sábado, 10 de janeiro de 2015

NASA planeja uma habitar Vênus através de cidades voadoras...


NOTICIAS

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Olho de um fóssil sugere visão a cores há pelo menos 300 milhões de anos atrás...

Acanthodes-bridgei-fossil
A visão humana depende de pigmentos que absorvem a luz. Esses pigmentos se encontram no interior das células conhecidas como bastonetes e cones. Cones são sensíveis à cor e também ajudam a perceber detalhes finos e mudanças rápidas. Bastonetes são mais sensíveis à luz do que os cones, mas não são sensíveis à cor, e são responsáveis ​​pela visão periférica e noturna. Ambos são encontradas em uma camada de tecido na parte posterior do olho conhecido como retina.
Myllokunmingia pode ser uma das primeiras criaturas conhecidas com espinha dorsal, e ela pode ter possuído um olho como uma câmera rudimentar, o que sugere a existência de visão desde, pelo menos, 520 milhões anos atrás. No entanto, pouco se conhece sobre a evolução da visão, uma vez que o tecido mole do olho geralmente decai rapidamente após a morte.
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Para saber mais sobre a evolução da visão, os cientistas analisaram um excepcionalmente bem preservado espécime fóssil de 300 milhões de anos de idade de um peixe chamado Acanthodes bridgei. O fóssil foi escavado no Kansas e é mantido no Museu Nacional da Natureza e Ciência de Tóquio. O peixe, que chegava a cerca de 10 centímetros de comprimento, é o último ancestral comum conhecido dos peixes mandibulados modernos, incluindo peixes com esqueleto ósseo, como barracudas, e esqueletos de cartilagem, como tubarões .
Os pesquisadores descobriram o primeiro registro de bastonetes e cones fossilizados neste peixe.
“Cones e bastonetes normalmente não são preservados, pois estes tecidos moles são mais frágeis”, disse o principal autor do estudo Gengo Tanaka, um paleontólogo da Universidade de Kumamoto, no Japão.
Os cientistas também encontraram grânulos no fóssil que, com base na similaridade da sua química, tamanho e forma de partículas encontradas em olhos de peixes modernos, são feitos de eumelanina, um pigmento que absorve a luz e ajuda os animais a enxergarem.
Acredita-se que A. bridgei tenha vivido em águas rasas, através da qual a maioria das cores visíveis para os seres humanos a partir de luz solar pode ter sido também visível para os peixes. Como tal, a visão de cor pode ter sido de valor inestimável para o peixe – por exemplo, ajudando-o a identificar predadores e alimento.
“Ao analisar os olhos de vertebrados fósseis como este espécime, podemos reconstruir que cores os animais extintos – exemplo, dinossauros – podiam ver”, disse Tanaka.
Os cientistas detalharam suas descobertas na revista Nature Communications.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Por muito tempo chamamos os outros animais de “irracionais” SURPREENDA-SE...

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1. Golfinhos chamam uns aos outros pelo nome...

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Quando vemos golfinhos nadando e saltitando por aí, também ouvimos seus assobios e outros sons, que não somos exatamente capazes de reconhecer. Mas uma coisa que nunca negamos é a inteligência desses mamíferos marinhos. Um estudo publicado em 2013, feito em conjunto pelo Sarasota Dolphin Research Program, a Universidade de St. Andrews da Escócia, o Chicago Zoological Society e o Walt Disney World Resort, revelou que os golfinhos não só se comunicam bem entre si, como também são capazes de dar nomes abstratos a seus pares.
Os pesquisadores passaram 25 anos estudando os sons gravados de cerca de 250 golfinhos selvagens, além de animais em cativeiro na Disney. Eles concluíram que cada animal tem o seu próprio assobio individual, que representa sua identidade. Com o estudo, também perceberam que os outros golfinhos são capazes de imitar o tal do assobio específico quando estão próximos um do outro e querem se encontrar. Essa “cópia” do assobio não acontece quando dois golfinhos que não se conhecem se encontram por acaso, somente entre aqueles que já passaram um tempo considerável juntos. Para você ver: até os golfinhos seguem a premissa de não falar com estranhos!

2. Cães-da-pradaria descrevem informações complexas em um único latido...

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Os cães-da-pradaria são roedores que vivem em desertos da América do Norte. Recentemente, eles tiveram sua linguagem decodificada por pesquisadores, que ficaram surpresos com a complexidade da comunicação entre esses animais. Basicamente, eles conseguem alertar uns aos outros sobre a direção em que um predador se aproxima e são capazes de descrever, em detalhes, a espécie, o tamanho e a forma de outros bichos.
Outro talento surpreendente na linguagem desses roedores é sua capacidade de comunicar cores – no caso, eles conseguiam explicar, com um único latido, a cor das roupas que seres humanos estavam vestindo.

3. Elefantes se comunicam com sons e gestos...

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Elefantes são capazes de sentir empatia, de entender situações ao seu redor e até de chorar de tristeza pela morte de um ente querido. Depois de estudar uma manada de elefantes no Congo por 19 anos, uma bióloga percebeu também que a voz deles é individual, tal como a nossa (e a dos golfinhos ali do tópico de cima).
Além disso, os grandes paquidermes usam movimentos e gestos discretos para se comunicar entre o grupo. A curvatura da tromba ou uma dobra na orelha ajudam a transmitir informações entre eles, já que, em geral, vem acompanhadas de roncos, bramidos e outros sons peculiares. Ou seja, os elefantes, tal como os italianos, falam com as “mãos”.

4. Babuínos são capazes de “falar” como nós...

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Mais precisamente, os babuínos-gelada são capazes de movimentar os lábios e a língua para produzir sons, uma característica essencial para o desenvolvimento da fala. Quem descobriu isso foram pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. Diversos primatas fazem esse tipo de movimento com a boca, mas somente os babuínos-gelada foram observados produzindo sons articulados, como os humanos. E o que é mais interessante: isso foi visto em momentos de socialização amigável entre esses animais.
Outra pesquisa sobre a linguagem desses bichos, que envolveu um grupo de 6 babuínos acompanhados por 6 semanas, utilizou computadores com touchscreen para que os animais identificassem palavras reais ou inventadas. O resultado foi que, em 75% das tentativas, os animais identificaram corretamente os erros.

5. Papagaios fazem mais do que imitar sons...

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Nós sabemos pouco sobre o sistema de comunicação das aves, mas ele é certamente mais intrincado do que se imagina. Por exemplo, por muito tempo acreditou-se que os papagaios apenas repetiam sons. Mas, na verdade, eles também são capazes de entender conceitos. O papagaio africano Alex foi um dos pioneiros em ajudar nesse tipo de descoberta: ele era capaz não só de reconhecer palavras e contar, mas também de entender cores, formar palavras novas e até fazer piadas. Já os papagaios selvagens são capazes de ter chamados únicos para nomear seus bebês, assim como são capazes de identificar quando são chamados.