com nossas capacidades. “Assim como distinguimos o vermelho do azul, elas diferenciam uma polarização da outra”, diz Bill Stark, pesquisador que estuda a visão dos insetos na Universidade Saint Louis em Missouri. Tal habilidade ajuda as abelhas a se deslocarem usando a posição do Sol. A luz polarizada é medida por detectores simples e, assim, é possível criar imagens com o tipo de informação detectado (veja o diagrama abaixo).
Soa estranho? Não é nada ao comparar com insetos que possuem até seis receptores de cores, com os quais veem tons inimagináveis para nós humanos. Para eles, o mundo de três cores seria como um dia cinzento.
0,,69834365,00[1]

3. O mundo do som do morcego

0,,69834366,00[1]
Um morcego provavelmente não teria problema em imaginar como é enxergar como um humano. Para nós, projetar o mundo deles é mais complicado.
Morcegos que se alimentam de insetos e frutas obtêm grande parte dos detalhes que precisam por meio da ecolocalização: cliques, ruídos e gritos emitidos em até 120 decibéis — o volume de uma ambulância. Para nosso alívio, a barulheira desses seres é feita em ultrassom, acima do que a audição humana pode captar.
O eco dos sons fornece aos morcegos uma quantidade imensa de informação sobre os arredores. O tempo que leva para um eco retornar, por exemplo, mostra a distância de um objeto; já as mudanças na frequência do som ao reverberar em outra criatura pode revelar a direção e a velocidade do movimento do animal.
A sensibilidade da ecolocalização é fenomenal. Um estudo publicado em 2010 pelo Journal of the Acoustical Society of America descobriu que morcegos podem detectar diferenças nas distâncias entre eles mesmos e sua presa com precisão entre 4 e 13 milímetros. É o suficiente para caçar um inseto sem problemas. Sabe-se também que diferenças sutis no tom dos sons revelam a identidade de seus semelhantes, como se fossem vozes.
Para nós, humanos, dependentes das informações visuais, é difícil imaginar um mundo sonoro. Até mesmo pessoas com cegueira desde a infância, como Daniel Kish, sentem dificuldade de vislumbrar. Por volta dos 2 anos, ele começou a reconhecer os arredores ao fazer cliques com a língua e, a partir disso, escutava os ecos que reverberavam de pessoas e objetos. Embora consiga reconhecer móveis ao seu redor, sua habilidade não pode rastrear movimentos dos objetos com o eco dos estalos, uma das principais habilidades dos morcegos.
Mesmo cientes dos poderes desses animais, estudiosos não conseguem estipular se os ecos podem ser visualizados e se, durante a caçada, alternam a visão com ecolocalização. É o que falta saber.

2. Cobras à procura de calor

0,,69834367,00[1]
Serpentes-píton, jiboias e jararacas veem o mundo da mesma forma que nós, com um detalhezinho a mais: também “enxergam” em infravermelho. Graças ao mecanismo, conseguem rastrear presas a até um metro de distância pelo calor de seus corpos.
Elas utilizam um órgão simples, a fosseta loreal, localizada próximo às narinas. Embora sua função varie um pouco entre as espécies de cobras, é sempre uma cavidade com uma membrana cheia de terminações nervosas sensíveis ao calor que atuam como receptores de infravermelho. O órgão foi descrito pela primeira vez em 1952, mas somente no ano passado que os canais de proteína específicos que reagem com o calor foram identificados. A descoberta foi de que eles são encontrados em células nervosas do sistema sensorial que detectam toque e temperatura e registram dor.
Ainda que a fosseta loreal seja separada do sistema visual, seu conjunto de informações acaba numa parte do cérebro chamada de teto óptico. “Lá, os dois mapas do espaço — visual e infravermelho — se fundem em um só”, diz o neurocientista Michael Grace, que estuda o sensor térmico de jararacas no Florida Institute of Technology, em Melbourne.
Grace acredita que isso permite às cobras enxergar em infravermelho e luz visível ao mesmo tempo, ou mudar entre uma e outra. Quando estão caçando numa toca escura, elas podem usar o “mapa de calor” para abocanhar sua presa e então voltar à visão normal. Também podem usar os dois sentidos ao mesmo tempo quando a luz é suficiente para enxergar e está frio o bastante para que o calor da sua presa se destaque.
Para os estudiosos, a combinação de imagens de vídeos normal e infravermelho dá uma boa ideia de como seria este mundo.
0,,69834368,00[1]

1. Focinhos sofisticados

Você já pensou como um cachorro, que tem um olfato mil vezes mais sensível que o nosso, consegue colocar a cara numa lata de lixo? Alexandra Horowitz, pesquisadora de cognição canina da Universidade de Columbia, em Nova York, já. Ela explica que o melhor amigo do homem sente uma versão mais poderosa do que nossos narizes podem captar. “Não é que os cheiros sejam mais ‘altos’”, diz. “Os cheiros têm diferentes camadas e provavelmente fornecem ao cachorro muito mais informações.” Ela compara a experiência a ver uma pintura a uma certa distância e, depois, apreciá-la de maneira diferente, bem de perto, observando as marcas do pincel.
Cheirar, sugere Horowitz, pode ser uma maneira do cachorro entender a passagem do tempo. Ele faz isso ao cheirar a urina de outro cão e notar, pela intensidade do cheiro, se o colega passou por ali ou não. Comportamento semelhante foi obtido num estudo de 2005, em que cães conseguiram detectar diferenças sutis do cheiro entre uma pegada e outra. Eles seriam capazes até de imaginar o futuro quando o vento traz cheiros de homens, animais e objetos.
Ao cheirar uma rosa, então, um cachorro pode sentir as peculiaridades de cada pétala, saber se cada uma delas foi visitada por insetos e detectar se um humano a tocou ou não (veja como no diagrama abaixo). Assim não fica difícil entender a fascinação que um cachorro obtem ao cheirar um poste, não?
0,,69834369,00[1]

Precisamos usar animais como cobaias?

Precisamos usar animais como cobaias?



action_uk_animal_research[1]
Ratos, macacos, pássaros e cachorros fizeram contribuições inegáveis para a Medicina e para a Ciência em geral. O modo como eles ajudaram (e ajudam), contudo, é motivo de controvérsia: infectados ou feridos de propósito para que pesquisadores pudessem testar a eficácia de remédios e outros tratamentos; forçados a consumir produtos diversos (como alimentos e cosméticos) para descobrir se tais produtos são seguros para consumo humano. 




Por um lado, milhares de pessoas teriam morrido se não fosse pelos avanços feitos graças ao uso de animais; por outro, o sofrimento causado levanta a seguinte questão: vale a pena?
Em artigo publicado no Huffington Post, o médico e professor de neurologia e neurociência na Universidade de Iowa (EUA) William T. Talman argumenta que, sim, vale a pena realizar experimentos com animais. Contrariando o argumento de que “nenhum grande avanço científico teria vindo desse tipo de pesquisa”, ele cita um pronunciamento feito em 1994 pelo Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos segundo o qual “virtualmente toda conquista médica do último século dependeu direta ou indiretamente de pesquisas feitas com animais”.
“Além disso”, diz, “considere que nos últimos 40 anos apenas um Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina não dependeu de pesquisas com animais para as descobertas fundamentais que levaram ao prêmio”. Talman destaca que essas descobertas pavimentam o caminho para outras e, também, para curas e tratamentos.

Frutos do sacrifício

O médico lembra que é preciso ter cautela ao se aproveitar em humanos os resultados de estudos feitos com animais. “De fato, essa necessidade é reconhecida em regulamentações que exigem que mais de uma espécie não humana de animal seja usada para testar novos medicamentos antes que eles sejam usados em humanos”, aponta.
Diante daqueles que defendem o teste exclusivamente em seres humanos, ele questiona: “É mesmo? Eles estão prontos para se voluntariar? Mesmo que estivessem, ou que alguém fosse coagido (digamos, prisioneiros ou pacientes terminais), nós realmente gostaríamos de mover nossa sociedade nessa direção? Deveria o valor colocado em um ser humano que é (ou era) consciente ser ordenado por critérios feitos por outra pessoa, para que aqueles que estivessem mais abaixo no ranking pudessem passar por tratamentos não testados?”.
Visto que o ser humano também faz parte do reino animal, Talman ressalta que o estudo de outros organismos pode contribuir fortemente para entendermos melhor a fisiologia humana – e, naturalmente, a fisiologia dos outros animais também.
Ele cita como exemplo um estudo feito este ano por pesquisadores da Universidade de Cambridge (Inglaterra) em que cachorros paralisados recuperaram a capacidade de andar graças a pesquisas anteriores feitas com cães e roedores.
“Perceba que, mesmo que todos os testes fossem realizados em humanos, nossos animais perderiam os benefícios de medicações cuja utilidade foi encontrada em não humanos”, diz o médico. “Mais do que isso, animais tratados com remédios testados apenas em humanos poderiam morrer por causa de efeitos colaterais que não foram percebidos nos voluntários”. Como exemplo, ele cita a aspirina, que pode ser letal para gatos.
Nas décadas de 1950 e 1960, um medicamento chamado talidomida, criado para tratar enjoo durante a gravidez, foi usado por muitas pessoas sem ter passado por testes. Resultado: milhares de crianças nasceram com deformações físicas severas (como braços e pernas curtos ou mesmo ausentes). Os efeitos foram demonstrados depois em animais de laboratório, levando a droga a ser proibida nos Estados Unidos e em outros países.

Proteção (em termos)

Talman não nega que há muitos casos em que animais sofrem abusos que ultrapassam os objetivos da pesquisa, e recorda a existência de normas específicas pelas quais um projeto que faz uso de animais deve passar antes de receber financiamento – e que irregularidades devem, sim, ser combatidas e corrigidas.



Por outro lado, ele critica atos de violência praticados por determinados grupos que são contrários ao uso de animais em laboratórios – como ocorreu recentemente no Chile, em que membros do Front de Liberação Animal assumiram a autoria de um bombardeio feito a carros de cientistas que participariam de uma reunião no país.
“Não parece incongruente que alguns daqueles que dizem se importar tanto com a vida animal se preocupem tão pouco com a vida humana, a ponto de ameaçar a vida de cientistas cujo objetivo era descobrir formas de curar?”, questiona.
Por fim, ele afirma que aqueles que acreditam que as pesquisas com animais deveriam ter sido definitivamente banidas da ciência escolheram “um mundo sem tratamento ou cura para doenças domo HIV/Aids, ataques cardíacos, derrames, doença de Parkinson, poliomielite, hepatite, diabetes, tétano, varíola, tuberculose, pneumonia, e tantas outras”. [Huffington Post]

Será que uma única pessoa poderia destruir sozinha o nosso planeta?

Será que uma única pessoa poderia destruir sozinha o nosso planeta?

966079468006340352[1]
Com os enormes avanços tecnológicos — especialmente nas áreas da inteligência artificial, nano e biotecnologia — que estamos testemunhando nos últimos anos, você alguma vez parou para pensar se uma única pessoa, dotada dos conhecimentos e meios necessários, seria capaz de destruir o planeta sozinha? Segundo o pessoal do site io9, que conversou com alguns especialistas em segurança, essa possibilidade é bem real e não é tão remota como parece.
Os profissionais Philippe van Nedervelde —, especialista em defesa nuclear, biológica e química —, James Barrat — especialista em inteligência artificial — e Robert Freitas — especialista em nanotecnologia — acreditam que a possibilidade de que um grupo terrorista pequeno e até mesmo a de que um único indivíduo possa destruir a Terra não está sendo levada a sério o suficiente. Aliás, a maioria das pessoas nem sequer imagina que está correndo perigo.

Convergência de riscos

96607946826151930-t640[1]
Para os especialistas, algo parecido com uma “tempestade perfeita” está se formando, com vários fatores de risco convergindo para um único propósito. Entre eles estão perigos existenciais criados pelo próprio homem, assim como ameaças de origem cósmica. Portanto, se a humanidade espera continuar por aqui durante os próximos milênios, é imprescindível que consigamos sobreviver da melhor forma possível às próximas décadas.
Com respeito aos perigos de “fabricação” humana, os especialistas citaram como mais ameaçadores as pandemias provocadas por ataques biológicos, guerras termonucleares, o surgimento de uma inteligência artificial que subjugue os seres humanos e o desenvolvimento de armas de destruição em massa baseadas na nanotecnologia. Desses riscos, o da pandemia foi considerado como potencialmente preocupante.

Cenários catastróficos

96607946826151956-t640[1]
Os especialistas acreditam que dentro de pouco tempo as pandemias provocadas por criminosos será um perigo real, e alguns ataques biológicos em pequena escala já demonstraram ao mundo o poder dessa “arma”. Além disso, pandemias naturais — como foi o caso da gripe espanhola em 1918 e que matou entre 50 e 100 milhões de pessoas, ou seja, entre 2,5 e 5% da população mundial — já deixaram bem clara a gravidade da questão.
O problema nesse sentido é que a tecnologia necessária para desenvolver agentes patogênicos eficientes e efetivos já existe, e os cientistas dispõem do conhecimento necessário para otimizar seu funcionamento ou para combiná-los de forma que sua ação seja potencializada. Portanto, é possível criar armas biológicas capazes de dizimar completamente a humanidade.
96607946826152035-t640[1]
Com respeito ao desenvolvimento de armas de destruição em massa baseadas na nanotecnologia, uma possibilidade mencionada foi a chamada “praga cinza”, ou seja, robôs de dimensões moleculares capazes de se autorreplicar e que consumiriam completamente todos os recursos naturais críticos para a sobrevivência humana. Esses dispositivos poderiam, por exemplo, ser lançados na atmosfera e bloquear o sol ou, ainda, destruir organismos vivos.
Por último, considerando o cenário relacionado com a inteligência artificial, os especialistas acreditam que ela poderia, dentro de poucas décadas, ultrapassar a inteligência humana, e um erro de programação poderia ser fatal. Conforme explicaram, poderíamos nos ver forçados a competir com um rival cujas habilidades sejam muito superiores às nossas, e em situações que nem sequer podemos imaginar.

Mais com menos

96607946826152110-t640[1]
O perigo de tudo isso é que o desenvolvimento dessas tecnologias permitirá que se destrua muito mais com muito menos, e a convergência de todas elas só servirá para acelerar e exacerbar drasticamente o aumento do risco. Aliás, para conseguir destruir o planeta, um grupo determinado o suficiente só precisaria de recursos relativamente modestos e que dentro de pouco tempo estarão disponíveis para qualquer um.
Assustadoramente, essas tecnologias estão sendo desenvolvidas por agências governamentais e grandes corporações, e esse conhecimento pode, eventualmente, cair nas mãos erradas. Sendo assim, de acordo com os especialistas, mais do que temer catástrofes globais provocadas por grandes exércitos, devemos ficar atentos a pequenos grupos com as motivações erradas.
Os especialistas também apontaram que indivíduos sozinhos — que tenham o conhecimento suficiente e tenham desenvolvido um ódio violento contra a humanidade — têm o potencial de destruir cidades e regiões inteiras, e não descartam a possibilidade de que os mais motivados possam dizimar continentes e até mesmo o planeta. Por certo, esses possíveis “agentes solitários” tiram o sono dos especialistas em segurança.

Medidas preventivas

96607946826152234-t640[1]
É claro que quem quebra a cabeça pensando em possíveis cenários de destruição global também considera formas de evitar que tudo isso aconteça. Conforme explicaram os especialistas, por sorte, não estamos completamente desprotegidos contra os perigos, e precauções, ações preventivas, medidas de contra-ataque efetivas e identificação prematura dos riscos podem ajudar a reduzir o problema.
Uma das alternativas apresentadas seria o monitoramento psicológico de pessoas com comportamento — comprovadamente — anormal através de sistemas educacionais e outras instituições, com o objetivo de que esses indivíduos nunca cheguem a levar a cabo qualquer plano maligno.
Contra o ataque de armas criadas a partir da nanotecnologia, os especialistas sugerem o contra-ataque com “névoas” de nanorrobôs, radiação dirigida e o uso do eletromagnetismo. Por último, contra a ameaça apresentada pela inteligência artificial, o melhor seria criar uma organização global envolvendo a iniciativa pública e privada que estabeleça as diretrizes sobre o desenvolvimento e aplicação dessa tecnologia.

Seis fatos que justificariam a existência das sereias...

Seis fatos que justificariam a existência das sereias

sereia-3-animal-planet[1]
Você já deve ter se perguntado se alguma criatura mítica ou fantástica existe de fato, ou se essas figuras são fruto da imaginação de algum louco ou artista. As sereias são seres descritos minuciosamente em relatos, livros e filmes, mas será que elas existem ou existiram em um passado remoto?
Uma das teorias é a Hipótese do Macaco Aquático: ancestrais mais ou menos próximos dos humanos teriam adotado, durante um certo período, um estilo de vida semiaquático na costa africana, seja pela necessidade de buscar alimento na água ou de defender-se de predadores.
De qualquer modo, esse fato pode ter influenciado sua evolução, gerando uma subespécie anfíbia, enquanto outros hominídeos mantiveram uma existência puramente terrestre.
Embora tenha sido abandonada ao longo dos anos, ao menos três estudiosos – Max Westenhofer, ideólogo, Sir Alister Hardy, biólogo marinho, e Elaine Morgan, escritora feminista – se dedicaram a desenvolver essa teoria.
sereias-animal-planet[1]
Há múltiplas explicações que justificam a Hipótese do Macaco Aquático, entre elas:
1. O fato de sermos os únicos primatas que não tem o corpo totalmente recoberto por pelos, uma condição só existente em ambientes aquáticos ou subterrâneos.
2. Os humanos são os únicos mamíferos bípedes. Essa transformação não ocorreria facilmente na savana africana, onde evoluíram os primeiros homens. Já na água, o corpo humano tende a manter essa posição.
3. A respiração do ser humano é diferente da de outros mamíferos, já que temos a capacidade de controlá-la voluntariamente. Tal como os mamíferos marinhos, podemos inalar o ar necessário para mergulhar e depois voltar à superfície para respirar.
4. Assim como os mamíferos aquáticos, e ao contrário dos terrestres, os humanos possuem uma reserva de gordura que retêm durante todo o ano.
5. As lágrimas, a sudorese excessiva e a porção de pele que separa o polegar do dedo indicador sugerem antepassados aquáticos segundo os adeptos da teoria.
6. Por último, nossa facilidade de nadar, em comparação à falta de jeito de muitos mamíferos terrestres na água, sugere que evoluímos de seres aquáticos.
sereias-2-animal-planet[1]
Os detratores descartam a teoria enfatizando, por exemplo, que existem muitos mamíferos aquáticos totalmente peludos, como lontras e castores. Por outro lado, nenhum mamífero aquático é bípede, e o mais importante, em nenhum momento foram encontrados vestígios fósseis que comprovem a existência de “macacos aquáticos” ou sereias.
No entanto, nos últimos anos, diversas pesquisas sugerem a possibilidade de existirem criaturas aquáticas com uma linguagem tão complexa como a do ser humano, o que fez ressurgir a hipótese das sereias.
Segundo novos estudos, alguns hominídeos podem ter passado por uma adaptação evolutiva ao ambiente aquático, transformando as duas pernas em uma cauda que lhes permitisse nadar com mais facilidade.
E você, no que acredita? Será que as sereias existem mesmo?

5 animais com sistemas complexos de comunicação...

5 animais com sistemas complexos de comunicação


Elefantes_sabana[1]
Por muito tempo chamamos os outros animais de “irracionais”. Felizmente, a ciência cada vez mais tem percebido que bichos têm sentimentos, são capazes de compreender situações e não só reagir por instinto. E mais: alguns deles possuem complexos sistemas de comunicação. Sejam sons ou gestos, estes animais se comunicam entre si e com o meio ambiente ao seu redor. Provavelmente, nunca saberemos com exatidão o que eles dizem entre si, mas já temos alguma ideia de que essa “conversa” existe. Conheça cinco espécies de animais com um sistema de linguagem complexo:

1. Golfinhos chamam uns aos outros pelo nome

Eilat_-_Dolphin_reef[1]
Quando vemos golfinhos nadando e saltitando por aí, também ouvimos seus assobios e outros sons, que não somos exatamente capazes de reconhecer. Mas uma coisa que nunca negamos é a inteligência desses mamíferos marinhos. Um estudo publicado em 2013, feito em conjunto pelo Sarasota Dolphin Research Program, a Universidade de St. Andrews da Escócia, o Chicago Zoological Society e o Walt Disney World Resort, revelou que os golfinhos não só se comunicam bem entre si, como também são capazes de dar nomes abstratos a seus pares.
Os pesquisadores passaram 25 anos estudando os sons gravados de cerca de 250 golfinhos selvagens, além de animais em cativeiro na Disney. Eles concluíram que cada animal tem o seu próprio assobio individual, que representa sua identidade. Com o estudo, também perceberam que os outros golfinhos são capazes de imitar o tal do assobio específico quando estão próximos um do outro e querem se encontrar. Essa “cópia” do assobio não acontece quando dois golfinhos que não se conhecem se encontram por acaso, somente entre aqueles que já passaram um tempo considerável juntos. Para você ver: até os golfinhos seguem a premissa de não falar com estranhos!

2. Cães-da-pradaria descrevem informações complexas em um único latido

prairie-dog-347805_640[1]
Os cães-da-pradaria são roedores que vivem em desertos da América do Norte. Recentemente, eles tiveram sua linguagem decodificada por pesquisadores, que ficaram surpresos com a complexidade da comunicação entre esses animais. Basicamente, eles conseguem alertar uns aos outros sobre a direção em que um predador se aproxima e são capazes de descrever, em detalhes, a espécie, o tamanho e a forma de outros bichos.
Outro talento surpreendente na linguagem desses roedores é sua capacidade de comunicar cores – no caso, eles conseguiam explicar, com um único latido, a cor das roupas que seres humanos estavam vestindo.

3. Elefantes se comunicam com sons e gestos

Elefante_asia_tico_Elephas_maximus_Tierpark_Hellabrunn_Mu_nich_Alemania_2012-06-17_DD_06[1]
Elefantes são capazes de sentir empatia, de entender situações ao seu redor e até de chorar de tristeza pela morte de um ente querido. Depois de estudar uma manada de elefantes no Congo por 19 anos, uma bióloga percebeu também que a voz deles é individual, tal como a nossa (e a dos golfinhos ali do tópico de cima).
Além disso, os grandes paquidermes usam movimentos e gestos discretos para se comunicar entre o grupo. A curvatura da tromba ou uma dobra na orelha ajudam a transmitir informações entre eles, já que, em geral, vem acompanhadas de roncos, bramidos e outros sons peculiares. Ou seja, os elefantes, tal como os italianos, falam com as “mãos”.

4. Babuínos são capazes de “falar” como nós

Hamadryas_Baboon[1]
Mais precisamente, os babuínos-gelada são capazes de movimentar os lábios e a língua para produzir sons, uma característica essencial para o desenvolvimento da fala. Quem descobriu isso foram pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. Diversos primatas fazem esse tipo de movimento com a boca, mas somente os babuínos-gelada foram observados produzindo sons articulados, como os humanos. E o que é mais interessante: isso foi visto em momentos de socialização amigável entre esses animais.
Outra pesquisa sobre a linguagem desses bichos, que envolveu um grupo de 6 babuínos acompanhados por 6 semanas, utilizou computadores com touchscreen para que os animais identificassem palavras reais ou inventadas. O resultado foi que, em 75% das tentativas, os animais identificaram corretamente os erros.

5. Papagaios fazem mais do que imitar sons

Papagaio.jhu_[1]
Nós sabemos pouco sobre o sistema de comunicação das aves, mas ele é certamente mais intrincado do que se imagina. Por exemplo, por muito tempo acreditou-se que os papagaios apenas repetiam sons. Mas, na verdade, eles também são capazes de entender conceitos. O papagaio africano Alex foi um dos pioneiros em ajudar nesse tipo de descoberta: ele era capaz não só de reconhecer palavras e contar, mas também de entender cores, formar palavras novas e até fazer piadas. Já os papagaios selvagens são capazes de ter chamados únicos para nomear seus bebês, assim como são capazes de identificar quando são chamados.