sábado, 27 de abril de 2013

Desde o princípio dos tempos, o homo sapiens desviava sua atenção aos céus!



Física Atômica e Molecular: uma introdução Para colisões com átomos mais pesados, nem ccc / RMPS conseguem fornecer boa descrição dos resultados experimentais existentes. O motivo é que não incluem efeitos relativísticos em suas aproximações. Deixem-me tentar explicar com auxílio de uma comparação. Imagine um cometa, ou um satélite - ou mesmo uma nave espacial - se aproximando de um planeta, mas com incidência em diagonal, de modo a evitar a colisão com ele, apenas passando próximo. Na medida em que a nave "cai" sobre o planeta, sua velocidade vai aumentando, devido à atração gravitacional. É exatamente essa velocidade (ou melhor, essa energia cinética adquirida) que permitirá à nave "escapar" da atração gravitacional do planeta, depois de passar próxima dele. Imagine agora que o planeta tenha uma massa gigantesca. Então, a nave será fortemente atraída, sua velocidade crescerá enormemente e - com sorte - tangenciará a atmosfera e escapará do outro lado. Em certa medida, é o que ocorre com um elétron ao colidir com um átomo pesado: sua velocidade poderá crescer a ponto de atingir fração da velocidade da luz, quando deixam de ser válidos os conceitos da mecânica de Newton, e novos efeitos, previstos acertadamente pela teoria da relatividade especial de Einstein - os efeitos relativístivos - devem ser levados em consideração.

















Desde o princípio dos tempos, o homo sapiens desviava sua atenção aos céus contemplando a infinidade de estrêlas que se espalham, agrupam, brilham em todas as direções. É inevitável que perguntas lhe venham vindo à mente, tais como se há vida em outros planetas, se algum dia poderia visitar outros sistemas estelares, e o que encontraria por lá...Esse é apenas um exemplo do tipo de curiosidade que levou o ser humano a experimentar, controlar o fogo, criar artefatos, preparar novos materiais. Tal característica o diferenciou das outras espécies vivas da Terra, e apesar dos muitos problemas que continuamos vivendo em nossos dias, não se pode negar que a trajetória do homo sapiens enquanto espécie animal foi e continua a ser simplesmente espetacular.







No exterior de uma estrela, a temperatura é muito elevada (milhares de graus centígrados), e os gases que compoem sua atmosfera encontram-se num estado físico que chamamos plasma, uma espécie de "sopa muito quente" composta basicamente de átomos neutros, átomos que perderam um ou mais elétrons (íons), e elétrons. Processos violentos podem ocorrer (como a mancha solar mostrada ao lado). A compreensão dos complexos processos físicos que ocorrem numa estrela dependem do conhecimento de grandezas físicas como as seções de choque descrevendo colisões de elétrons por átomos ou íons (esse é um ramo da Física Atômica, e nossa área atual de pesquisa).
Figura 3. Nossa estrela, o Sol, mostrando uma mancha solar.
As dimensões da mancha são impressionantes: 590 mil quilômetros.
Para comparação, o raio da Terra é de 6 mil quilômetros.
Foto obtida pela estação espacial Skylab, NASA.


Figura 5. O tokamak, dispositivo de confinamento
de plasma visando a fusão nuclear controlada,
simulação computacional, Departamento de
Engenharia Nuclear, Univ. de Berkeley, USA.


Conseguiu-se fazer uso pacífico de tais potencialidades: o controle da reação de fissão nuclear possibilitou a construção de usinas termo-nucleares. Nelas, o "combustível" fissiona, mas a uma taxa constante e baixa. Mas foram gerados alguns problemas. O lixo atômico (restos da reação de fissão) geralmente é constituído de material radioativo (isto é, que emite expontaneamente radiações alfa, beta e gama, danosas aos seres vivos, por milhares de anos), que tem que ser acondicionado em caixas de chumbo ou concreto e isolado do contato humano. Também há riscos de vazamentos nas usinas nucleares. De outro lado, tem sido investido muito em projetos (como ostokamaks e z-pinch) visando construir um reator em que a fusão ocorra de modo controlado. Até agora os resultados são negativos.O que torna o projeto extremamente tentador é que o combustível - basicamente, hidrogênio - pode ser extraído da água do mar, logo é barato, não apresentando os inconvenientes de produção de lixo radioativo. No entanto, segundo alguns pesquisadores da área, conseguir manter o plasma confinado nas condições de ocorrer a reação de fusão é tão difícil quanto colocar um copo cheio de água com a boca para baixo sem que a água caia (isto é, sua superfície teria que ficar perfeitamente plana, sem oscilações, que caso existissem seriam reforçadas pela gravidade levando o líquido a cair). Mas parece que há perspectivas positivas, com resultados talvez num prazo de dez anos.

Na Física de Lasers as seções de choque também têm sua relevância. É muito usado, por exemplo, o laser de hélio-neônio. A luz desse laser é produzida após excitação do gás por uma corrente elétrica, isto é, através de colisões de elétrons com os átomos do gás. O laser (o nome é uma sigla, vem de Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation, amplificação da luz por emissão estimulada de radiação) chegou a ser chamado "uma solução à procura de um problema", dado às inúmeras possibilidades de sua aplicação. Nos nossos dias, pesquisas na área de Ótica não-linear envolvendo lasers buscam, através do uso de fenômenos como a bi-estabilidade ótica (e memória ótica), construir um computador de luz, que utilize - ao invés de correntes elétricas em fios e dispositivos semicondutores como os atuais computadores - luz (de laser) propagando-se em fibras óticas e dispositivos óticos. Observe-se que cada fibra ótica pode transmitir ao mesmo tempo luz de várias frequências, portanto um computador de luz teria as condições ideais para executar processamento paralelo. Estima-se que com os computadores de luz a velocidade de processamento poderia ser aumentada mil vezes em relação aos computadores atuais.....

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Teoria: nosso universo pode ser parte de mais universos. Teremos companhia? Serão amigáveis? O que nos espera?




Teoria: nosso universo pode ser parte de mais universos







Por  em 18.08.2011 as 20:00


Quando aprendemos nossos primeiros conceitos sobre astronomia, geralmente nos é ensinado que existe um único universo, com incontáveis galáxias, e que vivemos dentro de uma delas.





 Recentemente, no entanto, cientistas estão considerando a chance de haver mais de um universo.





Essa ideia, defendida por astrônomos de duas universidades britânicas, é por enquanto apenas uma hipótese. Basicamente, parte de uma teoria chamada de “inflação eterna”. Após o Big Bang, houve diferença na expansão do espaço-tempo (escala física usada para medir eventos espaciais) em lugares diferentes. Ou seja, cada fragmento de universo teria nascido de acordo com suas próprias leis físicas que regem o tempo e o espaço.
O que dá suporte a essa teoria, mais recentemente, é o estudo da radiação cósmica de fundo (CMB, na sigla em inglês). Essa radiação, que aparece no universo na frequência mais alta possível de microondas, deixa marcas no espaço-tempo. Segundo a teoria dos vários universos, essas marcas foram deixadas após a colisão dos vários universos ao longo de suas existências. Nosso próprio universo, portanto, poderia já ter colidido com um ou mais “vizinhos”.
Para que se possa entender esse mecanismo, os cientistas britânicos fizeram uma comparação com bolhas de sabão. Imagine que cada bolha de sabão é um universo, com suas próprias leis físicas de espaço-tempo. Quando duas bolhas de sabão encostam uma na outra, a área em que elas se tocam torna-se circular. Da mesma maneira, quando dois universos colidem, a radiação CMB resultante do choque também toma forma circular. Essa radiação circular, dessa forma, seria um sinal claro de que dois universos colidiram naquele ponto.
A parte prática desse estudo, medida a partir de um algoritmo criado pelos astrônomos, teve um resultado que agradou em parte os cientistas.




De fato, foi possível observar a incidência de CMB circulares em certas áreas do espaço, que foram marcadas como indicativos dessa teoria. Não se conseguiu, entretanto, definir um padrão para o aparecimento dessas CMB, que continuam parecendo aleatórias.




Um argumento, mais lógico do que propriamente físico, é usado pelos defensores da teoria. Segundo eles, o nosso universo é exatamente “desenhado” para que se possa haver vida, já que a harmonia entre constantes como a gravidade e a velocidade da luz permite isso. Seria muita coincidência, segundo eles, que em um único universo houvesse exatamente essas condições.
O que se buscará a partir de agora, portanto, é ordenar as observações para fortalecer essa teoria. Um satélite da Agência Europeia Espacial, chamado Planck, está no espaço desde 2009, e em 2013 deverá ter respostas mais detalhadas sobre a nova teoria.[LiveScience]






As 11 mais especiais e lindas imagens da Terra tiradas do espaço! ÚNICAS...




Primeiras fotos da Terra feitas por foguetes no espaço,  da Terra a partir de um satélite meteorológico, a partir do espaço profundo...

  • Fotos a partir de um satélite meteorológico,  da Terra tirada de Marte, da lua na órbita da Terra !
  •  Aurora vista da Estação Espacial Internacional
As 11 mais icônicas imagens da Terra tiradas do espaço

Desde que as primeiras fotos do nosso planeta foram feitas no espaço, uma incrível coleção se acumulou. Algumas imagens são incríveis por causa do esforço que foi preciso para tirá-las, outras oferecem novas perspectivas impressionantes de nosso mundo, e muitas são apenas maravilhosas, com suas camadas de arte, ciência e tecnologia.
De fotos do nosso globo em sua magnitude azul a imagens que formam mosaicos do espaço profundo, confira todo o esplendor cósmico deste acervo universal:A Bolinha Azul
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A NASA já produziu várias imagens “Bolinha Azul” (“The Blue Marble”). A original, tirada pela tripulação da missão Apollo 17, mostra o hemisfério oriental e é considerada uma das imagens mais famosas e amplamente divulgadas da Terra. A foto acima revela o hemisfério ocidental e é uma das mais recentes feitas estilo Bolinha Azul, criada a partir de diversas imagens do satélite Suomi NPP do dia 4 de janeiro de 2012.

Primeiras fotos da Terra feitas por foguetes no espaço

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Muito antes de irmos para a lua, as primeiras imagens da Terra a partir do espaço foram feitas a bordo de foguetes na década de 1940. Em 7 de março de 1947, foguetes V-2 alemães capturados e reconfigurados para carregar uma câmera (no lugar da ogiva) fizeram as primeiras fotos da Terra, mais de 160 quilômetros acima de sua superfície. Cientistas e soldados no Novo México (EUA) foram os primeiros a olhar para estas imagens.

Primeira foto da Terra a partir de um satélite meteorológico

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Foguetes abriram caminho para satélites em órbita, e as fotos de satélite deram aos cientistas a chance de observar sistemas de nuvem de cima para baixo, fornecendo informações úteis sobre grandes tempestades. Nem precisamos explicar a importância desses dados para os meteorologistas. A imagem acima foi a primeira feita a partir de um satélite meteorológico, tomada pelo satélite TIROS-1 em 1 de abril de 1960.

Primeira foto da Terra a partir do espaço profundo

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As imagens dos primeiros satélites mostravam apenas partes do planeta. Só quando a nave Lunar Orbiter 1 da NASA olhou para trás e bateu a primeira imagem da Terra a partir do espaço profundo que nós ganhamos a perspectiva do nosso mundo como um objeto no cosmos. A Terra revela-se nesta imagem como um crescente, com a luz solar cobrindo apenas parcialmente o planeta a partir da perspectiva da nave espacial.
A foto foi tirada em 23 de agosto de 1966, com a Terra subindo acima da lua. Lunar Orbiter 1 fazia parte de um esforço da NASA para mapear a superfície lunar antes de enviar astronautas para o satélite natural. Ao contrário das fotografias digitais de hoje, essas imagens foram feitas em filme, reveladas a bordo, digitalizadas e enviadas a Terra por meio de sinais de rádio.
Primeira foto da Terra e da lua em um quadro único
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Foi incrível ver a Terra do espaço profundo pela primeira vez. Foi igualmente incrível ver tanto o nosso planeta quanto sua lua suspensa juntos no vazio negro do espaço pela primeira vez. Essa façanha foi realizada pela nave Voyager 1, enquanto estava a caminho de planetas exteriores, no dia 18 de setembro de 1977. A sonda estava a 11,66 milhões de quilômetros da Terra. Como nosso planeta é muito mais brilhante do que a lua, nesta foto ela foi artificialmente iluminada no computador por um fator de três, de modo que ambos os corpos se mostrassem claramente na imagem.

“Nascer da Terra”

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Imagine chegar perto da lua em uma nave espacial, olhar para fora da janela e ser o primeiro ser humano a ver o seu próprio planeta em ascensão. Esta imagem icônica da Terra “nascendo”, popularmente chamada de “Earthrise” (algo como “nascer da Terra”), é a primeira de seu tipo, feita por um astronauta da missão Apollo 8 em órbita lunar. A foto acima está exibida na sua orientação original. O horizonte lunar estava aproximadamente 780 quilômetros da sonda. A altura da área fotografada no horizonte lunar é cerca de 175 quilômetros.

“Pálido Ponto Azul”

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Poucas imagens do espaço são tão icônicas quanto a “Pale Blue Dot” (algo como “Pálido Ponto Azul”), feita pela nave Voyager 1. O famoso astrônomo Carl Sagan disse o seguinte sobre a imagem: “(…) um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Para mim, ela sublinha a responsabilidade de nos relacionarmos mais bondosamente e com compaixão uns com os outros, e de preservar e valorizar este pálido ponto azul, o único lar que já conhecemos”.
Essa imagem é um conjunto de 60 quadros juntados em um mosaico do sistema solar, tirados a mais de 6,44 bilhões de quilômetros da Terra, cerca de 32 graus acima da eclíptica – o plano em que a maioria dos planetas orbita. A Terra está um pouco abaixo e à direita do centro, bem no meio de um dos raios de luz dispersos resultantes de se fazer uma imagem tão perto do sol.

Primeira imagem da Terra tirada de Marte

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Marte é de longe o planeta que mais mexe com a imaginação humana (em parte graças a nossa ideia de que homenzinhos verdes moram lá), por isso foi especial a primeira vez que tiramos uma foto do nosso globo a partir da superfície do Planeta Vermelho. A Terra é, mais uma vez, apenas um mero pontinho no meio do nada (marcado com “You are here”, ou “Você está aqui”, na imagem). Esta foto foi tirada pelo Mars Exploration Rover Spirit em 8 de março de 2004, uma hora antes do nascer do sol, com a superfície de Marte em primeiro plano.

Sombra da lua

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Nem toda foto incrível da Terra é velha, ou está em preto e branco. Muitas, como esta, são apenas francamente surpreendentes. Quando experimentamos um eclipse solar, a lua bloqueia o sol. Mas, a partir do espaço, se olharmos para o nosso planeta, o evento assume uma perspectiva totalmente diferente – vemos uma mancha estranha no globo, a sombra da lua que cai na superfície do planeta. A imagem revela por que nem todo mundo na Terra é capaz de ver qualquer eclipse solar total – a sombra cobre apenas parte do planeta, e você tem que estar perto do centro da sombra para vê-lo. Durante um eclipse solar, a sombra da lua se move através da superfície da Terra a cerca de 2.000 quilômetros por hora. Esse eclipse ocorreu em 11 de agosto de 1999, e foi um dos últimos registrados a partir da estação espacial russa Mir.

Nascer da lua na órbita da Terra

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O horizonte está inclinado e parece longe. A lua parece flutuar na atmosfera da Terra. É uma das muitas vistas incríveis que só podem vir do espaço, e ao mesmo é totalmente familiar: o nascer da lua. Essa imagem foi feita com uma câmera digital na missão final doônibus espacial Columbia. A tripulação do Columbia morreu no dia 1 de fevereiro de 2003, quando o ônibus desintegrou-se durante sua reentrada na atmosfera do nosso planeta.

Aurora vista da Estação Espacial Internacional

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A maioria das pessoas na Terra nunca viu uma aurora. Poucos são ainda mais sortudos de terem visto uma a partir do espaço. Essa foi registrada por astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional no início de 2012. 


terça-feira, 23 de abril de 2013

O movimento Calvinista Reforma LUTERANA....Reforma Protestante...



João Calvino, criador da Teoria da Predestinação Absoluta.
Ocorrido como um desdobramento da Reforma Luterana, o movimento Calvinista foi uma das principais religiões surgidas durante a Reforma Protestante. A Suíça, criada após sua separação do Império Romano-Germânico, em 1499, teve contato com as idéias de Martinho Lutero através da pregação feita pelo padre Ulrich Zwinglio.



Ao propagandear as doutrinas luteranas pela Suíça, Zwinglio desencadeou uma série de revoltas civis que questionavam as bases do poder vigente. A prática do zwinglianismo preparou terreno para a doutrina que seria mais tarde criada pelo francês João Calvino. Perseguido em sua terra natal, João Calvino refugiou-se na Suíça com o intuito de disseminar outra compreensão sobre as questões de fé levantadas por Martinho Lutero.

Segundo Calvino, o princípio da predestinação absoluta seria o responsável por explicar o destino dos homens na Terra. Tal princípio defendia a idéia de que, segundo a vontade de Deus, alguns escolhidos teriam direito à salvação eterna. Os sinais do favor de Deus estariam ligados a condução de uma vida materialmente próspera, ocupada pelo trabalho e afastada das ostentações materiais.

De acordo com alguns estudiosos, como o sociólogo Max Weber, o elogio feito ao trabalho e à economia fizeram com que grande parte da burguesia européia simpatizasse com a doutrina calvinista. Contando com esses princípios, observamos que a doutrina calvinista se expandiu mais rapidamente que o Luteranismo.

Em outras regiões da Europa o calvinismo ganhou diferentes nomes. Na Escócia, os calvinistas ficaram conhecidos como presbiterianos; na França como huguenotes; e na Inglaterra foram chamados de puritanos.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil E

2. Calvinistas





O calvinismo, como o nome indica, é o sistema de teologia elaborado pelo mais brilhante e profundo dentre os reformadores, João Calvino. Esse sistema, contido especialmente na principal obra de Calvino, a Instituição da Religião Cristã ouInstitutas, resulta de uma interpretação cuidadosa e sistemática das Escrituras, e tem como um de seus principais fundamentos a noção da absoluta soberania de Deus como criador, preservador e redentor. O calvinismo não é somente um conjunto de doutrinas, mas inclui concepções específicas a respeito do culto, do governo eclesiástico e da missão da igreja.

Normalmente, todos os reformados deveriam ser calvinistas, mas isso nem sempre ocorre na prática. Muitos herdeiros de Calvino, embora se considerem reformados, não mais se designam ou podem ser designados como calvinistas, por terem abandonado certas convicções e princípios básicos defendidos pelo reformador. Portanto, todo calvinista é reformado, mas nem sempre a recíproca é verdadeira.

3. Presbiterianos

O termo presbiteriano foi adotado pelos reformados nas Ilhas Britânicas (Escócia, Inglaterra e Irlanda). Isso se deve ao contexto político-religioso em que o protestantismo foi introduzido naquela região, no qual a forma de governo da igreja teve uma importância preponderante. Os reis ingleses e escoceses preferiam o sistema episcopal, ou seja, uma igreja governada por bispos e arcebispos, o que permitia um maior controle da igreja pelo Estado. Já o sistema presbiteriano, isto é, o governo da igreja por presbíteros eleitos pela comunidade e reunidos em concílios, significava um governo mais democrático e autônomo em relação aos governantes civis. Das Ilhas Britânicas, o presbiterianismo foi para os Estados Unidos e dali para muitas partes do mundo, inclusive o Brasil.

Daí resulta outra distinção importante. Todo presbiteriano é, por definição, reformado e, em teoria, calvinista. Porém, nem todos os calvinistas são presbiterianos. Um bom exemplo é a Inglaterra dos séculos 16 e 17. Um grande número de protestantes ingleses daquela época eram calvinistas, mas muitos deles não aceitavam o sistema de governo presbiteriano. Entre eles estavam os congregacionais, os batistas e muitos anglicanos.


1. Reformados
A Reforma Protestante começou na Alemanha, em 1517, com o monge Martinho Lutero (1483-1546). Os seus seguidores logo passaram a ser conhecidos como “luteranos”. Poucos anos depois, surgiu em um país vizinho, a Confederação Suíça, um novo movimento protestante, independente do movimento de Lutero, que, para distinguir-se deste, passou a ser denominado como “reformado”. Essa designação resultou do entendimento de que a “Segunda Reforma” ou “Reforma Suíça” estava realizando uma obra de renovação da igreja mais profunda e radical do que aquela proposta por Lutero. Inicialmente, o movimento reformado esteve mais ligado à pessoa de Ulrico Zuínglio (1484-1531). Porém, com a morte prematura deste, o movimento veio a associar-se com o seu maior teólogo e articulador, o francês João Calvino (1509-1564).