segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

10 atores de Star Wars e como eles estão quase quatro décadas depois...

10 atores de Star Wars e como eles estão quase quatro décadas depois...
Depois de emplacar como a maior estreia mundial do cinema de todos os tempos, resgatamos algumas fotos dos primeiros filmes de Star Wars e comparamos com as imagens atuais dos atores que participaram da saga. Veja à seguir:
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1. Harrison Ford como Han Solo – 1980 e 2015
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2. Kenny Baker como R2-D2 – 1977 e 2015
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3. Anthony Daniels como ?-3?o – 1977 e 2015
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4. Carrie Fisher como Princesa Leia – 1977 e 2015
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5. Mark Hamill como Luke Skywalker – 1980 e 2015
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6. Billy Dee Williams como Lando Calrissian – 1980 e 2015
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7. Peter Mayhew como Chewbacca – 1977 e 2015
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8. David Prowse como Darth Vader – 1977 e 2015
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9. Denis Lawson como Wedge Antilles – 1980 e 2015
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10. James Earl Jones como Voz do Darth Vader – 1977 e 2015
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Natal... Duas palávras...

Natal é um momento em que duas palavras vêm sempre muito forte em minha mente, que me faz um super bem...



Refletir sobre elas, tentar reforçá-las um pouco... 


Estava viajando sozinho, aproveitando o feriado, resolvi compartilhar aqui ... uma pequena reflexão com vocês.
1. Perdão. 
Na questão de perdoar não apenas o próximo, algo que se faz essência neste dia e normalmente é lembrado, mas também de perdoar a si mesmo, pelos erros cometidos durante a jornada, algo que as vezes nos prendemos, nos martirizamos. Talvez seja um bom momento para recobrar as forças, deixar todas as coisas negativas de lado, levar a cabeça e se preparar para um novo ano de muitos acertos, de muita positividade.

2. Generosidade. 
Na questão de que devemos sempre continuar a ajudar as outras pessoas sem esperar nada em troca, nada mesmo. Muitas serão ingratas e isso pode nos deixar desanimar, mas não devemos nunca. Um dia, quando menos esperar, tudo que fazemos desta forma irá nos retornar, seja de forma espiritual ou física, é uma verdade indubitável.
Um feliz natal a todos vocês! Que seus caminhos sejam regados de muita energia, muita paz nas suas famílias também! Que esta magia não passe e continue fazendo parte de todos os seus dias. Força, foco e fé, sempre!
Um grande abraço,




O desejo deste Blogueiro... de todo coração...





Desejo a vocês e as suas familias um Feliz Natal,com amor,paz,alegria e união.

Para o ano novo, desejo que...

"...se for pra fazer guerra, que seja de travesseiro.
Se for pra ter solidão, que seja no chuveiro.
Se for pra perder, que seja o medo.
Se for pra mentir, que seja a idade.
Se for pra matar, que seja a saudade.

Se for pra morrer, que seja de amor.
Se for pra tirar de alguém, que seja sua dor.
Se for pra ir embora, que seja a tristeza.

Se for pra chorar um dia, que seja de alegria.
Se for pra cair, que seja na folia.
Se for pra bater, que seja um bolo.
Se for pra roubar, que seja um bolo.
Se for pra matar, que seja de desejo."
Alvaro Socci





J0/Eli; Feliz Natal amigos...












sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Imagem impressionante mostra mergulhador através dos "olhos" de um golfinho. Entenda!


golfinhos 
Por Bruno Rizzato
Imagens extraordinárias adquiridas por um sonar de um golfinho revelaram como este animal 'vê' um nadador humano utilizando a ecolocalização.


Cientistas produziram os contornos borrados de um homem submerso depois de gravar os sinais de sonar com um microfone subaquático e convertê-los em imagens. Um sofisticado processamento foi usado para transcrever a forma das ondas sonoras, quando elas são ‘impressas’ sobre a água, criando as imagens. Uma técnica semelhante foi utilizada há três anos para capturar a vista de ecolocalização de um golfinho, em relação a objetos submersos inanimados, indicando que os cetáceos realmente podem usar o sonar para enxergar.

A líder da equipe, Jack Kassewitz, do projeto Speak Dolphin, com sede nos EUA, que promove a comunicação entre os seres humanos e os golfinhos, disse: “Esta é a primeira vez que temos uma imagem capturada de um golfinho, de um homem submerso. Nós empregamos uma técnica similar em 2012 para capturar imagens de ecolocalização de um golfinho, avistando um vaso de flores e vários outros objetos de plástico submersos. Porém, a presente pesquisa confirmou este resultado e muito mais”.
 ecolocalizacao golfinhos
A pesquisa, conduzida com a ajuda de especialistas britânicos, aconteceu no Dolphin Discovery Centre, em Puerto Aventuras, México. O nadador subaquático, Jim McDonough, usava um cinto de lastro e exalou a maioria do ar de seus pulmões para superar sua flutuabilidade natural. A decisão foi tomada para não usar um aparelho de respiração que iria gerar bolhas, que poderiam afetar os resultados do experimento. O sinal de eco foi enviado por e-mail a um cientista britânico, que foi o inventor da pioneira nova tecnologia chamada Cyma Scope, que faz o som ficar ‘visível’.

"Quando eu recebi a gravação de Jack, ele tinha me dito apenas que poderia conter uma reflexão de ecolocalização do rosto de alguém. Eu notei o nome do arquivo, 'Jim', então eu assumi que a imagem, se existisse dentro do arquivo, seria a do rosto de um homem. Eu estava um pouco duvidoso que isto poderia ser alcançado porque a imagem que tinha realizado em 2012 era de simples objetos de plástico sem detalhes inerentes, ao passo que um rosto é uma forma altamente detalhada”, explicou, a princípio, o físico Dr. John Stuart Reid, que chefia a equipe Cyma Scope.

O princípio básico do instrumento Cyma Scope é a transcrição de periodicidades sônicas para periodicidades de ondas na água. Em outras palavras, a amostra de som é impressa sobre uma membrana de água. A capacidade do Cyma Scope de capturar as imagens dos golfinhos relaciona-se com as propriedades quase-holográficas do som e sua relação com a água. Repassando o vídeo quadro a quadro, vi algo totalmente inesperado. Era o esboço fraco de um homem”, completou ele.
 ecolocalizacao golfinhos 01
  
O processamento do computador foi aprimorado e a imagem foi digitalmente limpa, produzindo mais detalhes da ‘visão’, incluindo o cinturão de peso usado por McDonough. Os resultados sugerem que os golfinhos podem sentir mais do que a sombra de um objeto com sua ecolocalização, e são capazes de resolver características de superfície, segundo Kassewitz.

“O golfinho teve cerca de 50 milhões de anos para evoluir seu sentido de ecolocalização. Os biólogos marinhos estudaram a fisiologia dos cetáceos por apenas cerca de cinco décadas, e eu tenho trabalhado com John Stuart Reid por apenas cinco anos. Mesmo assim, o nosso recente sucesso deixou todos sem palavras. Nós agora achamos que é seguro especular que os golfinhos podem empregar uma ‘forma sono-pictórica’ de linguagem, partilhando imagens uns com os outros. Se isso se provar verdadeiro, um futuro emocionante está por vir para as comunicações interespécies”, concluiu o pesquisador
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

O que é Zika Vírus? Sinônimos: zika vírus.... Transmissão, Procedência...vetôr, aparência, incubação, tratamentos, prevenção!

 visão geral











O que é Zika Vírus?

Sinônimos: zika vírus
Zika Vírus é uma infecção causada pelo vírus ZIKV, transmitida pelo mosquitoAedes aegypti, mesmo transmissor da dengue da febre chikungunya. O vírus Zika teve sua primeira aparição registrada em 1947, quando foi encontrado em macacos da Floresta Zika, em Uganda. Entretanto, somente em 1954 os primeiros seres humanos foram contaminados, na Nigéria. O vírus Zika atingiu a Oceania em 2007 e a França no ano de 2013. O Brasil notificou os primeiros casos de Zika vírus em 2015, no Rio Grande do Norte e na Bahia.
Apesar de a doença ter chegado ao Brasil, ela não é uma preocupação tão grande quanto a dengue, uma vez que seus sintomas são brandos e duram pouco tempo. Os maiores incômodos são febre é baixa, coceira e comichão na pele, além de manchas avermelhadas. É necessário, contudo, ficar atento com as contaminações combinadas – dengue, febre chikungunya e Zika vírus – uma vez que os efeitos dessas infecções em conjunto ainda não são conhecidos.

Causas

O vírus ZIKV não é transmitido de pessoa para pessoa. O contágio se dá pelo mosquito que, após picar alguém contaminado, pode transportar o ZIKV durante toda a sua vida, transmitindo a doença para uma população que não possui anticorpos contra ele.




O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas. O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito adulto vive em média 45 dias. Uma vez que o indivíduo é picado, demora no geral de 3 a 12 dias para o Zika vírus causar sintomas.
A transmissão do ZIKV raramente ocorre em temperaturas abaixo de 16° C, sendo que a mais propícia gira em torno de 30° a 32° C - por isso ele se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. A fêmea coloca os ovos em condições adequadas (lugar quente e úmido) e em 48 horas o embrião se desenvolve. É importante lembrar que os ovos que carregam o embrião do mosquito transmissor da Zika Vírus podem suportar até um ano a seca e serem transportados por longas distâncias, grudados nas bordas dos recipientes e esperando um ambiente úmido para se desenvolverem. Essa é uma das razões para a difícil erradicação do mosquito. Para passar da fase do ovo até a fase adulta, o inseto demora dez dias, em média. Os mosquitos acasalam no primeiro ou no segundo dia após se tornarem adultos. Depois, as fêmeas passam a se alimentar de sangue, que possui as proteínas necessárias para o desenvolvimento dos ovos.
O mosquito Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte. No entanto, mesmo nas horas quentes ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem durante a noite. O indivíduo não percebe a picada, pois não dói e nem coça no momento. Por ser um mosquito que voa baixo - até dois metros - é comum ele picar nos joelhos, panturrilhas e pés.

 sintomas

Sintomas de Zika Vírus

Os sinais de infecção pelo Zika vírus são parecidos com os sintomas da dengue, e começam de 3 a 12 dias após a picada do mosquito. Os sintomas de Zika Vírus são:
  • Febre baixa (entre 37,8 e 38,5 graus)
  • Dor nas articulações (artralgia), mais frequentemente nas articulações das mãos e pés, com possível inchaço
  • Dor muscular (mialgia)
  • Dor de cabeça e atrás dos olhos
  • Erupções cutâneas (exantemas), acompanhadas de coceira. Podem afetar o rosto, o tronco e alcançar membros periféricos, como mãos e pés.






Sintomas mais raros de infecção pelo Zika vírus incluem:

 diagnóstico e exames

Diagnóstico de Zika Vírus

Se você suspeita de febre chikungunya, vá direto ao hospital ou clínica de saúde mais próxima. O diagnóstico deverá ser feito por meio de análise clínica e exame sorológico (de sangue).
A partir de uma amostra de sangue, os especialistas buscam a presença de anticorpos específicos para combater o Zika vírus no sangue. Isso indicará que a doença está circulando pelo seu corpo e que o organismo está tentando combatê-lo. A técnica RT-PCR, de biologia molecular, também pode ser usada para identificar o vírus em estágios precoces de contaminação.









Para diferenciar o vírus Zika da febre chikungunya e da dengue, outros exames podem ser feitos:





  • Testes de coagulação
  • Eletrólitos
  • Hematócrito
  • Enzimas do fígado
  • Contagem de plaquetas
  • Raio X do tórax para demonstrar efusões pleurais.

 tratamento e cuidados

Tratamento de Zika Vírus

O tratamento para o Zika vírus é sintomático. Isso que dizer que não há tratamento específico para a doença, só para alívio dos sintomas. Para limitar a transmissão do vírus, os pacientes devem ser mantidos sob mosquiteiros durante o estado febril, evitando que algum Aedes aegypti o pique, ficando também infectado.




Pacientes afetados com Zika Vírus podem usar medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos. Entretanto, assim como na dengue e febre chikungunya, os medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou que contenham a substância associada devem ser evitados. Eles têm efeito anticoagulante e podem causar sangramentos. Outros anti-inflamatórios não hormonais (diclofenaco, ibuprofeno e piroxicam) também devem ser evitados. O uso destas medicações pode aumentar o risco de sangramentos.
Os sintomas se recuperam espontaneamente após 4-7 dias. Se você sentir incômodo por mais tempo, volte ao médico para investigar outras doenças.

 convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

Ainda não se sabe muito sobre as complicações que o Zika vírus pode causar. Recentemente ele foi relacionado pelo Ministério da Saúde à casos demicrocefalia - uma condição neurológica rara identificada em geral na fase da gestação - e à Síndrome de Guillan-Barré, que é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca o sistema nervoso por engano, que o causa uma inflamação nos nervos e fraqueza muscular.
De acordo com o Ministério da Saúde, as investigações sobre microcefalia e o Zika vírus devem continuar para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante. Em análise inicial, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez.

 prevenção

Prevenção

O mosquito Aedes aegypti é o transmissor do vírus e suas larvas nascem e se criam em água parada. Por isso, evitar esses focos da reprodução desse vetor é a melhor forma de se prevenir contra o Zika vírus. Veja como:

Evite o acúmulo de água

O mosquito coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo e, caso o quintal seja propenso à formação de poças, realizar a drenagem do terreno. Também é necessário lavar a vasilha de água do bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d'água e cisternas.

Coloque areia nos vasos de plantas

O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que e o prato se torne um criadouro de mosquitos.
Ralos pequenos de cozinhas e banheiros raramente tornam-se foco de Zika Vírus devido ao constante uso de produtos químicos, como xampu, sabão e água sanitária. Entretanto, alguns ralos são rasos e conservam água estagnada em seu interior. Nesse caso, o ideal é que ele seja fechado com uma tela ou que seja higienizado com desinfetante regularmente.

Limpe as calhas

Grandes reservatórios, como caixas d'água, são os criadouros mais produtivos de febre Zika, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento do Aedes aegypti.

Coloque tela nas janelas

Embora não seja tão eficaz, uma vez que as pessoas não ficam o dia inteiro em casa, colocar telas em portas e janelas pode ajudar a proteger sua família contra o mosquito Aedes aegypti. O problema é quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem sucedida. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção.






Lagos caseiros e aquários

Assim como as piscinas, a possibilidade de laguinhos caseiros e aquários se tornarem foco do Zika vírus deixou muitas pessoas preocupadas. Porém, peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos. O cuidado maior deve ser dado, portanto, às piscinas que não são limpas com frequência.

Seja consciente com seu lixo

Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos. Assim você garante que eles ficarão desobstruídos, evitando acúmulo e até mesmo enchentes. Em casa, deixe as latas de lixo sempre bem tampadas.





Uso de repelentes

O uso de repelentes, principalmente em viagens ou em locais com muitos mosquitos, é um método paliativo para se proteger contra o Zika vírus. Recomenda-se, porém, o uso de produtos industrializados. Repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo de soja não possuem grau de repelência forte o suficiente para manter o mosquito longe por muito tempo. Além disso, a duração e a eficácia do produto são temporárias, sendo necessária diversas reaplicações ao longo do dia, o que muitas pessoas não costumam fazer.

Suplementação vitamínica do complexo B

Tomar suplementos de vitaminas do complexo B pode mudar o odor que nosso organismo exala, confundindo o mosquito e funcionando como uma espécie de repelente. Outros alimentos de cheiro forte, como o alho, também podem ter esse efeito. No entanto, a suplementação deveria começar a ser feita antes da alta temporada de infecção do mosquito, e nem isso garante 100% de proteção contra o Zika vírus. A estratégia deve se somar ao combate de focos da larva do mosquito, ao uso do repelente e à colocação de telas em portas e janelas, por exemplo.



 fontes e referências

  • Sociedade Brasileira de Infectologia - entidade sem fins lucrativos que visa promover o desenvolvimento da especialidade de Infectologia, bem como os intercâmbios científico, técnico, cultural e social entre seus associados e profissionais da área.
  • Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças – organização da União Europeia cujo objetivo é identificar as ameaças para a saúde humana tanto atuais como em vias de aparecimento.

Microcefalia não tem relação com vacina de rubéola; veja boatos....


Microcefalia não tem relação com vacina de rubéola; veja boatos...

Boatos sobre zika vírus e microcefalia estão circulando no país.
Mensagem falsa diz que zika causa lesão neurológica em idosos e crianças.


Informação de que vacina de rubéola aplicada em grávidas teria provocado casos de microcefalia é falsa; vários boatos circulam na internet sobre microcefalia e zika (Foto: TV Globo)
Boatos que circulam nas redes sociais e no WhatsApp têm espalhado informações equivocadas sobre o zika vírus e sobre a microcefalia no Brasil. No final de novembro, o Ministério da Saúde confirmou a existência de uma relação entre infecções pelo recém-chegado zika vírus e o aumento de casos de microcefalia no país.
Veja quais são esses boatos e entenda por que essas informações são falsas:
Vacina de rubéola
Um dos boatos mais difundidos na internet sobre microcefalia é o de que a doença estaria sendo causada por um lote vencido de vacina contra rubéola que teria sido aplicado em gestantes no Nordeste.
Em primeiro lugar, a vacina contra rubéola é contraindicada a gestantes. “A vacina de rubéola nunca é usada na gravidez, por isso não tem como ter uma associação como essa”, diz o médico Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
A indicação da vacina contra rubéola – que aparece na forma de tríplice viral (que também protege contra caxumba e sarampo) ou quádrupla viral (que, além dessas doenças, protege contra catapora) – é para crianças, que tomam a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Adolescentes e adultos não-vacinados também devem tomar duas doses.
Em segundo lugar, as vacinas oferecidas pelos serviços públicos de saúde são seguras. “A utilização de vacinas ou medicamentos vencidos é crime. Qualquer serviço de saúde que acondicione produtos vencidos recebe autuações muito graves. Não faz nenhum sentido que órgãos públicos utilizem vacinas vencidas, isso não existe”, esclarece Kfouri.

A difusão do boato fez o Ministério da Saúde divulgar uma nota de esclarecimento sobre o assunto: “O Ministério da Saúde esclarece que todas as vacinas ofertadas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) são seguras e não há nenhuma evidência de que possam causar microcefalia. As vacinas são fundamentais para proteger o bebê contra doenças graves. Nenhuma das vacinas administradas durante a gestação contém vírus ou outros agentes vivos.”
Por último, mesmo o uso de uma vacina vencida não teria a capacidade de provocar danos neurológicos. “Teoricamente, o que acontece com o passar do tempo, tanto com vacinas malconservadas quanto com vacinas vencidas é que elas perdem a capacidade de desenvolver proteção contra doenças”, diz o especialista.
Danos neurológicos a crianças e idosos
Outro boato, este divulgado principalmente por mensagens de WhatsApp, diz que o zika provoca danos neurológicos em crianças de até 7 anos e em idosos. A informação também é falsa foi desmentida por especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Ministério da Saúde.
“Não existe nenhuma evidência científica que possa correlacionar o vírus zika com o comprometimento nervoso em crianças menores de 7 anos e em idosos”, afirmou o vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Rodrigo Stabeli.
Mosquitos transgênicos
Há também o boato que afirma que o zika vírus se espalhou no Brasil depois da soltura de mosquitos transgênicos no país, que teriam passado a transmitir zika e chikungunya. Assim como os outros boatos, essa história também não faz sentido.
Mosquito Aedes aegypti macho fabricado pela Oxitec, unidade criada em Campinas, interior de São Paulo (Foto: Eduardo Carvalho/G1)Mosquito Aedes aegypti geneticamente modificado fabricado pela Oxitec, unidade criada em Campinas, interior de São Paulo (Foto: Eduardo Carvalho/G1)
Mosquitos Aedes aegypti geneticamente modificados ou com bactéria que previne a transmissão de doenças têm sido soltos em vários pontos do Brasil dentro de projetos de pesquisa. Mas, ao contrário de espalhar novas doenças, eles atuam justamente para combater os vírus transmitidos pelos mosquitos.
No caso dos mosquitos transgênicos, eles são modificados geneticamente para morrerem antes da fase adulta, reduzindo a população total de mosquitos na região onde são soltos. Já os mosquitos com a bactéria Wolbachia tornam-se incapazes de transmitir a dengue e outros vírus.
No vídeo, o virologista Paolo Zanotto, professor da Universidade de São Paulo (USP), comenta sobre esses boatos, que podem atrapalhar os esforços que a comunidade científica está desenvolvendo de controle e entendimento do problema: